sábado, 20 de outubro de 2012

Carminha: da Vingança ao Perdão

Carminha: da vingança ao perdão
( Rossandro Klinjey)


Ao longo da vida nos deparamos com pessoas que tornam nossa existência muito difícil. E dependendo da intensidade e grau desse incômodo, teremos essas pessoas na cota de inimigos. As vezes é um parente, um vizinho ou um
chefe com o qual trabalhamos e nos inferniza a vida. Na grande maioria das vezes não nos vingamos, não por sermos bons, longe disso, mas por não termos poder para tanto.


Mas, se não podemos nos vingar na vida real, podemos fazê-lo na ficção. Seja na literatura, como é o caso da belíssima obra de Victor Hugo, Les Misérables (Os Miseráveis), na contenda entre Jean Valjean e o inspetor Javert. Ou no cinema, farto de exemplos do jogo maniqueísta entre mocinhos e bandidos como Super Man e Lex Lutor ou na luta intergaláctica entre
LuckSkywalker e Darth Vader da série Star Wars (Guerra nas Estrelas). Mas, as nossas novelas se superam no quesito inimigo da vez a ser combatido.

Quem não se lembra de Leôncio, com aquele bigode de Adolf Hitler, perseguidor da pobre escrava Isaura, e que vendo as repetidas cenas de humilhação pelas quais ela passava, não pensou em trucida-lo com as próprias mãos. Quem não comemorou quando finalmente alguém deu fim a insuportável e intragável Odete Roitman na novela Vale Tudo ou em sua companheira de maldade, Bia Falcão na novela Belíssima, ou em Flora depois de ter passado toda a novela, A Favorita, perseguindo e tentando destruir a pobre Donatela, a quem invejava profundamente. Agora nos vemos as voltas com as arque inimigas do momento, Nina e Carminha em Avenida Brasil.

Através desses personagens de ficção nos vingamos coletivamente de nossos desafetos, a ponto de esperamos no último capítulo não apenas o final feliz da mocinha ou do mocinho, mas, sobretudo, queremos nos regozijar com a tragédia daqueles personagens maus que finalmente pagam tudo de ruim que fizeram. Trata-se de uma catarse coletiva, uma vez que projetamos naqueles personagens, inconscientemente, todo o ódio que sentimos dos muitos desafetos do cotidiano, e dos quais nos vingamos nos personagens, esquecendo que a novela da
vida continua a nos exigir soluções que a desforra não proporciona.

Acontece que muitos de nós ainda enxerga na vingança a única alternativa para lidar com a mágoa gerada por alguém, presos ainda a lei de Talião. Além do que encontramo-nos numa sociedade que valoriza e estimula a cultura do revide, e explora a desgraça em programas de televisão nos quais desfilam todos as tragédias humanas.

No entanto, sob qualquer ponto de vista que se analise a vingança ela sempre culmina na triste história de dois derrotados: aquele de quem se vingamos, que cometeu um equívoco e semeou o ódio e agora se vê obrigado a colher o que plantou, e aquele que comete a vingança. Este último perde muito mais, uma vez que não consegue com a desforra reparar o mal do qual foi vítima, se igualando a quem o fez mal, perdendo o álibi da virtude de ser melhor. Além disso, ele demonstra que até aquela data estava preso numa destrutiva teia de ressentimento, que não é aplacado com a vingança, exatamente por perceber que ela nada repara. Quando o ditado popular diz que: “a vingança é um prato que se come cru”, esquece-se de acrescentar que é um prato que também se como só, além de revelar quanto
tempo foi perdido no projeto de revide cujo gosto final é insípido.

