sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Titico Pedro, Velho de Guerra


Titico Pedro , Velho  de Guerra

( Reynollds Augusto)

 

Titico Pedro é uma dessas figuras que a sua ausência implicaria em uma perda tremenda, para os amigos, para os familiares, para sociedade de Itaporanga. É um elemento social de grande valia, pois têm um coração do tamanho da sua fraternidade. Quem, em mundo como o nosso, profundamente materialista, consumista e ilusionista, conseguiria doar, com o único interesse de fazer o bem, parte de sua propriedade, às famílias carentes? E isso  para  que eles construam as suas moradias, diminuindo os sofrimentos de muitos.  O problema do Brasil e do mundo não são de governos, sistemas políticos e tudo mais. Por trás de tudo impera o egoísmo humano, uma das grandes chagas da humanidade.


Ele não deve estar gostando de começar esse texto enaltecendo a sua figura humana, devido a sua simplicidade. Mas é justo que possamos espalhar o bem e quem sabe, e acho isso pouco provável, que outros proprietários de terras de Itaporanga possam fazer o mesmo? É complicado explicar-lhes que, na verdade, não somos donos de nada e sim estamos na administração temporária e que daqui a pouco o dono, de verdade, vai pedir conta da nossa administração.

 
Se engane não, leitor, que a sua “morte”, a minha “morte”, a nossa “morte”, está bem próxima, pois o tempo é mentira que engana. E não existe, segundo Einstein.  Ficar gastando as energias pessoais para ir à busca apenas do “ouro do tolo” é um grande equívoco. Se todos tivessem o necessário para viver, o panorama mundial seria outro, mas há muito egoísmo, ainda, e muita gente boa quando “bate as caçoletas” vê quanto tempo perdeu, com bobagens.

 
Mas essa semana o meu amigo AILTON PEDRO, estava preocupado com o estado de saúde do nosso TITICO PEDRO. Nem pagando conseguimos ter uma assistência medica de qualidade. Estava faltando um medico especialista para tratá-lo. Isso no hospital da UNIMED.  AILTON me disse que a família estava se preparando para leva-lo a São Paulo. Pode?

 
O Fábio Damião, também sobrinho, chamou TITICO PEDRO DE “GUERREIRO” e ele é mesmo. Quando despertamos à vida, com base nos ensinamentos experimentados, como os da Doutrina Espírita, dentre outros, nos tornamos guerreiros do existir e aprendemos a qualificar a vida.  Sentimos “medo” de morrer, não pela morte em si, pois não existe, só atingindo o corpo físico. Mas quando o espírito desencarna despreparado, é complicado.
 

Mas, no final, tudo deu certo. Nós que lidamos com o Direito Social, que evolui sempre, à medida da maturidade da comunidade, esquecemos que temos um direito anterior, natural, que preexiste e nos regula no plano das diretrizes essenciais. Sabemos que a vida é uma matemática perfeita e que o que acontece conosco são consequências, reação, jamais ditame divino, que quer sempre o melhor para os seus filhos.


O apóstolo Paulo já asseverara que “O AMOR COBRE UMA MULTIDÃO DE PECADOS”. Então, nada mais justo que espalhemos o bem, para que as nossas dívidas sejam amenizadas e o sofrimento não seja tão sofrido assim.


TITICO, estamos lhe esperando. Sem a metade da perna, mas como muito amor no coração. A tecnologia contemporânea tem pernas mecânicas que sequer vais notar que perdestes a natural.


Façamos o bem, ele é o nosso advogado em qualquer lugar.

 
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

www.pensenisso.itaporanga, net

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ESPERANDO O FICA II













Merlânio Maia

VOCÊ QUE FICA NÃO SABE
O QUE É NA VERDADE O FICA
FICA É UM FESTIVAL
DA NOSSA CULTURA RICA
POESIA, CORDEL, FORRÓ,
NO VALE DO PIANCÓ
ITAPORANGA LHE INDICA
DE 15 A 17
DE JEGUE, CARRO OU FUSQUETE
VENHA PRO II FICA

SERÁ EM ITAPORANGA
O DISTINTO FESTIVAL
II FICA CONVIDA
VOCÊ A MUDAR DE ASTRAL
LÁ TERÁ ARTE DA BOA
SE QUISER LEVE A PATROA
JÁ VOU DEIXAR MINHA DICA
MÚSICA E POESIA NA PRAÇA
MEU SERTÃO CHEIO DE GRAÇA
CONVIDA AO II FICA

Paulo Rainério Brasilino, Bebe Natercio, Guarani-Kaiowá Makarios, Edilma Bernardino, Marcos Maia, Vera Bernardino, etc. vamos divulgar moçada!


