segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Makários Maia

Eita terra abençoada para exportar tantos valores para o mundo.
Itaporanga, terra abençoada por Deus com tantos talentos brilhantes, tantos ouros e pedras preciosas, como também tantas outras brutas para serem lapidadas, apenas a espera de uma oportunidade.
Parabéns Makários, parabéns Itaporanga.
Assista o vídeo:


domingo, 18 de agosto de 2013

Do Fundo do Baú! Ex-alunos do Colégio Estadual da Prata de Campina: Como eram e como ficaram

  •  A partir das imagens que colhemos do site histórico do Colégio Estadual da Prata, resolvemos trazer um contraponto do ontem e do hoje, como eram e como ficaram alguns dos alunos ilustres daquele educandário. Vamos lá, pela ordem:
    Alunos
    Mica Guimarães: jornalista, professor, um dos maiores cronistas paraibanos, cuja obra poderia e deveria ter ido mais longe, e alcançado reconhecimento nacional. Um dos rostos que mais mudou, tendo nisso a ajuda desse bigodão;
    Marcos Marinho: um raro caso de jornalista multimídia competente, é ex-vereador. Um dos melhores textos opinativos da Paraíba (coisa que até seus desafetos têm que concordar). Na foto da infância, ainda não tinha o sorriso do homem polêmico de hoje;
    Agnello Amorim: jurista, foi promotor e procurador. É também homem das letras, autor de crônicas divertidíssimas, contador de histórias com um tempero especial. É figura histórica de Campina Grande;
    José Nêumanne Pinto: poeta, escritor e jornalista. Natural de Uiraúna, no sertão paraibano, foi seminarista, mas trocou o sacerdócio pelo jornalismo. Foi repórter do Diário da Borborema, mudou-se para o sudeste, onde é editorialista de jornais e de TV;
    Alunos
    Ronaldo Cunha Lima: ex-prefeito de Campina Grande, ex-senador e ex-governador, político, poeta, homem das letras e da boemia, que, entre a primeira imagem e a segunda, construiu uma biografia de sucessos. Morto recentemente.
    Arthur Cunha Lima: hoje conselheiro do TCE, perdeu cabelos e ganhou quilos, mas mantém o mesmo semblante;
    Ney Suassuna: quando vi a imagem, achei que fosse Tota Agra. Perdeu muitos cabelos, ganhou muitos quilos. Também ganhou muito dinheiro, foi senador e ministro de Fernando Henrique Cardoso. Hoje, não sabe o que quer da vida;
    Damião Feliciano: esse continua com o mesmo rosto, o mesmo jeito de rir. Apesar dos anos, não engordou. É dono de hospitais e de rádios, além de deputado federal.
    Alunos
    Teresa Madalena: colunista social. a moça que faz pose para a foto em branco e preto, já mostrava a tendência para os flashes;
    Elba Ramalho: paraibana de Conceição, no Vale do Piancó, viveu em Campina Grande e, como cantora consagrada, ganhou o Mundo, conquistando dois grammys. Seus cabels... quanta diferença.
    Blog do Tão Lucena

Prestes a completar 92 anos, o fotógrafo mais antigo de Itaporanga faz um retrato de sua vida

Ele ganhou muito dinheiro com a fotografia, e conta onde investiu tudo o que ganhou


Perguntado sobre o que a fotografia representou profissionalmente para sua vida, José Barros de Sousa, que completará 92 anos no próximo dia 31, é ligeiro e enfático nas palavras: “A fotografia me deu tudo o que eu tenho, criei minha família tirando retrato e todo o dinheiro que ganhei investi na educação dos meus filhos e isso foi a coisa mais certa que eu fiz”, conta o velho fotógrafo tranquilamente sentado no mesmo endereço de meio século atrás: o Foto Barros, estabelecimento fotográfico construído por ele no centro da cidade para desenvolver suas atividades, continua funcionando, e hoje também serve como residência e uma sala permanentemente aberta para ele receber os muitos amigos.

Nos dias de feira livre e noites festivas de décadas atrás, acorriam ao Foto Barros muitos jovens e gente de todas as idades para ser fotografados, muitos desses retratos ainda hoje estão por aí: esquecidos em uma gaveta qualquer de muitas famílias ou tratados como valiosas relíquias familiares a exibir rostos e tempos que já se foram.

Mas não só foi em seu estúdio fotográfico que retratou sua gente. A maior parte de sua clientela era de pessoas pobres. Muitos ricos tinham preconceito com a fotografia na época, segundo ele. Correu todo o Vale de máquina nas costas ou em lombo de animal para fotografar casamentos e batizados, e não era uma máquina fotográfica qualquer: pesada e com muitos limites em relação à câmera de hoje, mas moderna para o seu tempo. “Naquela época, eu era o único fotógrafo por aqui, de vez em quando é que aparecia um e outro, mas não ficavam por muito tempo”, relembra Zé Barros, que durante mais de 60 anos atuou como fotógrafo e nutre forte carinho pela profissão: “se não fosse o problema de coluna que tenho, continuava trabalhando”.

Mas trabalhou muito ao longo de sua vida: antes de ser fotógrafo, foi da roça e também atuou como tropeiro entre Itaporanga e a cidade cearense de Maurity, vendendo e comprando cereais. Foi ainda dono de bodega em Serra Talhada, para onde migrou em busca de melhores dias. O negócio não deu certo: fechou o comércio, mas abriu outra porta que iria transformar sua vida e fazê-lo regressar à sua terra com uma novidade. Comprou uma máquina fotográfica de um amigo e dele também recebeu a instrução necessária para fotografar.

Começou a trabalhar como retratista ainda no Pernambuco, mas logo retornou a Itaporanga e o sucesso do seu serviço foi rápido e duradouro. Tirou muito retrato. As fotografias em preto e branco eram reveladas por ele mesmo em seu estúdio, e as coloridas mandadas para Patos. “O costume daquele tempo para quem tinha dinheiro era comprar terra e gado, mas tudo o que eu peguei investi no sustento e educação da família e formei dez filhos, coisa que nenhum rico da época conseguia pelas dificuldades de transporte e a grande despesa que era botar um filho para estudar fora”, comenta Zé Barros, que também enveredou pelo caminho da política, o que lhe rendeu algumas mágoas.

O trabalho fotográfico lhe deu também muita popularidade, o que o levou à vida pública: foi vice-prefeito na gestão de João Franco da Costa, e disputou a Prefeitura em 88, mas perdeu o pleito, e nunca se conformou com a derrota por acreditar ter sido vítima de uma fraude eleitoral. “Se fosse hoje, eu não perderia a eleição porque a urna eletrônica é segura, mas, naquele tempo, o voto era contado na mão e tinha muita coisa errada”, desabafa.

Mas o diploma e o bom caminho dos filhos são o que o conforta: deu a eles o que não teve: nasceu na Barra de Oiti, hoje município de Diamante, e perdeu a mãe no primeiro ano de vida, sendo criado por uma amiga dela. Um filho recém-nascido da mulher faleceu e ela pode amamentar o órfão e o adotou. Foi uma vida sofrida, mas triunfal. Sente-se um homem realizado e feliz. Apesar da família toda residir em João Pessoa, ele preferiu continuar morando em Itaporanga, onde o contato diário com os velhos e bons amigos é um remédio eficaz para sua lucidez e longevidade. Sempre foi também um homem carismático e pacífico, virtudes que o acompanham até hoje.
Folha do Vale