sábado, 2 de janeiro de 2016

O Ex-vereador itaporanguense Baião, morre em São Paulo


É com imenso pesar que noticiamos o falecimento do ex-vereador Jose Hilton Baião que foi legislador nos anos de 1989 a 1996, quando eram prefeitos de Itaporanga José Will Rodrigues e José Silvino Sobrinho, respectivamente. Nas duas legislaturas destacamos como propositura dele o Projeto de Lei, denominando de Grupo Escolar Professora Justina Emília Crizanto, a Unidade de Ensino Municipal, localizada, no Conjunto Chagas Soares. Requereu ao prefeito, juntamente com seu inseparável amigo o vereador Duvan a construção de várias escolas na zona Rural.

Baião foi presidente da casa no biênio 1991/1992 e também é dele o projeto denominando de Rua Manoel Virgulino de Silva (Né Virgulino)a continuação da Rua Pedro Pereira de Sousa (Rua do Clube).

José Hilton Baião foi vitima de um novo AVC e uma parada cardíaca em São Paulo, onde estava a alguns meses tratando de uma arritmia cardíaca. Baião deixa viúva a senhora Francisca Rufino (Nininha) e quatro filhos, sendo três homens e uma adolescente.

O corpo que virá de São Paulo, ainda hoje, será velado em sua residência, a Rua Marechal Deodoro da Fonseca (antigo Beco do Fosco). 62 e o enterro será possivelmente na segunda, em horário a ser determinado pela família.

O ex-vereador completaria 54 anos quarta-feira, já que nasceu no dia 06 de janeiro de 1969. Baião se sentiu mal em casa, em Praia de Mongaguá em Santos (SP), mas morreu no hospital, por volta das 22h30 de ontem. O Portal do Vale se irmana a dor de toda a família e de toda Itaporanga.

Cientistas dos EUA descobrem causa da Esclerose Lateral Amiotrófica

Descoberta abre caminho para a pesquisa de tratamentos para a doença. ELA provoca a morte dos neurônios motores.


Cientistas americanos descobriram a causa de uma doença devastadora e degenerativa: a Esclerose Lateral Amiotrófica. Essa descoberta é importantíssima porque abre caminho para a pesquisa de tratamentos para a doença.

O nome é complicado: Esclerose Lateral Amiotrófica. Muita gente só passou a saber dessa doença rara, conhecida pela sigla ELA, no ano passado, quando o desafio do balde de gelo rodou o mundo. Famosos e anônimos tomaram banhos gelados e arrecadaram mais de US$ 100 milhões para pesquisas.

A doença provoca a morte dos neurônios motores, que são as células nervosas responsáveis por todos os movimentos do corpo. Aos poucos, os doentes perdem a capacidade de se mover, de falar, de engolir e de respirar.

O portador da doença mais conhecido é o físico britânico Stephen Hawking, que atualmente só consegue movimentar um único músculo do rosto.

Ao contrário de outras doenças graves, como o câncer, a Esclerose Lateral Amiotrófica ainda não tem nem cura, nem tratamento. Um dos grandes desafios da medicina é

Demora em julgamentos 'livra' maus gestores de inelegibilidade

TCE ainda não analisou balancetes do primeiro ano de gestão na metade das prefeituras. Do exercício de 2014, não houve nenhum julgamento das prefeituras.

LENILSON GUEDES


Em meio à polêmica sobre a criação de um Tribunal de Contas dos Municípios, o Tribunal de Contas do Estado fecha o ano de 2015 julgando menos da metade dos processos relativos ao primeiro ano dos prefeitos eleitos em 2012. Pelo levantamento feito no próprio site do tribunal,  foram apreciados 105 processos referentes ao exercício de 2013. Do exercício de 2014 não houve nenhum julgamento das prefeituras, apenas processos das Câmaras Municipais.

Os processos de 2013 das prefeituras começaram a ser julgados a partir de dezembro de 2014. No caso de haver irregularidades na prestação de contas, os conselheiros emitem parecer contrário, que posteriormente terá de ser analisado pelas câmaras de vereadores, a quem compete fazer o julgamento político das contas. Se forem desaprovadas pelos vereadores, o gestor poderá ficar impedido de concorrer nas próximas eleições.