DIA DE FINADOS. QUE FINADOS?

 

Dia de Finados. Que Finados?
(Reynollds Augusto)
Eu particularmente não escolheria essa palavra, dia de “finados”, para intitular a passagem dos nossos irmãos, pais, mães, parentes, amigos que “viajam” ao oriente eterno, como apelidam os meus irmãos maçons. A palavra é triste e não retrata uma realidade óbvia, concreta, que o Espiritismo atesta e prova: somos imortais e jamais seremos “finados”.
O termo poderia ser usado quanto se referisse ao corpo físico, que morre a cada dia e nem sentimos. Mas mesmo assim ela é imprópria, pois, na verdade, ele apenas devolve à Terra, os elementos químicos que o constitui. Isso me fez lembrar a velha assertiva bíblica: “o homem veio do barro e ao barro voltará”.
O dia, na verdade, deveria servir para uma reflexão coletiva em torno da “morte” que nos ronda a todo instante e não manda cartão de visitas. Você pode estar aqui agora e não estar daqui a pouco. O danado é que por mais longe que ela pareça estar, chega como por encanto nos pegando sempre de “surpresa”. Quando nos damos conta disso, nos sentimos culpados por não termos apreciado mais detalhadamente a vida de relação e o próprio cenário terrestre, a nossa escola, a nossa casa. Foi por isso que Einstein defendia que o tempo é uma mentira.
Tudo isso me fez relembrar a inteligente música dos titãs, Epitáfio. Certa vez realizamos um debate consciente no programa “Música e Mensagem”, da Boa Nova FM de Itaporanga, que vai ao ar todos os dias pelas 17 horas em torno da letra. Ela nos dá uma certeza que nem tudo está perdido e que ainda se fazem letras que ensinam a viver:
“Devia ter amado mais/Ter chorado mais/Ter visto o sol nascer/Devia ter arriscado mais/E até errado mais/Ter feito o que eu queria…
Quando os nossos partem do círculo carnal, temos a impressão que eles não existem mais. Bobagem! Estão mais vivos do que nunca e esperando por nós. É justo que soframos e que tenhamos saudades, o que não é certo é que fiquemos desequilibrados, pois eles não foram, definitivamente, aniquilados. O corpo sim, instrumental, aniquilou-se, mas o espírito desencarnou, desvencilhou—se do corpo doente, para seguir em frente à plenitude, ao mundo espiritual.
A vida seria uma grande “pegadinha” se finasse de verdade. Dia de “finados” é a expressão mais materialista que já ouvi.
Vale uma reflexão da veneranda Joana de Angelis:
Todos os homens na Terra são chamados a esse testemunho, o da temporária despedida. Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a reflexão sobre a morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás, desde já, para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores…
Quanto àqueles que viste partir, de quem sofres saudades infinitas e impreenchíveis vazios no sentimento, entrega-os a Deus, confiando-os e confiando-te ao Pai, na certeza de que, se souberes abrir a alma à esperança e à fé, conseguirás senti-los, ouvi-los, deles haurindo a confortadora energia com que te fortalecerás até ao instante da união sem dor, sem sombra, sem separação pelos caminhos do tempo sem fim, no amanhã ditoso.
“Não há morte em lugar nenhum da vida”
Somos imortais.
PENSE NISSO!MAS PENSE AGORA MESMO
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Magro do dia dos Reis


Por Jesus Soares da Fonseca 


Sinval Pinto Brandão achou de nascer num dia em que se comemoram os Reis Magos, 06 de janeiro. Quando eu trabalhava em Itaporanga e o casal Sinval-Quesa ainda residia por lá, aquela data era comemorada com festejos em sua residência a qual comparecia quase toda Itaporanga conhecida dele. Lembro-me certa vez, lá pelos idos de 1973, num dia de reis, um sábado, se a memória não me trai, mais ou menos por volta das duas ou três da tarde, meu primo Chico Augusto me falou: Jota vamos à casa de Sinval! Eu inquiri: A esta hora? A festa não é à noite? Respondeu-me Chico que Sinval havia solicitado nossa presença lá em sua residência. E lá fomos nós, amigos que éramos do Magro. Chegando lá, ele se desculpou por achar que estivesse nos incomodando. Na verdade, ele queria, antes que o alvoroço da noite começasse, comemorar com mais tranquilidade o seu dia, tanto que, naquele enorme terraço de sua residência à rua Osvaldo Cruz, já estava nos esperando um violão, acepipes, além de cervejas geladinhas. Brincamos a tarde toda, eu dedilhando o violão acompanhando Chico Augusto que não só cantava muito bem, como era um excelente ritmista. Ele ouvia, saboreando aqueles momentos de felicidade, mas vez por outra, também cantava músicas do repertório de 1940 para trás, entre elas, sua favorita – NADA ALÉM, gravada por Orlando Silva, o cantor das multidões. Tenho, ainda aqui em casa, uma foto daquele dia – Eu, Chico Augusto, de saudosa memória, Sinval juntamente com seu filho Samuel, ainda menino,

