segunda-feira, 1 de abril de 2013

Vice-governador e muitos discursos eleitoreiros abriram o Poeirão neste 1º de maio


Evento teve a presença maciça de políticos de olho no voto regional


Por Redação da Folha Figuras como Geraldo Sertão, falecido este ano, Ademar Soares e Heleno Feitosa Costa, três nomes da história do Poeirão, foram esquecidas na abertura do torneio, nesta quarta-feira, 1º de maio, no estádio O Zezão, em Itaporanga; quem apareceu mesmo e mais uma vez foram os velhos figurões da política estadual, que costumam marcar presença por aqui somente em tempo de festa para estreitar suas relações com prefeitos e vereadores e garantir voto no próximo pleito.

Dezenas de equipes amadoras se inscreveram para o torneio, que deve durar 15 dias, mas quem entrou primeiro em capo foi o time da política: o vice-governador Rômulo Goveia, abriu os discursos, mas nada disse de interessante para a região. Discursos vazios também dos deputados federais Ruy Carneiro e Efraim Filho, que devem disputar mais um mandato à Câmara Federal no próximo ano. Os estaduais Lindolfo Pires e Aníbal Marcolino, votados por políticos locais, também não trouxeram novidades, e falaram como pré-candidatos à reeleição.

Dezenas de vereadores e alguns prefeitos regionais, a exemplo de Sales Lima, de Piancó; Miguelzinho, de Boa Ventura, e Antônio Bastos, de Pedra Branca, também estiveram na abertura do Poeirão e ouviram do secretário estadual Ricardo Barbosa a informação de que o governador Ricardo Coutinho chega a Itaporanga nesta sexta-feira, 3, carregado de novidades para o Vale.

A classe política local também esteve em peso no evento: o ex-prefeito Djaci Brasileiro e o atual, Audiberg Alves, que são adversários políticos, dividiram o mesmo espaço; já o sindicalista e pré-candidato a deputado estadual, Antônio Porcino, que se recupera de uma enfermidade em São Paulo, não pode comparecer, conforme apurou a Folha (www.folhadovali.com.br).

Tirando os muitos políticos e alguns poucos desportistas, pouquíssimos trabalhadores urbanos e rurais estiveram na abertura do torneio de futebol nascido como homenagem ao seu dia. Foto: políticos e desportistas se aglomeram no estádio O Zezão para abertura do tradicional torneio.

Três anos sem Armindo Inácio

Um dos maiores construtores de Itaporanga, dentre as obras que "tocou' e trabalhou como armador, estão a ponte sobre o Rio Piancó, a caixa d'água do Alto das Neves e a estátua do Cristo Rei, todas em Itaporanga, fora outras que construiu na capital pernambucana.


Menina de Trançs - Sua música predileta!


Menina de Trança

Desde os tempos de criança
Você usava trança
E eu gostava tanto, tanto de você
Você esqueceu eu lembro ainda
Nossa vida era tão linda
E eu gostava tanto, tanto de você

Menina de trança
Não é mais criança
Não quer me escutar
O tempo passando
E eu só chorando
Menina de trança
Esqueceu de me amar

Refrão
Menina de trança
Matou a esperança
De um pobre rapaz
O tempo tão lindo
Ficou na lembrança
Menina de trança
Que falta me faz

Mas o tempo foi correndo
E você foi me esquecendo
O que era nosso infelizmente terminou
Seu amor ia morrendo
E eu sozinho entristecendo
Felicidade foi um sonho que passou
www.portaldovale.net

domingo, 31 de março de 2013

Os Simbolismos da Páscoa e o Espiritismo

    

OS SIMBOLISMOS DA PÁSCOA E O ESPIRITISMO

                                                                 (Marta Antunes de Moura)

A palavra Páscoa tem  origem em dois vocábulos hebraicos: um, derivado do verbo pasah, quer dizer “passar por cima” (Êxodo, 23: 14-17), outro, traz raiz etimológica de pessach (ou pasha, do grego) indica apenas “passagem”. Trata-se de uma festa religiosa tradicionalmente celebrada por judeus e por católicos das igrejas romana e ortodoxa, cujo significado é distinto entre esses dois grupos religiosos.

                           No judaísmo, a Páscoa comemora dois gloriosos eventos históricos, ambos executados sob a firme liderança de Moisés: no primeiro, os judeus são libertados da escravidão egípcia,  assinalada a partir da travessia no Mar Vermelho (Êxodo, 12, 13 e 14). O segundo evento  caracteriza a vida em liberdade do povo judeu, a formação da nação judaica e  a sua  organização religiosa,  culminada com o recebimento do Decálogo ou Os Dez Mandamentos da Lei de Deus (Êxodo 20: 1 a 21). As festividades da  Páscoa judaica duram sete dias, sendo proibida a  ingestão de alimentos e bebidas fermentadas durante o período. Os pães asmos (hag hammassôt), fabricados sem fermento, e a carne de cordeiro são os alimentos básicos.

