quinta-feira, 4 de julho de 2013

VIVA! A VITÓRIA NO FUTEBOL NÃO NOS ANESTESIA

Viva! A vitória no futebol não nos anestesia
 
  Rossandro Klinjey
* Psicólogo Clínico, mestre em Saúde Coletiva, professor das FACISA, FCM e Faculdade Boa Viagem.
 
      
 
A maior parte dos terremotos são causados por falhas geológicas, vulcanismos e, principalmente, pelo encontro de diferentes placas tectônicas, provocando os tão temidos abalos sísmicos. No Brasil isso ocorre pouco, pois o país está situado no centro da placa Sul-Americana de forma que e os sismos nessa localidade, raramente possuem magnitude e intensidade elevadas.

Essa “tranqüilidade geológica” parecia se confundir com a falta de choques no tecido social brasileiro, mas finalmente #OGiganteAcordou e as placas tectônicas sociais começaram a se chocar, fruto de uma doença que, na medicina, levaria ao óbito, à falência múltipla de órgãos, falência essa quase total do legislativo e seu corporativismo nefasto, do executivo e seu imobilismo, com foco em projeto de poder e não de nação, deum judiciário tardio e de trâmites pouco transparentes, de uma mídia parcial acima do limite do aceitável, de religiões que buscam manchetes e também poder político, esquecendo-se de que o papel delas é colaborar com a mudança do mundo não pelo espírito da força, mas pela força do espírito.

Estamos diante do esgotamento institucional. No Brasil, há muito tempo, as instituições estão aquém das necessidades de um povo cada vez mais consciente e que agora não é mais pautado pelos meios de comunicação, mas faz, através das redes sociais, as próprias manchetes, e terminam por pautar a mídia que não vê alternativa a não ser divulgar o que já estamos vendo via facebook, instagram, twitter.

Depois de tudo o que houve ficou claro que tudo isso aconteceu não apenas por 20 centavos, que fique claro também que não foi apenas pela forma violenta como a polícia de São Paulo reagiu ao primeiro protesto, mas sim o resultado da histórica violência institucional praticada no Brasil, pois toda vez que alguém procura um serviço de saúde e não encontra, está sofrendo violência institucional. Toda vez que se coloca um filho ou filha numa escola pública e ele chega ao fim do ensino fundamental sem domínio mínimo da própria língua, ele também é vítima de violência institucional, e quando um indivíduo sai às ruas com medo, como um animal numa selva cheia de perigos mortais e não tem a certeza de que voltará vivo para casa ele é uma vítima direta da violência urbana, e depois escuta como resposta: “isso não acontece apenas em nosso estado, é em todo Brasil”, como se tal argumento fajuto representasse uma desculpa para incompetência a e indiferença com a segurança das pessoas.

Sobre pressão, finalmente o congresso aprovou uma lei que transforma a corrupção num crime hediondo, mas compartilho da opinião dos que vêem a corrupção como crime doloso, ou seja, que tem a intenção de provocar dolo, ou até mesmo de matar, pois se uma verba da saúde não chegou e o paciente morre, isso não foi um acidente, foi um assassinato.

O Brasil do futebol obteve uma belíssima vitória sobre a Espanha no último domingo, não resta dúvidas, mas, o melhor de tudo não foi o saldo de gols e sim, constatar que isso não nos anestesiou, pois o próprio jogador Fred batizou o gol com o nome de #OGiganteAcordou. Acho que muitos ficaram torcendo pela vitória da seleção com a ilusão de que faria, como já fez no passado, as vezes de circo distraindo a massa, mas esse tempo passou. Agora fomos nós que invadimos o picadeiro com o objetivo de tirar de cena os verdadeiros palhaços que empobrecem o espetáculo da vida nacional.