Éramos amigo, tanto que no começo da década de 70, ele me convidou para fazer parte do Lyons Clube de Itaporanga, embora eu fosse solteiro ainda, era noivo de Graça Barreiros. Fiz-lhe ver este impasse, Ele riu e respondeu: agente arranja um jeito. Sei bem que me tornei Leão e Graça Domadora, talvez o único caso no Lyons, não sei, são conjecturas minhas. Foi nesta ocasião que Ele e Quesa nos incentivaram a mim, a Vanilton de Sousa e Fernão Dias de Sá, fazermos a apresentação do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Topamos o desafio e em cinco meses de ensaio fizemos a estreia da peça sob a Direção de Vanilton, que meses antes fizera a escolha de grande elenco, entre os quais, Fernão, Ivan Rodrigues, Antônio Pereira, Wilton de Sousa, Anilda Nitão, nossa saudosa Maria Alves, Agnaldo Mendonça, funcionário do BNB, Leônidas Barreiros. A mim foi dada a missão de desempenhar o papel de João Grilo, razão pela qual, daquela data em diante ele viesse a me chamar de João Grilo.

Li a matéria de João Dehon e gostei muito, apenas quero fazer uma ressalva. O Bloco carnavalesco, Os Dez Florados era composto por Zé Rodrigues, Chico Augusto, ambos já na morada de Deus, Ivomar Vieira, Wells Rodrigues, Eu, Edmilson Fonseca, Cesar Nitão, Sinval Pinto, Ivan Rodrigues e José Will. O Jipe que nos carregava era de Antonio Ananias, “cumpadre Tõin”, um veículo de quatro portas que para os festejos de carnaval era tirada a lona, ficando só com o “santo Antônio”, aquele varão central. Ainda como convidado especial, em determinadas horas do dia, havia Tio Zú, Zú Silvino da Fonseca.

Certo dia, no começo de sua campanha a prefeito, ele adentrou na agência do Banco do Nordeste, vinha acompanhado de Pedro “Mouco”. Então eu falei: como é, este Pinto é dos que pia ou cisca? Pedro “mouco” deu uma risadinha e dois dias depois uma música estava nas ruas com o refrão, “O PINTO PIOU?”, que serviu de “slogan” durante toda a campanha, da qual ele fora vitorioso. Involuntariamente, eu criara um refrão graças à argúcia do nosso grande “Pedro Mouco”.

No começo de 2011 recebi um telefonema de João Pessoa: “Jesus, sabe quem está falando? Eu sei que você sabe, João Grilo! Claro que identifiquei logo quem era. Conversamos por mais de 20 minutos, ocasião em que ele me cobrava uma visita quando eu fosse a João Pessoa. Posteriormente, em 06 ou 07 de janeiro deste ano telefonei para ele dando-lhe meus parabéns.

Assim era Sinval, bonachão, amigo de todos, bom Esposo, bom Pai de família, respeitador, alegre, brincalhão. Poderia passar bom tempo aqui dedilhando um sem número de adjetivos, mas João Dehon já contribuiu com sua escrita da qual eu faço minhas as suas palavras.

Segundo nossos escribas espiritualistas, seu espírito já se encontra em outro plano superior, eu costumo dizer, em uma Seara Divina usufruindo da presença do maior Construtor do Universo.
Resta-me, pois prestar minhas condolências aos seus entes queridos, os irmão José Pinto Brandão, Antônio Pinto, Zieta, aos filhos Sinval, Saulo, Samuel, Sávio e Sara.

Abaixo, minha última homenagem, a música que ele tanto gostava:

Nada além
Nada além de uma ilusão
Chega bem
Que é demais para o meu coração
Acreditando
Em tudo que o amor mentindo sempre diz
Eu vou vivendo assim feliz
Na ilusão de ser feliz
Se o amor só nos causa sofrimento e dor
E melhor bem melhor a ilusão do amor
Eu não quero e não peço
Para o meu coração
Nada além de uma linda ilusão

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O MAGO REI


                                       

O MAGO REI
( João Dehon Fonseca em 30-10-2012 )


Da vida só temos uma certeza, a morte. E na compreensão dos nossos irmãos espíritas, a vida não teria significado nenhum se a “morte” não fosse um dos seus componentes.
 