Contudo, a demora no julgamento faz com que os atuais prefeitos disputem as eleições municipais de 2016, sem que haja a apreciação das contas pelas câmaras de vereadores. Para fins de inelegibilidade previsto na Lei da Ficha Limpa, o que vale é a decisão do Poder Legislativo, conforme entendimento firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na avaliação do conselheiro André Carlo Torres, o Tribunal de Contas está sendo ágil na análise e julgamento das contas dos gestores municipais. “Pelo calendário natural de

Menos de 30% do esgoto produzido na Paraíba é coletado

Os dados do Instituto Trata Brasil também apontam que mais da metade da população brasileira não possui saneamento básico. 


O despejo de esgoto sem tratamento nos rios e córregos, ao longo dos anos, além de afetar a qualidade dessas águas, tem se tornado um problema ambiental, social e de saúde pública. Dados do Instituto Trata Brasil apontam que mais da metade da população do país não possui acesso aos serviços de saneamento básico.

Na Paraíba, as estatísticas não são menos alarmantes, apenas 25,32% do esgoto produzido é coletado, e desse discreto percentual, apenas 33,22% é devidamente tratado, estando apto a ser devolvido para a natureza.

Isso acontece porque apenas 21 municípios contam com esgotamento sanitário, de acordo com informações da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).

No Estado, portanto, 91% das cidades, 202, não têm esse serviço. E mesmo possuindo sistema de esgotamento sanitário, a universalização da coleta não existe em nenhuma delas. Das 21 citadas, Campina Grande é a que mais se aproxima dessa conquista, pois já coleta cerca de 75% do seu esgoto.

O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes, comentou que a execução de obras de esgotamento sanitário, embora seja uma demanda antiga e muito cobrada, encontra o obstáculo na falta de recursos.

“Isso é uma questão de recursos, pra fazer uma obra de esgotamento sanitário precisa de verbas. Os municípios têm vontade de resolver a situação, mas o governo federal nunca teve um programa específico para enfrentar diretamente esse problema”, afirmou.

Jornal da Paraíba

Pátria Educadora: Ministério da Educação tem corte de R$ 10,5 bilhões para este ano

Em nota, o MEC defendeu que, mesmo com as restrições orçamentárias impostas pela necessidade do ajuste fiscal, foram preservados os “programas e as ações estruturantes do MEC”

O Ministério da Educação (MEC) perdeu R$ 10,5 bilhões, ou 10% do orçamento, em 2015, ano em que a presidente Dilma Rousseff escolheu o slogan “Pátria Educadora” como lema de seu segundo mandato. Cortes em programas, pagamentos atrasados e trocas de ministros marcaram o ano da pasta.

A presidente anunciou o lema já no primeiro dia de 2015, mas os problemas na área também apareceram depressa. Antes mesmo de oficializar o represamento de orçamento no âmbito do ajuste fiscal, a tesoura atingiu programas como o Financiamento Estudantil (Fies) e o Pronatec, as duas principais bandeiras de Dilma na área da educação durante as eleições de 2014.

Depois de uma expansão de financiamentos entre 2010 e 2014, o governo alterou as regras do Fies ainda nos últimos dias de 2014. Restringiu o acesso ao programa e chegou a adiar pagamentos a empresas educacionais. O ano fechou com 313 mil contratos, 57% menos do que o registrado em 2014.

Dados atualizados até ontem mostram que a União gastou R$ 12 bilhões com o Fies em 2015, 16% menos do que os R$ 13,7 bilhões de 2014 – apesar de já haver mais contratos acumulados. No Pronatec, o início de novas turmas foi adiado no primeiro semestre e também houve atraso de pagamentos às escolas. O MEC defende que foi registrado 1,1 milhão de novas matrículas em 2015.

No decorrer do ano, outras iniciativas sofreram com a escassez de recursos, como o Mais Educação, voltado a escolas de tempo integral, e o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que transfere verbas diretamente para as unidades.

Bolsas de programas de iniciação à docência e de alfabetização também atrasaram. O corte na verba de custeio provocou reflexos nas universidades federais, que agonizaram com problemas de caixa. O MEC ainda teve de lidar com uma greve de cinco meses de duração dos professores universitários federais.

Longo prazo. Com dificuldade de arcar com os compromissos já existentes, a pasta viu a expansão de gastos com a educação, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), ser ameaçada. Aprovado em 2014, o PNE estipula 20 metas para a educação em 10 anos e traz a previsão de ampliação dos recursos da área para o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no período. Atualmente, esse porcentual fica em torno de 6%.

