sábado, 31 de agosto de 2013

Filho de mototaxista vai longe: estudante está de malas prontas para a Irlanda do Norte



De origem humilde, jovem itaporanguense dá um passo importante na vida


Por Redação da Folha – O estudante Robson de Abrantes Gadelha(foto), de 20 anos, já fez as malas. Ele está de viagem marcada neste dia 3 de setembro para a Irlanda do Norte, onde vai estudar durante um ano, sequenciando e aprimorando a graduação em engenharia civil.

Robson é aluno da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e cursa o 6º de engenharia. Ele foi selecionado, através do programa Ciências sem Fronteiras, do Governo Federal, e dá um passo importante em sua formação acadêmica e pessoal.

De uma família humilde, o jovem é filho do mototaxista Antônio Modesto e da professora Roberlândia, moradores da Rua da Várzea, em Itaporanga. Aqui, o jovem foi aluno da Escola Batista e passou em todos os vestibulares que realizou, mas escolheu engenharia civil na UFGC, e agora tem uma nova e enriquecedora experiência de vida.

A viagem e o estudo na Irlanda será custeado pelo governo, mas ser selecionado entre tantos candidatos para estudar na Europa foi mérito próprio: um dos critérios para a escolha era a boa desenvoltura na língua inglesa. Ele conseguiu, mesmo estudando sozinho, e a base escolar foi fundamental para mais essa vitória.  

Orgulho e felicidade para seus pais: um itaporanguense e uma sousense, de quem o jovem herdou o sobrenome Abrantes/Gadelha. As limitações econômicas da família sempre foram superadas por muito trabalho e o desejo de educar e encaminhar os quatro filhos para um futuro bem melhor do que o presente.

A Irlanda do Norte é uma nação do Reino Unido, que ainda é constituído por Inglaterra, Escócia e País de Gales. É de maioria protestante e tem uma temperatura máxima que varia de 6 a 17 graus. É um país de primeiro mundo, e conhecido pelos históricos conflitos entre calóticos e protestantes, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

Folha do Vale

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Padre engravidou namorada e anuncia durante missa que vai casar com ela


A última das três missas do domingo celebradas pelo padre Gerônimo Moreira, de 32 anos, na Igreja Matriz de Gavião, interior da Bahia, surpreendeu os fiéis.
Ao fim da cerimônia, Moreira começou a ler uma carta na qual se despedia da igreja para "assumir a paternidade e a vida familiar".
Pouco depois, o padre publicou a carta em sua página no Facebook.
A decisão veio depois de a namorada do padre, funcionária pública no município de Conceição do Coité, vizinho de Gavião, Emília Carneiro, de 23 anos, contar ao religioso que estava grávida.
A descoberta foi feita em maio e, segundo o padre, desde lá os dois entraram em crise.
"Assumi a paternidade, mas tinha muito medo da reação das pessoas da comunidade e da família dela".
Moreira conta que conheceu Emília ainda durante seu seminário, em 2007, e que eles desenvolveram uma "amizade especial", baseada em telefonemas e mensagens de texto.
Em 2011, depois de Moreira assumir a paróquia de Gavião, ela passou a frequentar as missas no local.
O primeiro beijo, porém, só foi dado no ano passado.
"No primeiro momento, veio a sensação de que aquilo era um erro, que não deveria ter acontecido, mas depois a vontade de ficar junto foi ficando maior."
Nas redes sociais, o padre recebeu homenagens e mensagens de apoio de funcionários e frequentadores da paróquia. "Fiquei muito emocionado no dia da despedida, com o carinho das pessoas ainda na igreja, e com as manifestações de apoio que tenho recebido desde minha decisão", disse ele.
Aos três meses de gravidez, o casal planeja se mudar para Feira de Santana, onde mora um irmão de Moreira.
O ex-padre começou a fazer bicos como pedreiro e planeja fazer faculdade de engenharia. Diz que quer se casar com Emília na igreja, mas depende de autorização do papa para isso.
 Agência Estado

 

domingo, 25 de agosto de 2013

Senador boliviano chega a Brasília e agradece autoridades brasileiras


Roger Pinto chega a Brasília (Foto: Cíntia Acayaba/G1
Roger Pinto chega a Brasília
O senador boliviano Roger Pinto desembarcou à 1h10 deste domingo (25) no aeroporto internacional de Brasília acompanhado pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Pinto deixou La Paz em um carro da embaixada brasileira até Corumbá (MS)...
O senador estava asilado na embaixada brasileira na Bolívia havia mais de um ano, alegando perseguição política do governo Evo Morales. Ao desembarcar em Brasília, Pinto agradeceu às autoridades brasileiras.

“Fiz boa viagem acompanhado do senador. Devo agradecer a todo Brasil e suas autoridades”.

Segundo o senador Ferraço, Pinto utilizou o carro da embaixada brasileira acompanhado de fuzileiros navais e viajou por 22 horas até Corumbá. Já na cidade brasileira, Pinto foi recebido por agentes da Polícia Federal. Ele embarcou em avião particular de familiares de Ferraço até Brasília.

 Questionado se temia o fato de ter vindo ao Brasil sem a Bolívia conceder salvo-conduto, documento que garante o livre trânsito em determinado território, e se isso atrapalharia as negociações para asilo político, Pinto preferiu não responder e disse "esperar um momento oportuno uma vez que conheça a decisão das autoridades".

"Espero que continue meu asilo, eu tenho asilo e espero que continue", disse Pinto.

Ferraço afirmou que o Brasil já havia solicitado o salvo-conduto e trata-se de "uma iniciativa de soberania nacional" e "gesto de solidariedade humana".

"A medida em que o governo brasileiro já tinha dado asilo e já tinha solicitado salvo conduto e o salvo conduto é de fato uma iniciativa de soberania nacional, eu não vejo qualquer problema na vinda dele para o Brasil que é, antes de tudo, um gesto de solidariedade humana. Foram 455 dias em condições absolutamente restritas e estamos diante de um perseguido político por ausência de democracia na bolívia", afirmou o parlamentar brasileiro.

A ministra boliviana da Comunicação, Amanda Dávila, disse no sábado (24) que se Pinto não estivesse mais na Bolívia, "seu status mudou de refugiado para foragido da Justiça, sujeito à extradição".

Segundo Ferraço, Pinto veio na condição de refugiado. “Ele não é foragido. Ele foi recepcionado em Corumbá, adotou todos os procedimentos. O governo brasileiro já tinha concedido asilo político antes do salvo-conduto. Ele está acolhido no Brasil como refugiado, como perseguido político”, disse Ferraço.

Processos
Temia ser detido em decorrência de algum dos mais de 20 processos que o governo boliviano move por ele. O senador foi inclusive condenado a um ano de prisão na Bolívia por danos econômicos ao estado. Dez dias depois, recebeu asilo político do Brasil, porém não tinha autorização do governo da Bolívia para deixar o país.
G1