O grande Pietro Ubaldo autor do livro a Grande Síntese diz: “O amor eterniza a imagem e a figura de quem cerrou os olhos da vida material.”

 Sinval Pinto Brandão nasceu na nossa Itaporanga quando ainda era Misericórdia, filho de Belmiro e da querida Dona Totonha, Estudou e fez o curso ginasial, mas sempre foi voltado para o empreendimento e se tornou empresário.
 
Casou-se com Pulquéria Pinto, sua parenta e teve como filhos: Sinval, Saulo, Samuel, Sávio e Sara. Essa família linda sempre foi pautada pela alegria de Sinval e pela irreverência de Pulquéria que todos conheciam com Queza.
 
Com o seu sentido empreendedor, Sinval foi visto pela sociedade de Itaporanguense como um homem que sempre esteve à frente do tempo, e essa mesma sociedade lhe pôs como Presidente do Atlântida Clube, Campestre Clube, Lions Clube e à frente desses sodalícios mostrou sua capacidade administrativa o que o projetou como um grande administrador comprovando este fato quando assumiu a Prefeitura Municipal de Itaporanga de 1973 a 1977.
 
Sinval era carismático, sua personalidade era marcante, característica dos homens que têm sentimentos, que se emocionam, que choram, que demonstram claramente suas ideias, foi um ser humano impossível de passar despercebido, era amigo dos amigos e esse fato marcou sua presença na vida de muitas pessoas. Mesmo se decepcionando algumas vezes, Sinval propagou e lutou pelos valores éticos e morais, ensinando a todos o verdadeiro caminho da vida.
 
Era cheio de energia, ativo e com a excepcional capacidade de tirar proveito de qualquer situação, por pior que ela fosse. Durante sua vida brincou e alegrou todas as festas da sociedade itaporanguense, principalmente o carnaval onde fazia parte de um bloco, cujo nome era irreverência pura: “Os Dez Florados”, composto por ele, Chico Augusto, José Rodrigues, Jesus Fonseca, Ivomá Vieira, Ranulfo Pereira, Giseudo entre outros.
 
Sempre que encontrava comigo enaltecia o nome de minha mãe e sempre tinha uma palavra de estímulo demonstrando que se sentia satisfeitos com o meu progresso, retratando o que afirmou o escritor Miguel Reale: “…
 
A razão pela qual não podemos ser felizes sozinhos, trancados na ilha de nosso egoísmo, sem a alma participante aberta às aspirações coletivas. É o motivo pelo qual a maior felicidade é fazermos os outros felizes. Não é feliz quem não educa a visão intelectual, a sensibilidade, a forma de querer. A conquista da felicidade é uma vitória do espírito, do tempo, a formação de um estado de consciência que esteja em harmonia com o momento que estamos vivendo e com tudo aquilo que nos cerca.”
 
Sinval se identificava muito bem com qualquer filosofia a respeito de felicidade ou de amizade, porque era assim que ele vivia. Colocava a alegria, a piada, a ironia brincalhona aonde quer que estivesse, isto o colocava num esplendor irradiante.

 Dentro dos limites foi um homem vitorioso e sempre tinha orgulho de tudo que executava e o melhor de tudo é que era uma pessoa humilde e isso o fazia continuar aprendendo o que a vida tinha para lhe ensinar.

 Lembro-me que uma vez, o meu primo de saudosa memória, Agostinho Fonseca, havia sofrido um pequeno acidente e estava com uma hemorragia muito grande, já que era hemofílico. Sinval como prefeito da cidade que era, subiu foi até ao hospital e ordenou ao médico de plantão que fizesse o possível e o impossível para que nosso Agostinho se recuperasse.
 
Como autodidata era um grande professor e o seu exemplo não era uma maneira de ensinar, mas sim, a única, pois fazia transparecer que melhor que o sonho é a realização.
 
Sinval, Diassis Leite, Cesar Nitão sempre foram amigos e sempre procuraram dar conselhos aos mais novos e isto nos estimulava a termos ideias própria e seguirmos os nossos caminhos com dignidade. O bom disso tudo é que todos eles se sentiam e alguns ainda se sentem felizes com o sucesso da juventude.
 
O falecimento de Sinval e os comentários a respeito do fato dão um testemunho que ele realmente alcançou na vida o seu objetivo. De ontem para hoje, já li nas redes sociais, blogs e sites diversos depoimentos enaltecendo esse Itaporanguense ilustre.
 