Para o coordenador-geral da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o ano não foi bom para o setor. “Pensamos no início que a Pátria Educadora significaria o cumprimento do PNE dentro do primeiro mandato, mas o cumprimento neste ano foi ruim”, diz. “O motivo foi o ajuste fiscal excessivo. O próprio governo impediu a realização de seu lema”, completa.

O diretor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luiz Carlos de Freitas, analisa que, embora tenha seu peso, a questão orçamentária não é o único problema enfrentado na área. “Em um ano de mandato estamos no terceiro ministro. A educação é uma área com um imenso passivo motivado pelo acúmulo histórico de falta de prioridade e investimento e há uma pressão muito grande para que os resultados apareçam logo. No entanto, não há atalhos para a boa educação”, diz.

A primeira opção para o MEC no segundo mandato da presidente Dilma era o ex-governador do Ceará Cid Gomes. Ficou 76 dias no cargo e saiu após chamar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de achacador. Em seguida, assume o professor da USP Renato Janine Ribeiro, que fica cinco meses no MEC. Em outubro, é substituído por Aloizio Mercadante, que volta ao cargo que já havia ocupado entre 2011 e 2014.

De acordo com Janine Ribeiro, não foi possível prever que o golpe financeiro no MEC seria tão grande. “Em um ano sem dinheiro, fica um problema muito grande”, diz ele, que defende a melhora nos gastos e critica o PNE. “O PNE é um plano de gastos, não é de melhora nos gastos. Passa a ter a crise e não se sustenta a expansão prevista.”

Ações estruturantes. Em nota, o MEC defendeu que, mesmo com as restrições orçamentárias impostas pela necessidade do ajuste fiscal, foram preservados os “programas e as ações estruturantes do MEC”. “Em 2015, foi dado mais um passo importante nesses 13 anos de governos que mantiveram o projeto educacional de compromisso com a ampliação do acesso e da permanência nos diferentes níveis de ensino e com a qualidade da educação”, completa a nota.

Diário do Poder

Militar e sindicalista recebem Título de Cidadania Diamantense, e houve mais uma homenagem

Por Redação da Folha Em sessão solene realizada na manhã deste sábado, 2, a Câmara de Diamante, presidida pelo vereador Coronel Fonseca, fez a entrega de dois Títulos de Cidadania Diamantense e também homenageou um filho da terra com o diploma de Honra ao Mérito.

Entre os agraciados que receberam o título de cidadania está o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Diamante, Joaquim Inácio da Silva, de 73 anos, que é natural de Santana de Mangueira, mas reside em Diamante há 33 anos, onde, inicialmente, atuou como comerciante, mas dedicou-se mesmo ao sindicalismo rural. Ele começou a ajudando homens e mulheres do campo a requerer sua aposentadoria. A propositura do título de cidadania ao presidente sindical foi do Coronel Fonseca.

O outro homenageado com o título de cidadania local foi o sargento reformado da Polícia Militar, Carlos Frederico da Silva, de 69 anos, e há mais de quatro décadas reside em Diamante, onde também ocupou o cargo de delegado de polícia. Ele é natural de Natal, mas reside na cidade diamantense até hoje, tendo prestando um importante serviço à segurança pública local e regional.

Para o militar reformado, a sessão foi duplamente significativa, porque além da cidadania que próprio recebeu, viu também o seu filho ser homenageado: o capitão Wendel Kleber Vieira da Silva recebeu o Título de Honra ao Mérito pelo brilhantismo em sua carreira militar e todo o serviço prestado à segurança regional. Ele é o atual comandante da 2ª Companhia de Conceição, mas residente em Diamante. A propositura para homenagear pai e filho foi do vereador Alan David.

Na tribuna da Câmara, o capitão falou em nome dele e dos demais homenageados, momento que agradeceu aos vereadores pela honraria a todos concedida. Os vereadores Alan David, Edvan Bezerra, Cícero Venâncio e Dedin também falaram durante a sessão, quando destacaram a qualidade moral dos homenageados e o serviço prestado por eles ao município de Diamante. Foto: homenagedos posam para foto após receberem seus títulos.

Homem morre eletrocutado em bomba de água no município de Santana dos Garrotes

Um agricultor foi eletrocutado na tarde sábado (02/01), no Sítio Mata do Maracujá, em Santana dos Garrotes.

