quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Apito Final

Juiz de futebol
O APITO FINAL
(João Dehon Fonseca em 31-07-2013- do Itaporanga.net  )
Cada cidadão de Itaporanga permita-me entrar em sua casa para falar um pouco de um cidadão conterrâneo nosso que teve sua passagem no mundo dos esportes como árbitro de futebol, permitam-me dizer e até dizer modéstia a parte, nós filhos dessa Misericórdia de ontem e dessa Itaporanga de hoje somos pessoas privilegiadas por Deus e só gostamos de fazer as coisas bem feitas.
Pois bem, esse itaporanguense foi um bom árbitro de futebol: austero, imparcial, elegante dentro daquele uniforme preto de árbitro, honesto em suas decisões.Na sua passagem pela arbitragem de futebol, foi considerado o melhor do Vale do Piancó e enquanto esteve em atividade, foi muito amado, mas também deve ter sido muito odiado em alguns momentos de euforia dos apaixonados torcedores e outras vezes por jogadores que eram expulsos diante da autoridade que ele representava. Claro que deve ter errado em alguns momentos e esses erros as vezes se perpetuam, como foi o caso em que apitou um pênalti contra o Fluminense de Itaporanga que jogava contra um time de Coremas.
Outra vez expulsou Tenor Benga que fazia a parede humana daquele time junto com o Will Rodrigues, diga-se de passagem, parede humana intransponível. Mesmo com esses erros ele foi o bom, foi o melhor.


 Ivan Rodrigues Viana, filho de Sebastião Rodrigues, Ex-prefeito de Itaporanga e de Dona Lourdes Rodrigues, irmão do Saudoso Walter Rodrigues Viana ( ex-presidente do Banco do Estado da Paraiba e funcionário do alto escalão do Banco do Nordeste), Ari Rodrigues Viana um dos médicos mais respeitados pela sociedade campinense, pessoa de que prezo a amizade, Terezinha Rodrigues, alta funcionária aposentada do Banco do Nordeste e do renomado médico nefrologista Antonio Arivan Rodrigues Viana.

 Ivan morreu nesta terça feira, 30 do Julho de 2013, em Campina Grande após lutar contra um câncer. Itaporanguense de nascimento, ele sempre se fez presente aos acontecimentos da terrinha apesar de ter ido morar em João Pessoa na década de setenta. Em João Pessoa fez faculdade e concluiu Administração, tendo sido funcionário do Paraiban onde se aposentou.


Depois de aposentado ficou com um pé em João Pessoa e outro em Itaporanga e sempre se hospedava na casa que pertenceu a sua família onde nas noites de plenilúnio gostava de fazer uma roda de amigos para jogar conversas fora e sempre naquela roda estava seu amigo maior Agapio Sertão.


 Casou-se com Luzia Felinto também falecida, mas seu casamento foi feito de amor e sempre que encontrávamos um, lá estava o outro.

 Seus amigos de infância e adolescência tais com: José Will, Edmilson Fonseca, Ivomar Vieira, José Olavo Rodrigues, João Pinto, Giseudo, Edson Barreiro e tantos outros se perguntarem a esses que era Ivan, certamente dirão: “Um grande cidadão.”


Como disse antes, foi um grande árbitro de futebol, mas sua paixão maior era o Fluminense de quem era torcedor.


 Lembro-me que na Copa do Mundo de 1970, ele instalou uma televisão em preto e branco na sede do Atlantida Clube para que pudéssemos assistir aquele evento.