Tenho certeza que o legado que ele deixou para cada um dos seus filhos será um legado com sementes férteis que serão multiplicadas para outras gerações que continuarão seu lema aqui na terra por uma infinidade de tempo o que imortalizará nos nossos corações, esse Mago Rei que nasceu no dia dos Reis Magos.
 
Até breve, Sinval.
 
Fonte: Itaporanga.net

Era Uma Vez


Era uma vez

(Laura Pereira)

 

“Era uma vez…” Assim começa todas as estórias. “…E foram felizes para sempre.”

                             Era uma vez traz muito de nossa infância, daquele cantinho meio escondido da nosssa memória onde recorremos sempre que, por algum motivo, decidimos lembrar o nosso passado.

                             É naquele cantinho, no intervalo entre o sonho e a realidade que as coisas acontecem. Eu era ainda bem pequena quando ouvia as estorinhas, elas vinham acompanhadas de princesas, dragões, príncipes, monstros e bruxas, elas me encantavam e depois que as escutava, eu mesma inventava as minhas estorinhas, imaginava outro final e incorporava a princesa… sim, nas minhas estórias eu sempre era a princesa, a bailarina, a heroína.

                                     Assim, sonhadora e curiosa, lia tudo que me caía nas mãos. Naquele tempo em Itaporanga não existiam livros infantis (salvo os da escola), a gente escutava as estórias de nossos pais e amigas e elas iam sendo passadas assim, de boca em boca.

                         Meu pai gostava de comprar os livretos de literatura de cordel, que traziam estórias interessantes e rimas engraçadas… quem nunca leu “A chegada de Lampião no inferno” ou “A Donzela Teodora” ? Eu lia todas.

                            Como naquele tempo não tínhamos muito o que ler ou se tinha custava muito caro, eu tinha o privilégio de ganhar muitos livrinhos de uma tia que morava em João pessoa, tia Cândida. Quando minha mãe voltava de viagem, no corujão, eu acordava cedinho e ia “cutucar” a bolsa dela pra ver se lá encontrava os meus gibis… qual não era a minha alegria quando minha mão tocava, no fundo da bolsa, aquele volume de gibis novinhos… eu ficava deliciada… mal clareava o dia e lá estava eu devorando página por página. Tinha gibi da Turma Mônica, Pato Donald, Luluzinha, tinha até gibi do Texas(esse eu não gostava muito não, mas lia assim mesmo).

                              E quando era tempo de Natal? Eu ganhava os almanaques da Disney e da Mônica, pra mim não existia  presente melhor. Me lembro que, depois que lia todos, ia no mercado trocar as minhas revistinhas na banca do saudoso Dimas, mas confesso que trocava com um pouco de pena, pois os gibis de Dimas eram muito velhos…

                                    Nessa época, eu tinha uma vizinha muito querida que morava de frente a minha casa. Certa vez, ela comprou uma coleção de livros infantis para seu filho e guardou os livros na estante. Esses livros ficaram expostos por muito tempo, sem que o garoto sequer tivesse a coragem de folheá-los. Eu, por minha vez, “paquerava” os livros sempre que ia até a casa dela e um dia, numa atitude corajosa, os pedi emprestado (senti tanta vergonha!) mas ela me atendeu prontamente e, um a um, li todos eles com muito prazer. Os livros eram grandes, capa dura vermelha e gravuras lindíssimas de fadas, gnomos, lindas princesas de cabelos compridos, sereias, castelos com bandeiras tremulantes, gigantes, polegarzinhas... que maravilha.

                            Naquele tempo nem imaginava que no futuro (que é hoje rsrs) poderia exsitir um aparelho onde pudéssemos assistir a todas aquelas estórias ou que pudéssemos colecionar filminhos e desenhos… como não pude assitir as estórias em DVD na infância, eu comprei toda a coleção e voltei a ser criança.

                             O tempo passou rápido e os gibis foram sendo, aos poucos, deixados de lado. Outras leituras surgiram e essas emociovam muito mais: as fotonovelas( Sétimo Céu) e os romances (Sabrina, Júlia, Bianca, Bárbara Cartland) eram estórias inesquecíveis, romances impossíveis, intrigas e deliciosas reviravoltas… eu sonhava acordada. Ainda hoje me lembro de muitas passagens dessas estórias de amor “eterno”.

                                O tempo passou um pouco mais,  compromissos mais sérios foram surgindo e eu fui sendo separada do mundo dos sonhos. A realidade é bem diferente do que se lê nessas histórias, às vezes o príncipe é  que vira sapo e as princesas nos assombram à noite. As bruxas escapam dos livros e tomam as formas mais diversas, elas enganam e traem… elas também estão mais bonitas, nos confundindo ainda mais. Mas, depois de tantas estórias, estamos preparados para lutar com a “temível” realidade.