De acordo com informações, Paulo Epaminondas, conhecido por “Paulo de Zé Maria”, ligava uma bomba para puxar água de um poço, quando recebeu uma descarga elétrica de alta tensão.

De acordo com as informações obtidas, a vítima estava no sítio com a família, e uma das filhas sentiu sua falta devido à demora, e quando chegou ao local, próximo à casa do sitio, já avistou o corpo em no chão. A vitima morava na cidade, mas todos os dias iria ao sítio.

Paulo morreu no local do incidente. O SAMU foi acionado, mas a vítima já estava em óbito. 

A polícia esteve no local para procedimentos de praxe, onde deverá ser levado para o NUMOL de Patos, para ser necropsiado.

www.ARYRAMALHO.com

Polícia prende acusado de tentativa de homicídio em Piancó


A Polícia Militar de Piancó, prendeu por volta das 10h40min horas da manhã deste sábado (2). Pedro Avelino Soares Filho, 32 anos de idade, casado, morador do Bairro Caixa D´Água.

Pedro, é acusado de tentar matar Fábio Junior Gomes dos Santos. O fato ocorreu às 21 horas desta sexta-feira (1), próximo a residência de Fábio.  Segundo a PM, o acusado atirou e acertou o peito de Fábio Gomes com um tiro de arma de revólver.

O SAMU foi chamado ao local e prestou socorro a vitima ainda no local. Em seguida foi transferido para o Hospital de Piancó e segue internado, sem risco de morte.

Na manhã de hoje, sob o comando do Tenente Souto, os policiais receberam informações que Pedro Avelino havia voltado para sua residência. A PM montou cerco e prendeu o acusado, que foi levado para a delegacia de polícia civil de Piancó. A arma não foi encontrada.

O tenente Souto subcomandante da 3ª CIA de Polícia Militar, informou que, durante o ano de 2015, não foi registrado nenhum homicídio em Piancó.

BoaVenturaOnline

População de Campina Grande sofre com falta de esgotamento

Cerca de 20% dos campinenses não dispõem desse serviço em casa e estão expostos a diversas doenças. 

ANDREIA XAVIER

A ausência de saneamento básico, que expõe a população a diversos tipos de doenças, além de ameaçar o meio ambiente, é uma realidade de cerca de 20% da população de Campina Grande. Em locais situados geralmente nas zonas periféricas da cidade, os esgotos correm a céu aberto e se tornaram obstáculos diários à qualidade de vida dos moradores.

“As crianças não podem brincar aqui fora, é um perigo. E a situação fica pior quando chove, que o esgoto chega até a porta. Aí não tem nem como a gente sair de casa direito”, contou a dona de casa Simone Félix, que mora no riacho das Piabas, no bairro Jardim Continental.

A localidade é uma das áreas da cidade deficitárias em relação ao esgotamento sanitário, assim como os bairros de Bodocongó, Distrito Industrial, Ramadinha, Santo Antônio e Três Irmãs. São estes também os bairros com maiores números de doenças relacionadas ao saneamento, de acordo com o prognóstico do Plano Municipal de Saneamento Básico, elaborado pela Secretaria de Planejamento (Seplan), Fundação Parque Tecnológico (Paqtc-PB) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

O plano foi elaborado no início do ano passado e entregue à Caixa Econômica, mas ainda falta ser aprovado pela Câmara de Vereadores da cidade. Mas os problemas afetam outras áreas, principalmente os distritos e zonas rurais. Em 2010, apenas 81,16% da população de Campina Grande era atendida por redes de esgoto, cerca de 302.184 pessoas. Mesmo quatro anos depois, esse índice não avançou consideravelmente.

No ano passado, apenas 82,9% da população era atendida pelo esgotamento sanitário. A meta para 2016 é elevar essa cobertura para pelo menos 87,05%, ampliando a rede de esgotos dos atuais 317 para 337 quilômetros.

Para a engenheira civil e professora da UFCG Patrícia Feitosa, que coordenou a elaboração do plano, a deficiência dos sistemas de coleta e tratamento de esgotos compromete consideravelmente a qualidade de vida das pessoas.

“Há comprometimento em relação a vários aspectos, não só para o meio ambiente, quanto para nós, que consumimos a água que recebe de forma direta ou indireta esses esgotos. Mesmo que tratada, em períodos de estiagem, temos a redução do volume dos mananciais, mas a quantidade de contaminantes continua a mesma e mais concentrada”, explicou.