Poucas vezes o final de uma novela revelou tantos matizes da complexa teia das relações humanas com traumas, quedas e superação. E apesar das já esperadas cenas cômicas e românticas, enredos previsíveis de casamento e happy and (final feliz), foram as magistrais cenas de perdão que substituíram os risos pelo silêncio dos telespectadores, muitos dos quais com os olhos marejados ao constatar a força incomparável desse sentimento, pois o amai os vossos inimigos não é uma proposta para os tolos e fracos, mas para os fortes e lúcidos que superam a visão infantil de um mundo maniqueísta divido de forma simplista entre o bem o mal, para enxergar no perdão um reencontro com a própria paz interior.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

FAZ MAIS DE VINTE ANOS


 

Faz Mais de Vinte Anos

( Reynollds Augusto)


É isso mesmo. Faz mais de vinte anos que tudo começou. E teve início com um grupo de amigos que resolvera levar à cidade de Boa Ventura a proposta espírita, que é o mesmo cristianismo, mas resgatado, em sua pureza original.
 
Marcos Ernesto, agora na pátria espiritual, Ernani Diniz, Zé Firmino (também na Pátria) , Marlene Guimarães ...( também) e o recém-chegado jovem, de São Paulo, MANOEL FERREIRA. E nós, adolescentes, que estávamos conhecendo essa “magia” de mensagem da Doutrina Codificada pelo professor Kardec.
 
Quantos encontros, quantas reuniões, para levar à cidade o conteúdo do consolador prometido por Jesus. Lembro-me do filme FERNÃO CAPELO GAIVOTA, que Marcos Ernesto exibiu no Clube local da cidade. O ambiente ficou lotado de jovens, adultos e todos saíram dali com uma reflexão sobre as verdadeiras buscas.
Alugou-se uma casinha para as reuniões. Partimos para voos mais altos e adquirirmos uma boa área do Conjunto Arsênio Alves. Pense numa peleja. O preconceito religioso queria nos sufocar, mas com o projeto era do alto, conseguimos perseverar e hoje o CESB – CENTRO ESPÍRITA SEAREIROS DO BEM DA CIDADE DE BOA VENTURA – é o nosso laboratório. É lá que aprendemos e ensinamos a mensagem de Jesus, na visão qualificada dos espíritos iluminados, verdadeiros santos do saber. É lá que aprendemos a amar, ser feliz, brincar e chorar juntos, pois faz parte das nossas conquistas.
 
Ensinamos a garotada, aprendemos com a garotada. Uma troca perfeita.
 
-Tio o que eu faço para ser feliz?
 
- AME...
 
Domingo que vem, dia 21 de outubro, estamos preparando a festa da Criança do Cesb. É a nossa festa também.
A casa teve como administradores, ERNANI DINIZ, MANOEL FERREIRA, REYNOLLDS AUGUSTO, ANGELA GOUVEIA E AGORA MARCELO IVO. Todos convocados pelo alto, por Jesus. Todos colocaram o “seu tijolo”... e a vida vai seguindo até o dia de nos despedirmos desse corpo físico, nosso instrumental, o templo temporário do espírito, que chega ligeirinho, ligeirinho.

 
PARABENS CRIANÇADA.
PARABENS CESB DE BOA VENTURA
PARABENS DOUTRINA ESPÍRITA
 
“O CRISTO ESPERA POR NÓS...”.
 
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

 

Atividades de Sábado ,dia 14 de outubro, do Cesb

Tudo se inicia com o trabalhador da Casa, MANOEL FERREIRA , fazendo a chamada da criançada, cada um aos seus ciclos respectivos.

Camila e Thays evangelizam o maternal
Enquanto isso FATINHA, RONEYDE E SAMARA preparam o lanche da criançada.

Lá fora, Manoel continua gritando. Um grito que faz bem: MATHEUS!!!!!!!! Segundo ciclo...

Essa turma quem evangeliza é STEFÃNIA E SUA AMIGA. Ambas começaram como evangelizandas e hoje evangelizam a garotada.






E vamos seguindo, felizes.

Domingo é a nossa festa das crianças .

Tudo quase preparado.

VENHA VOCÊ TAMBÉM! SEJA VOLUNTÁRIO NO BEM:

"... QUANDO AGENTE FAZ UM BEM A ALGUEM, QUANTO BEM ESSE BEM NOS TRAZ"