                             As crianças de hoje não leem como as do passado, é muito fácil encontrar tudo pronto em DVD e os desenhos não são tão inocentes, os heróis estão mais humanos do que nunca, eles matam os adversários e brigam entre si, também estão mais preparados, pois se valem da tecnologia de ponta:  nanotecnologia e mutações elaboradas em laboratórios sofisticados… Ah… onde foram parar o brilho dos olhos da Minie? E a casinha da Mônica? As adolescentes não gostam de romance normal, elas adoram aqueles vampiros sensuais das séries americanas (e eles estão mais sedutores do que nunca). Alfred Hitchcock e o quase inocente Nosferato que o digam!

                              A onda dos mangás pegou até mesmo Maurício de Sousa e A Turma da Mônica adolescente, para mim, ficou sem graça. Foi-se o tempo do He-Man, Black Star, She-Ra, Cavalo de Fogo, A Turma, Ursinho Puf… Isso a gente só vê em flashback.

                                As músicas acompanharam a atitude dos jovens, muitos  deles  perderam a capacidade de sonhar “Eu fui matando os meus heróis aos poucos como se já não tivesse mais nenhuma lição pra aprender… Memórias, não são só memórias, são fantasmas que me sopram aos ouvidos coisas que eu… (PITTY), pois é, é isso que meus filhos escutam hoje nos CDs.

                                    Bem, eu nunca acreditei em Papai Noel, mas tinha lá meus sonhos, minhas princesas, meus gibis… às vezes lamento, mas entendo que as coisas mudam porque não podem ficar paradas, é uma lei natural, depois, muita coisa mudou para melhor. Se as crianças preferem assitir a Pokemons, Animes, Diários de um vampiro e tudo de novo que surge na TV, fazer o quê? Proibir? Até quando? A mídia está ficando cada vez mais perigosa, sinuosa, e o pior é que as crianças adoram e nós ficamos confusos, perdidos… o ideal seria “pastorar”, mas isso não funciona pra todo mundo, e eis o grande desafio da modernidade,  poder fugir da matrix “ …E eu sei que o eles vão fazer: reinstalar o sistema: pense, fale, compre, beba, leia, vote, não se esqueça… tenha, more, gaste e viva… (PITTY).

                                    Então, era uma vez uma criança que lia aventuras de principes e dragõe, num reino muito distante onde ainda axistiam livros … Essa talvez seja alguma estorinha do futuro, mas nem tudo está perdido, ainda podemos interferir. Era uma vez uma mocinha que lia romances cor-de-rosa e que de noite inventava as suas próprias estórias…

                                       Ah! Sabe aquela tia que mandava as revistinhas (já lidas por seus netos) de João Pessoa? Ela ainda está viva, só que velhinha. Ela talvez ainda se lembre do dia em que eu escrevi uma carta e agradeci todos os gibis que ela enviou para mim, agradeci a ela todas as leituras que fiz, todos os sonhos que sonhei e todas as estórias que inventei, pois foi com um gesto de certa senhora generosa para com uma menininha sohadora, que tudo começou.

Laura Pereira.

 

 

 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A SEMANA NOS CENTROS DA REGIÃO


Catingueira I



No sábado passado, dia 27 de outubro, pelas 20 horas, os irmãos espíritas das cidades de Itaporanga e Boa ventura visitaram o Centro Espírita Jesus de Nazaré, da cidade de Catingueira. Na ocasião os confrades Reynollds Augusto e Jardel Amâncio discorreram sobre tema evangélico, elucidando uma mensagem do nosso inesquecível CHICO XAVIER, que asseverara que “Os sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente”.

 
O contato visou estreitar as relações e desenvolver um calendário de visitas comuns à juventude espírita das três casas, a fim de aproximar os jovens. Apesar de a casa espírita estar com poucos companheiros, por motivos diversos, o tema foi bem elucidado.

Tínhamos convencionado um novo encontro para o próximo domingo, dia 04 de novembro, mas o referido encontro foi adiado e oportunamente divulgaremos a nova visita.

 
O coordenador do JEITA, VANDEILTON, que estava presente no dia 27 de outubro, irá realizar os ajustes preliminares em Itaporanga mesmo, no Centro Espírita Jesus de Nazaré de Itaporanga e logo que convencionarmos o novo encontro, colocaremos em Pauta a proposta da Juventude Espírita de Itaporanga.

 
BOA VENTURA II

 

Em Boa Ventura, a Espiritualidade maior estava preparando os trabalhadores para uma nova tarefa que seria desenvolvida, em paralelo à Reunião Mediúnica, que acontece todos os domingos pelas 19 horas.

