quinta-feira, 5 de maio de 2016

Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente entre os idosos

Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva e incapacitante, que
ocorre a partir da diminuição intensa da produção de dopamina, indispensável
para o funcionamento normal do cérebro (Foto: Free Images)

A Unidade de Referência ao Idoso de Recife (UnIR) do Hospital Geral de Areais, no bairro de Estância, Zona Oeste da capital pernambucana, marca este Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson (11/4) com atividades e distribuição de panfletos com informações importantes sobre a doença. A ação faz parte da campanha Doença de Parkinson: Caminhando Juntos, Vivendo Melhor, da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), cujo intuito é conscientizar sobre Parkinson.

“Depois de Alzheimer, Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente entre os idosos. Portanto, com aumento da expectativa de vida do brasileiro, ela se torna um problema de saúde pública e merece grande atenção”, afirma o médico Delson José da Silva, coordenador do Departamento Científico de Transtornos do Movimento da ABN.

Durante este mês de abril, a ABN realizará uma série de ações em todas as regiões do país para levar informações precisas e contundentes à população geral. Através de palestras e distribuição de materiais informativos, a população leiga terá acesso a conteúdos de qualidade, visando à formação de base sólida de conhecimentos sobre Parkinson.

Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva e incapacitante, que ocorre a partir da diminuição intensa da produção de dopamina, indispensável para o funcionamento
normal do cérebro. Na falta dessa substância, o indivíduo perde o controle motor e os movimentos voluntários passam a não acontecer mais de forma automática.

“Estudos apontam que múltiplos fatores contribuem para o surgimento da doença. Fatores ambientais como produtos químicos tóxicos advindos do contato de pesticidas, herbicidas e metais; agentes infecciosos ou mesmo
partículas orgânicas danosas que atingiriam um individuo genética e constitucionalmente, podem promover alterações celulares que levariam à morte de neurônios produtores de dopamina”, explica Delton.

O quadro clínico compõe-se por quatro sinais principais: tremores, lentidão nos movimentos, rigidez dos músculos e articulações e dificuldades de manter o equilíbrio. O diagnóstico preciso só pode ser feito por neurologistas. “Exames laboratoriais e funcionais formam um importante arsenal para o diagnóstico da doença. Os exames complementares são indicados no caso de dúvidas quanto ao diagnóstico”, informa Delson.

É importante ressaltar que, quanto mais precoce o diagnóstico, mais rápido é o início do tratamento tende a ser mais rápido, o que garante uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes.

A doença de Parkinson não tem cura, mas os tratamentos conseguem atuar sobre os principais sintomas, diminuindo seus efeitos. Há tratamento medicamentoso, que atua sobre os sintomas em diversas fases da doença; e cirúrgico, que pode ser
ablativo (uma pequena lesão feita em um ponto do cérebro para bloquear algum sintoma) ou ainda a instalação de um eletrodo no cérebro (mais conhecido como DBS, do inglês deep brain stimulation), que possibilita o controle de alguns sintomas por meio de modulação elétrica daquela região.

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