sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Prefeito eleito de Campina Grande terá quase o dobro de aumento no salário


A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou nesta terça-feira (27) um reajuste de salário de 61,6% para os vereadores.
Os parlamentares recebem atualmente uma remuneração mensal de R$ R$ 7.430,39, mas a partir de janeiro de 2013 passarão a ganhar R$ 12.025,25. Também foram aprovados os aumentos de salário do prefeito e do vice-prefeito.
O salário do prefeito eleito Romero Rodrigues saltará de R$ 11.146 mil para R$ 20.042. O do vice-prefeito passará de 7.297,28 para R$ 12.025,25, igual, portanto, ao dos vereadores.
O presidente da Câmara ganhará o mesmo que o prefeito. No orçamento da Casa de Félix Araújo para o próximo ano, de R$ 13,4 milhões , cerca de 70% será para a cobertura dos salários e 30% para custeio do legislativo, conforme o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, vereador Antônio Pereira.
O presidente da Câmara, Nelson Gomes Filho, explicou que o reajuste está dentro da lei, a qual prevê que um vereador pode ganhar até 60% do vencimento de um deputado estadual. “Além disso, vereador só tem aumento salarial a cada quatro anos e 25% do total são descontados na fonte de Imposto de Renda”, esclareceu Nelson.
Para presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, vereador Antônio Pereira, era necessária uma discussão mais ampla sobre o assunto. “Deveria haver o trâmite correto, de forma que a população tenha acesso à mais ampla informação, para que não pareça que esta casa se reúne às escondidas. Todo valor de reajuste é muito para quem não corresponde com o seu trabalho. Este aumento terá repercussão financeira ainda muito maior no Executivo, pois será o teto legal dos coordenadores, secretários, gerentes e toda sorte de administradores deste município”, afirmou.
JP Online

domingo, 25 de novembro de 2012

Revolução pelos impostos


Quando pensamos em impostos, as palavras que nos vêm à mente são fardo, expropriação, roubo. E não há dúvida de que taxas sejam exatamente isto: uma obrigação que nos surrupia preciosos anos de trabalho e que tem por objetivo financiar o funcionamento da máquina estatal, que inclui coisas úteis e outras nem tanto.
Há, porém, outra maneira de ver os tributos. Eles funcionam no mundo moderno mais ou menos como fatores ambientais atuavam no passado darwiniano, ajudando a moldar nossos comportamentos, ao definir quais são os bens mais e menos abundantes e os incentivos que temos para persegui-los ou evitá-los.
Uma canetada do governo, reduzindo provisoriamente impostos sobre veículos, fez com que milhares de famílias brasileiras realizassem o sonho de comprar um carro. Para tanto, muitas tiveram de endividar-se. E isso teve impacto sobre outras decisões de compra, o que resulta numa redistribuição de lucros e prejuízos ao longo de toda a cadeia. Se os empresários e operários da Ford ganharam, o dono da pousada e o pipoqueiro do cinema podem ter perdido.
Políticas tributárias têm alcance ao um só tempo sutil e profundo. A epidemia de obesidade nos EUA, por exemplo, está vinculada aos fartos subsídios oferecidos aos produtores de milho, do qual se extrai a alta frutose que adoça refrigerantes e uma série de outras guloseimas que ficaram perigosamente baratos.
O poder dos impostos para alterar hábitos é tamanho que o psicólogo Geoffrey Miller diz que, manipulando-os, podemos promover verdadeiras revoluções comportamentais, em tempo recorde e quase sem sangue.
Evidentemente, para que as pessoas possam jogar esse jogo com autonomia, precisam antes saber quanto imposto pagam. É esse conhecimento básico que Dilma vai dificultar se vetar a lei que obriga a informar o consumidor das taxas que incidem sobre os produtos.
Folha Uol