O projeto piloto teve início ontem, dia 28 de outubro, e o resultado foi satisfatório, com a presença de muitos irmãos da cidade de Boa Ventura. O primeiro contato girou em torno da felicidade, monitorado por Reynollds e Daniele. Houveram muitos depoimentos emocionados e aprendemos com as experiências de vida dos presentes. Os nossos encontros prometem muito conhecimento e equilíbrio de sentimento. Temos um encontro com Jesus, em Boa Ventura, todos os domingos pelas 19h00min horas. Venha também.


ITAPORANGA III


No próximo sábado, dia 03 de novembro, quem fará a palestra no Centro Espírita Jesus de Nazaré, de Itaporanga será o confrade Reynollds Augusto. O convite é extensivo a toda a comunidade espírita da região e não espírita, também. A mensagem da Doutrina é universal, cristã, e promove a nossa reforma íntima. “Conheça o Espiritismo e viva feliz”


MÚSICA E MENSAGEM IV


Todos os dias pelas 17 horas, a Rádio Boa Nova FM, 87,9, de Itaporanga, leva ao ar o programa MÚSICA E MENSAGEM, que defende temas de equilíbrio pessoal e proposta racionais em torno do existir.

Comunicadores como JOSÉ CARLOS DE LUCAS, ADÃO NONATO... e  outroscompanheiros da Rádio Boa Nova de Guarulhos são efetivamente selecionados, para que possamos “oxigenar” a mente com temas de espiritualidade e equilíbrio de vida.


Às sextas o programa acontece ao vivo , realizando um bate papo fraterno em torno de temas pertinentes.


Temos um encontro com uma parcela da verdade, todos os dias. Acompanhem-nos: http://www.sitesuperfacil.com.br/ssf/aovivo.php?id=6191

domingo, 28 de outubro de 2012

Dia Nacional do Livro: 29 de outubro


Você sabe por que comemoramos o dia Nacional do Livro no dia 29 de outubro? Por que foi nesse dia, em 1810, que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, quando então foi fundada a Biblioteca Nacional e esta data escolhida para o DIA NACIONAL DO LIVRO.

O Brasil passou a editar livros a partir de 1808 quando D.João VI fundou a Imprensa Régia e o primeiro livro editado foi "MARÍLIA DE DIRCEU", de Tomás Antônio Gonzaga.

Comemore também!
Comemore o dia do livro: lendo; presenteando com livro, ou, escrevendo uma frase. Se gostar do que escreveu, nos envie por e-mail. Vamos divulgar. 
Frases que recebemos em homenagem ao Dia Nacional do Livro:
"Livro fonte universal do saber"
Enviada por Carolina Junqueira Ferreira, 12 anos
Poesia:
São Paulo
Querida do começo ao fim,
Um lugar que se pode descansar por toda a vida.
Uma cidade imensa
Uma cidade para ser vivida.
                                                                 
 Do mundo inteiro a mais bela,                           
 Do mundo inteiro a mais linda,                            
 Oh querida São Paulo minha cidade querida.
 Trago-te flores-restos arrancados,
 De outras terras,
 Terras que pertencem ao seu estado.
 Estado ou cidade,
Minha querida São Paulo
Quero que você saiba te amo de verdade.
                                                                                                    Por Carolina Junqueira Ferreira, 12 anos

"Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim, sem compromisso,
você vai me entender.
mergulhe de cabeça
na imaginação!"
Fonte: Clarice Pacheco, Caderno de Poesias. AGE Ed. Porto Alegre, 2003.
Por Lívia Loureiro

Diabetes, um inimigo silencioso

Dr. Carlos Henrique Tomaz Bezerra Vicente*
O Diabetes Mellitus, ou simplesmente Diabetes, é uma doença caraterizada por um grupo heterogêneo de sintomas cujo marco clínico é caraterizado pelo aumento da glicose circulante no sangue (Hiperglicemia), a qual é causada por uma deficiência relativa ou absoluta de insulina. A doença pode ser classificada em dois grupos: tipo 1 e tipo 2. O DM tipo 1 é causado por um ataque auto-imune ao pâncreas, às celulas-β pancreáticas, resultando numa depleção gradual dessas células. Já o DM tipo 2, é a forma mais comum da doença correspondendo a mais de 90% dos casos e está basicamente associado a dois mecanismos: disfunção de células-β e resistência a ação da insulina.
 
A hiperglicemia está associada a dano, disfunção e falência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, coração e vasos sangüíneos ocasionando complicações entre as quais podemos destacar a cegueira, insuficiência renal, amputações de membros, manifestações de disfunção do sistema nervoso autônomo e disfunção sexual, levando a expressivos gastos em saúde, além da substancial redução da capacidade de trabalho, comprometendo a produtividade, a qualidade de vida e a sobrevida dos indivíduos diabéticos. 
Segundo a Associação Americana de Diabetes (ADA), a Glicemia de Jejum é o método de escolha para o diagnóstico do Diabetes, pois esta é uma medida simples da glicose plasmática, sendo uma opção atrativa por ser reprodutível, ter baixo custo e praticamente isenta de efeitos colaterais. 
Para nos mantermos livres desse inimigo, basta adotar hábitos de vida saudáveis, a exemplo da caminhada, evitar o fumo, evitar bebidas alcoólicas e ter uma dieta com muita fibra, pouca gordura trans, poucos carboidratos refinados ou açucarados e uma alta proporção de gorduras boas (poliinsaturadas).

*Farmacêutico-Bioquímico – Universidade Estadual da Paraíba
Pós-Graduando em Hematologia Clínica – Instituto Brasil de Pós Graduação

A fera engoliu a bela

 ROMERO, COM A AJUDA DE CÁSSIO, DEIXA CANDIDATA DE VENÉ NA POEIRA

O prefeito eleito de Campina grande, Romero Rodrigues (PSDB), que obteve 59% dos votos válidos da cidade, agradeceu a todos que o apoiaram na campanha.
- Agradecer de coração a Deus, aos meus eleitores, aos meus familiares que me ajudaram muito, que me deram força, meus amigos, a minha militância, a eu vice Ronaldinho, ao senado Cássio, a Rômulo Gouveia, e a todos que participaram da minha campanha. Essa vitória vai ser retribuída com muita dedicação. O que foi feito de errado vamos consertar, e o que foi feito e de bom vamos melhorar –
Romero continuou dizendo que: “Fui vítima de todo tipo de injustiça nesse processo eleitoral. Usaram de tudo para me derrubar. A cidade mostrou que queria mudança nas urnas. Vamos pregar a paz na cidade para ela crescer com parceria e união. Vamos fazer todo esforço agora para cumprirmos a nossa parte.
Blog do Tião

Com 100% de votos apurados Luciano Cartaxo é o novo prefeito de JP

Com 100% de votos apurados Luciano Cartaxo é o novo prefeito de JPWritten by  Da Redação Domingo, 28 Outubro 2012 17:20
               PBagora


Luciano Cartaxo (PT) foi eleito o novo prefeito de João Pessoa neste domingo (28) com 246.581, o que equivale a 68,13% dos votos...



Já o senador Cícero Lucena (PSDB) obteve 115.369 votos, o que representa 31,87%. A diferença entre os dois candidatos foi de 131.212 votos, ou seja, 36,26 pontos. 

Os votos brancos somaram 2,96% e nulos chegaram a 5,97%. Já o número de abstenções ficou em 17,24%. O TRE finalizou a votação às 18h21. 

Biografia
Luciano Cartaxo iniciou sua carreira pública como coordenador do Centro Acadêmico do curso de Farmácia, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde também ocupou o cargo de secretário geral do Diretório Central dos Estudantes da Instituição.

Por dois mandatos consecutivos, foi presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF), período no qual já fazia parte dos quadros do Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual está filiado há 24 anos.

Luciano concorreu pela primeira vez à Câmara Municipal de João Pessoa, tendo conquistado uma vaga logo na primeira eleição que disputou, em 1996, e conseguiu se reeleger em 2000, 2004 e 2008, atuando por doze anos como vereador na Capital.

Em 17 de fevereiro de 2009, ele assumiu o cargo de vice-governador da Paraíba. Em 2010, foi eleito deputado estadual com 24.296 votos.

Ao comentar a vitória, Cartaxo não escondia sua alegria ao comentar o resultado.

“Foi uma batalha árdua, uma luta difícil desde o seu primeiro instante, mas nós conseguimos esta vitória e vamos fazer de tudo para que o povo de João Pessoa se orgulhe da opção que fez. A responsabilidade é imensa, mas nós vamos trabalhar para dar conta do recado”.



  • Apurados: 480.237 (100,00%)
  • Não Apurados: 0 (0,00%)
  • Última atualização: 28/10/12 às 18h21
CandidatoPartidoColigaçãoVotos% VálidosStatus
LUCIANO CARTAXO 13 PT PRB / PP / PT / PSC / PPS 246.581 68,13%
CICERO LUCENA 45 PSDB PSL / PTN / PSC / PSDC / PRTB / PHS / PSDB / PT do B 115.369 31,87%   

Luciano Cartaxo já ganhou

 

JOÃO PESSOA 

 
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