Conforme o secretário de Planejamento do município, André Agra, esse avanço está acontecendo. “O fato de elaborarmos esse plano de saneamento já é um passo importante. Ele faz um prognóstico preciso e muito rico da situação que temos em Campina Grande.

Com base nessa avaliação, a prefeitura já está investindo em ações adequadas e cumprindo parte do que está previsto. Estamos agindo assim no Complexo Aluízio Campos, por exemplo”, afirmou. Em relação à aprovação do plano, o secretário informou que a Caixa Econômica está avaliando a execução do projeto, e tão logo isso ocorra, ele seguirá para a Câmara.

Já em relação ao tratamento de esgoto, o plano indica, com base nos dados do Instituto Trata Brasil, que 75,77% do esgoto gerado na cidade é coletado. Desse esgoto coletado, 66% seria tratado. Mas na realidade, essa quantidade não chega a 7%, admite o secretário de Planejamento, André Agra. “As pessoas quebram a tubulação para poder irrigar. E isso acontece ao longo de todo o emissário até a estação de tratamento e pouco esgoto termina chegando a sua finalidade”, ressaltou.

VEJA AS 10 MEDIDAS CONTRA A CORRUPÇÃO: Pacote contra corrupção já tem 1,2 milhão de apoios

Da Folha de S.Paulo – Aguirre Talento

Com 1,2 milhão de assinaturas obtidas até o momento, o Ministério Público Federal vai enviar até a metade deste ano ao Congresso Nacional um pacote de dez medidas contra a corrupção, que tornam penas mais rígidas, dificultam a anulação de processos e facilitam a recuperação de recursos desviados, entre outras mudanças.

Concebida inicialmente pela força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, a campanha foi abraçada pela Procuradoria-Geral da República, que saiu a campo e promoveu palestras para obter assinaturas em todos os Estados. A coleta ocorre desde julho.

Ao atingir 1,5 milhão de apoios (o mínimo hoje para um projeto de iniciativa popular), o que integrantes do Ministério Público Federal estimam que ocorrerá até meados deste ano, será feito o envio das medidas para apreciação do Congresso.

A ideia foi obter o mesmo apoio popular da Lei da Ficha Limpa enviada ao Congresso com 1,3 milhão de assinaturas, sancionada em 2010 e que impediu a candidatura de políticos condenados em segunda instância.

Segundo a Câmara, houve quatro projetos de iniciativa popular desde a redemocratização: Ficha Limpa e sobre compra de votos, crimes hediondos e habitação popular. Em todos os

Cartão de Visitas - POMPÉIA NUMA PEINHA DE NADA

Entrada da cidade - Estrada que liga Serra Grande e Caiana a Itaporanga.

‘Novo’ acordo ortográfico está valendo desde ontem; veja as mudanças

As regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa são obrigatórias no Brasil a partir de hoje, dia 1º. Em uso desde 2009, mudanças como o fim do trema e novas regras para o uso do hífen e de acentos diferenciais agora são oficiais com a entrada em vigor do acordo, adiada por três anos pelo governo brasileiro.

Assinado em 1990 com outros Estados-Membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para padronizar as regras ortográficas, o acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado sem obrigatoriedade em 2009. A previsão inicial era que as regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1° de janeiro de 2013, mas, após polêmicas e críticas da sociedade, o governo adiou a entrada em vigor para 1° de janeiro de 2016.

O Brasil é o terceiro dos oito países que assinaram o tratado a tornar obrigatórias as mudanças, que já estão em vigor em Portugal e Cabo Verde. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste ainda não aplicam oficialmente as novas regras ortográficas.

Com a padronização da língua, a CPLP pretende facilitar o intercâmbio cultural e científico entre os países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa, já que os livros passam a ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários entre os países. De acordo com o Ministério da Educação, o acordo alterou 0,8% dos vocábulos da língua portuguesa no Brasil e 1,3% em Portugal.

Alfabeto, trema e acentos
Entre as principais mudanças, está a ampliação do alfabeto oficial para 26 letras, com o acréscimo do k, w e y. As letras já são usadas em várias palavras do idioma, como nomes indígenas e abreviações de medidas, mas estavam fora do vocábulo oficial.