                            A Páscoa católica, festejada pelas igrejas romana e ortodoxa, refere-se à ressurreição de Jesus, após a sua morte na cruz (Mateus, 28: 1-20; Marcos, 16: 1-20; Lucas, 24: 1-53; João, 20: 1-31 e 21: 1-25). A data da comemoração da Páscoa cristã, instituída a partir do século II da Era atual, foi motivo de muitos debates no passado. Assim, no primeiro concílio eclesiástico católico, o Concílio Nicéia, realizado em 325 d.C, foi estabelecido que a Páscoa católica não poderia coincidir com a judaica. A partir daí,a Igreja de Roma segue o calendário Juliano (instituído por Júlio César), para evitar a coincidência da Páscoa com o Pessach. Entretanto, as igrejas da Ásia Menor, permaneceram seguindo o calendário gregoriano, de forma que a comemoração da Páscoa dos católicos ortodoxos  coincide, vez ou outra, com a judaica.[1]

                            Os cristãos adeptos da igreja reformada, em especial a luterana, não seguem os ritos dos católicos romanos e ortodoxos, pois não fazem vinculações da Páscoa com a ressurreição do Cristo. Adotam a orientação mais ampla de que há, com efeito, apenas uma ceia pascoal, uma reunião familiar, instituída pelo próprio Jesus (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13) no dia da Páscoa judaica.[2] Assim, entendem que não há porque celebrar a Páscoa no dia da ressurreição do Cristo.  Por outro, fundamentados em certas orientações do apóstolo Paulo (1 Coríntios,5:7), defendem a ideia de ser o Cristo, ele mesmo, a própria Páscoa, associando a este pensamento importante interpretação de outro ensinamento  de Paulo de Tarso (1Corintios, 5:8): o “cristão deve lançar fora o velho fermento, da maldade e da malícia, e colocar no lugar dele os asmos da sinceridade e da verdade.[3]

                              Algumas festividades politeístas relacionados à chegada da primavera e à fertilidade passaram à posteridade e foram incorporados à simbologia da Páscoa. Por exemplo, havia (e ainda há) entre países da Europa e Ásia Menor o hábito de pintar ovos cozidos com cores diferentes e decorá-los com figuras abstratas, substituídos, hoje, por ovos de chocolate. A figura do coelho da páscoa, tão comum no Ocidente, tem origem no culto à deusa nórdica da fertilidade Gefjun, representada por uma lebre (não coelho). As sacerdotisas de Gefjun eram capazes de prever o futuro, observando as vísceras do animal sacrificado.[1]

                                     É interessante observar que nos países de língua germânica, no passado, havia uma palavra que denotava a festa do equinócio do inverno. Subsequentemente, com a chegada do cristianismo, essa mesma palavra passou a ser empregada para denotar o aniversário da ressurreição de Cristo. Essa palavra, em inglês, “Easter”, parece ser reminiscência de “Astarte”,  a deusa-mãe da fertilidade, cujo culto era generalizado  por todo o mundo antigo oriental e ocidental, e que na Bíblia é chamada de Astarote. (…) Já no grego e nas línguas neolatinas, “Páscoa” é nome que se deriva do termo grego pascha.[2]

                          A Doutrina Espírita não comemora a Páscoa, ainda que acate os preceitos do Evangelho de Jesus, o guia e modelo que Deus nos concedeu: “(…) Jesus representa o tipo da perfeição moral que a Humanidade pode aspirar na Terra.”[3] Contudo, é importante destacar: o Espiritismo respeita a Páscoa comemorada pelos judeus e cristãos, e compartilha o valor do simbolismo  representado, ainda que apresente outras interpretações.  A liberdade conquistada pelo povo judeu, ou a de qualquer outro povo no Planeta, merece ser lembrada e celebrada. Os Dez Mandamentos, o clímax da missão de Moisés, é um código ”(…) de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso mesmo, caráter divino. (…).”[4] A ressurreição do Cristo representa  a vitória sobre a morte do corpo físico, e anuncia, sem sombra de dúvidas, a imortalidade e a sobrevivência do Espírito em outra dimensão da vida.

                               Os discípulos do Senhor conheciam a importância da certeza na sobrevivência para o triunfo da vida moral. Eles mesmos se viram radicalmente transformados, após a ressurreição do Amigo Celeste, ao reconhecerem que o amor e a justiça regem o ser além do túmulo. Por isso mesmo, atraiam companheiros novos, transmitindo-lhes a convicção de que o Mestre prosseguia vivo e operoso, para lá do sepulcro.[5]

                              Os espíritas, procuramos comemorar a Páscoa todos os dias da existência, a se traduzir no esforço perene de vivenciar a  mensagem de Jesus, estando cientes que, um dia, poderemos também testemunhar esta certeza do inesquecível apóstolo dos gentios: “Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu quem vivo, mas é Cristo vive em mim.  Minha vida presente na carne, vivo-a no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim”. (Gálatas 2.20)[6]