E para aqueles revolucionários de pijama, que torcem para que tudo mude do sofá da sala ou cujo maior esforço para mudança é apenas o do clicar o mouse para compartilhar no facebook, curtir no instagram ou retwittar, é hora de fazer mais por um país melhor.

domingo, 30 de junho de 2013

IFPB CHEGANDO

IFPB CHEGANDO

(Reynollds Augusto)

 
Último dia de festa em Itaporanga.  A Getúlio Vargas lotada, gente de todo jeito e de todos os cantos. Expectativa para ouvir uma das melhores bandas do planeta, o "Clã Brasil", que tem cheiro da terra, cheiro do Cantinho, cheiro do imortal “DEDÉ DO CANTINHO”. Belas garotas com, agora, “voz de mulher”. O percurso foi longo e bonito. O pai, desde que as garotas eram praticamente crianças, investiu nas suas potencialidades, fruto de conquistas realizadas.  

Para quem não sabe o grupo tem a seguinte formação: Lucyane Pereira Alves (acordeon, fole de oito baixos e voz principal); Laryssa Pereira Alves (zabumba, violino e vocal); Lizete Pereira Alves (flauta transversa, pífano e vocal); Fabiane Fernandes (cavaquinho, viola de dez cordas e vocal); José Hílton Alves, o Badú (violão de sete cordas e vocal); Maria José Pereira Alves (triângulo e vocal); e Francisco Filho (percussão).

Os espíritos dizem que possuímos impressões genéticas dos nossos antepassados, tanto o corpo sofre a influência do espírito, como o espírito influencia no corpo.  É por isso que pesamos ser um corpo que tem um espírito, mas na verdade, “somos um espírito que possuí um corpo” e isso temporariamente. Há um inter-relacionamento perfeito.

As meninas trazem um pouco da carga genética do bisavô, que arrancou soluções dos filhos de antão.  As meninas potencializaram o que trouxeram “no sague” e o pai educou, qualificou, e o resultado foi essa banda bonita, reconhecida no cenário nacional e que provoca encantos, na verdadeira dança da vida: O forró. Objeto dos sonhos realizados do grande Luiz Gonzaga.

Sivuca e Domiguinhos sempre trataram com carinho “as meninas”, as meninas de Zé Badú, de Maria José. As Meninas de Itaporanga. As meninas do cantinho. As belas meninas que cantam e encantam, reconhecendo o valor do avô e da terra, por onde passam. Levando para o Brasil e o mundo o nome de Itaporanga, terra de músicos, como do internacional Radegundes Feitosa e tantos outros “invisíveis” pela falta de oportunidades.

Antes da apresentação fui dar uma circulada no ambiente festivo e me deparei com outra alegria. O IFPB está á caminho, sem receios. O meu amigo de infância UBIRAMAR SIFRÔNIO, com um largo sorriso no rosto, me mostrou a prova, em pleno forró. Já está fincada no terreno a placa federal indicando que ali será a futura instalação do IFPB. No outro dia fui tirar a prova. Itaporanga agora vai sair dos longos anos de desprezo, provocado, na sua maioria, por políticos despreparados que só pensavam em seu umbigo, mas que o povo fez despertar. O povo tem o poder e sabe o que é melhor para si.

A luta foi longa e iniciada pelo grande TITICO PEDRO, que trouxe outros companheiros valorosos como HERCULANO PEREIRA, VICENTE TOBIAS a comunidade docente e discente de Itaporanga....

Audiências e mais audiências. Movimento em praça pública. Discursos da ilusão por esses políticos que não aprenderam, ainda, a ouvir a voz nas ruas.  Etapa por etapa vencida. Todos os itaporanguenses deram as mãos nesse propósito. O Governador RICARDO COUTINHO transferiu o terreno, que seria da UFCG em expansão e que perdemos por inércia política, por falácia.

Mas, não temos influência sobre o passado, já passou. E reviver tristezas é sofrer sempre.  Temos capacidade de melhorar o presente “objetivo”, que é parcela do tempo, que não existe, segundo Einstein, para formatar um belo futuro, nessa vida do espírito imortal, que não tem fim.  

 
Beleza Itaporanga. Duas grandes festas

Continuemos de olho para a inércia não atrasar o projeto.

 

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.