O trema – dois pontos sobre a vogal u – foi eliminado, e pode ser usado apenas em nomes próprios. No entanto, a mudança vale apenas para a escrita, e palavras como linguiça, cinquenta e tranquilo continuam com a mesma pronúncia.

Os acentos diferenciais também deixaram de existir, de acordo com as novas regras, eliminando a diferença gráfica entre pára (do verbo parar) e para (preposição), por exemplo. Há exceções como as palavras pôr (verbo) e por (preposição) e pode (presente do indicativo do verbo poder) e pôde (pretérito do indicativo do verbo poder), que tiveram os acentos diferenciais mantidos.

O acento circunflexo foi retirado de palavras terminadas em “êem”, como nas formas verbais leem, creem, veem e em substantivos como enjoo e voo.

Já o acento agudo foi eliminado nos ditongos abertos “ei” e “oi” (antes “éi” e “ói”), dando nova grafia a palavras como colmeia e jiboia.

O hífen deixou de ser usado em dois casos: quando a segunda parte da palavra começar com s ou r (contra-regra passou a ser contrarregra) – com exceção de quando o prefixo terminar em r (super-resistente) -, e quando a primeira parte da palavra termina com vogal e a segunda parte começa com vogal (auto-estrada passou a ser autoestrada). Quando a mesma vogal terminar uma palavra e iniciar outra (anti-inflamatório, por exemplo), o hífen permanece.

A grafia correta das palavras conforme as regras do acordo podem ser consultadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), disponível no site da Academia Brasileira de Letras (ABL) e por meio de aplicativo para smartphones e tablets, que pode ser baixado em dispositivos Android, pelo Google Play, e em dispositivos da Apple, pela App Store.

Valor Econômico e Agência Brasil

Mortes violentas em Santana e Serra Grande são as primeiras tragédias de 2016 no Vale

Por Redação da Folha – No final da noite dessa sexta-feira, 1º de janeiro, o negociante José Rubens Barros de Araújo, de 32 anos, foi morto com um tiro de espingarda, possivelmente calibre 12, quando se encontrava na parte externa de um bar no centro da cidade de Serra Grande. Ao ser alvejado, ele ainda conseguiu andar alguns metros em direção ao interior do estabelecimento, onde morreu.

Natural de Diamante, onde residia com a esposa e três filhos, Rubens constantemente viajava a Serra Grande, onde moravam seus pais. Segundo informações policiais, ele tinha inimizades e uma passagem recente pela polícia. Durante a festa de aniversário serra-grandense, no mês passado, José Rubens chegou a ser preso por policiais militares por porte ilegal de arma, mas pagou fiança e foi solto.

Não há informações mais precisas sobre as circunstâncias do homicídio, mas os primeiros relatos indicam que um homem armado com um arma longa e não identificado chegou repentinamente no estabelecimento, conhecido como Bar Tropical, e atirou contra Rubens. O tiro acertou em cheio a vítima e projeteis se espalharam por várias partes do seu corpo. Ele já tinha sido vítima de um atentado anteriormente, quando sua casa em Diamante foi almejada à bala.

A morte de Rubens teve desdobramento imediato em Diamante: ao tomar conhecimento do crime, um policial militar, que é parente da vítima, fez ameaças contra o comerciante Wellington Franco Diniz e, armado, chegou a dirigir-se ao bar de propriedade do rapaz, por acreditar que ele ou familiares dele tenham envolvimento no caso, mas foi contido e desarmado por policias militares do destacamento local. No entanto, conseguiu fugir. A vítima prestou queixa na delegacia.

Depois do trabalho pericial, o corpo de Rubens foi encaminhado para exame cadavérico em Patos e, em seguida, será entregue a família para o sepultamento.

Santana de Mangueira – A outra morte violenta ocorreu no final da tarde desta sexta-feira, 1º de janeiro, no sítio Picos. Com sintomas de embriaguez alcoólica e conduzindo uma motocicleta, o agricultor Paulo Anderson Clementino, de 30 anos, perdeu o controle da moto e sofreu uma queda violenta, tendo morte imediata.

O mais impressionante é que a queda ocorreu quando ele já se aproximava da casa de um irmão e terminou caindo na porta da casa dela. Ele residia no sítio Jardim de Cima, também no município santanense. Seu corpo foi encaminhado para exame cadavérico em Patos junto com o corpo da vítima de homicídio em Serra Grande. Foto: os dois corpos foram encaminhados a Patos nesta manhã.