Itaporanga está de luto, nós amigos de Ivan estamos de luto, de luto estão todas as pessoas que de uma forma ou de outra conheceram essa figura impar que sempre quis o bem estar de Itaporanga e que sempre vibrou com a vitória dos seus conterrâneos.
Descansa em paz meu irmão, com certeza os anjos e arcanjos irão se enfrentar numa linda partida de futebol la nos céus e você será convocado por Deus para ser o árbitro, porque aqui na terra hoje ouvimos o seu Apito Final.
Saudades, muitas saudades

terça-feira, 30 de julho de 2013

Encontro com "Negreiro"

Encontro com “Negreiro”
 (Reynollds Augusto)

O passado está presente no nosso mundo íntimo, sendo sempre etapa das nossas vidas, que nunca terá fim.  Morre-se o corpo, liberta-se o espírito imortal, para seguir sempre, rumo à perfeição relativa, que algumas religiões apelidam de Salvação. Um cheiro, um quadro, um momento, um relance, nos transportam ao passado, que está dentro de nós.
 
 A nossa memória espiritual é enorme e o mais potente de todos os computadores não consegue alcança-la e, também, expansiva, pois Jesus já nos disse que “somos deuses” e que poderíamos fazer tudo que ele fez e muito mais, se quiséssemos. Mas poucos sabem disso, poucos querem fazer a diferença e se estagnam nas ilusões do caminho, que produz sofrimento.
Hoje eu dei aquela viajada pelo túnel do tempo das emoções e me comovi no interior da Loja Maçônica 20 de Outubro, que tem como venerável o colega Oficial de Justiça, José Nilton, participante, comigo, das agruras jurídicas, de uma sociedade doente, que ainda sofre e faz sofrer, por não ter aprendido o valor da solidariedade, do respeito, do perdão. Ainda bem que temos as leis, as normas, o norte da ordem, da Justiça.
 
A nossa oficina filosófica, de Itaporanga, é um recanto de amor e sabedoria. É uma nave de conhecimentos, que nos transportam mais próximos do grande arquiteto do universo, de Deus, da causa, causal. É uma escola da vida, que qualifica o sentimento e produz sabedoria.  É um histórico reduto de humildade, que não se evidencia, que não se exterioriza , levando em conta a eterna mensagem do homem de Nazaré: “dar com a mão direita, sem que a esquerda perceba”.

Qual não foi a minha surpresa quando reencontrei uma alma cara, feliz, que sempre alegrou os seus amigos com o seu dom da música, com o violão dos sonhos, sempre vibrando camaradamente com o sorriso largo do rosto.   Estou falando do meu irmão, amigo, Francisco, professor da cidade de Coremas, “Negreiro”, que me foi apresentado por outra alma cara, grande, o meu outro irmão Ricardo Wagner, naqueles tempos dos sonhos, das buscas, das indecisões.

Deve ter mais de vinte anos que não tinha contato com ele. Os nossos amigos verdadeiros estão distante, mas o sentimento não se perde, nos “escravizam” à dimensão da existência.  A viagem foi profunda e logo me lembrei do próprio Ricardo Wagner, de Betânia Veiga, de Herbene Dantas, de Sonia, de Hélia, de França, de Queiroga, de Ninita, de Vilma…  São tantas almas caras, espalhadas por esse mundo de meu Deus, à época da graduação do curso de história, da cidade de Patos, da hoje FIP.  Fomos e somos felizes. O reencontro é certo, mesmo que em outras paragens, pois somos todos “a família Universal” e os laços do espírito reforçam a nossa ligação perene, ultrapassando essa vida física, que “escorre” pelas mãos.

A noite foi especial, com a presença de irmãos das lojas de Coremas e de olho d’água, Piancó. Devemos dar graças a Deus, à vida, por participarmos de uma instituição tão nobre, que é a maçonaria.  Que também é escola de Deus, nos ajudando a sublimar a alma. Ela é educandário que “persegue” a fraternidade, a liberdade e a igualdade, que são o tripé do equilíbrio.

 Parabéns todas às lojas no Vale do Piancó, especialmente a 20 de outubro e a Eddeus Feitosa, de Itaporanga, reduto de homens bem e de bons costumes.
Parabéns ao professor “NEGREIRO”, que também encontrou essa estrada de luz que nos levam a Deus, o Grande Arquiteto do Universo.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA!