segunda-feira, 6 de agosto de 2012

DISPOSITIVO ACIONADO


Dispositivo Acionado
(Reynollds Augusto)

Nós possuímos um corpo energético, que os espíritas chamam de PERÍSPÍRITO.  Quando nós “batemos as caçoletas”, deixamos o corpo físico, que é constituído dos elementos químicos do nosso planeta, sendo justo que devolvamos tais elementos à mãe Terra, que nos emprestou para a engenharia da vida. É aquela velha estória de que o homem “veio do barro e ao barro voltará”. 

 O apóstolo Paulo chamou esse corpo de “corpo Espiritual”. Ele é igualzinho a esse que temos e geralmente sofre modificações sérias quando enraizamos emoções distorcidas. Desenvolver uma mente sadia e cuidar do templo do espírito, que é o corpo, trará mais beleza ao períspirito.

O períspirito, também, guarda as nossas memórias, as nossas experiências, sendo por isso que os nossos registros são armazenados nessa espécie de corpo, que o professor Kardec dizia ser de natureza desconhecida. Uma coisa é certa é que  ele nos acompanha após a morte do corpo físico e quando você vê alguém que já “morreu”, não está vendo o espírito e tampouco o corpo, que “morreu”, e sim o períspirito, que acompanha o espírito e ele é sempre mais sublime; ou não, dependendo do seu estado interior.

 É por isso que, ordinariamente, nós não vemos os espíritos. É preciso ter um sentido a mais, que é orgânico, mas que nem todos possuem, como eu. “Nós chamamos isso de “mediunidade”, antigamente as pessoas que possuíam esse sentido eram chamadas de “Profetas”.

As nossas experiências de vida são sempre registradas e vivemos com uma espécie de HD espiritual, que armazena tudo para o progresso do espírito. Nada se perde. Se precisarmos, está lá.

Hoje eu resgatei lembranças dessa  existência  mesmo, mas que estavam adormecidas por obra do tempo que a tudo acalma. O meu amigo de infância, WALQUIMÁRIO, irmão do meu grande amigo WALMIR, filho da sempre mãezona MARIA LEMOS e do WALMIR, Pai, se comunicou comigo pelo FACE, que une os amigos distantes pela geografia e deslembrados pelo tempo. Que contato gostoso e feliz!

 Hoje ele está no Pará e falou da emoção que é lembrar-se da Terra mãe. Disse que da próxima vez que for a Campina, irá matar as saudades de Itaporanga, sabendo que, hoje, será um estranho, pois a nossa geração está espalhada pelo mundo. Mas é sempre bom preservar as nossas raízes.

O WALMIR pai era caminhoneiro e sempre viajava por esse Brasil do meu Deus a transportar as cargas que movimentam a nossa economia. Geralmente passava 15, 30 dias rodando e quando retornava a Itaporanga, com o seu belo caminhão, a molecada da Rua Pedro Américo ficava ansiosa, para brincar no “nosso maior ”brinquedo", o grande caminhão. Estou até sentindo o cheiro do “bicho”. Lá nós pulávamos, brincávamos, nos escondíamos e tudo mais...

A alta buzina era o sinal que ele estava chegando...

O bom mesmo era quando o WALMIR PAI juntava toda a molecada para dar uma passeada na rua, no grande caminhão, com o WALMIR filho, dirigindo.

Boas lembranças atuais, que o Espírito jamais esquece, com a morte do outro corpo, o físico.

SAUDADES WALKYMÁRIO
SAUDADES WALMIR

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.

domingo, 5 de agosto de 2012

Vivendo e sentindo




Vivendo e Sentindo.
(Reynollds Augusto)

Eu gosto de observar a vida. Gosto de andar por aí, na minha moto, e apreciar os detalhes da região, do Vale do Piancó. A paisagem parece coisa de cinema. A visão, distorcida, de que o Sertão é somente, seco, feio é pura ótica desviada e puro preconceito, de quem não conhece e não sabe sentir a vida. Tem gente que olha, mas não vê. Isso tem a ver com maturidade.

A felicidade se encontra dos detalhes e na simplicidade. Quem não aprendeu a apreciar os detalhes da vida, passa pela vida e não viveu. A busca constante da felicidade é um engodo, pois ela não está ali ou acolá, ela está aqui, agora, basta percebê-la, ver “com os olhos de ver”, como disse Jesus, o mestre dos mestres.

O tempo presente é o melhor tempo, nada de passado, que passou; nada de futuro, que ainda virá. Viver os momentos com equilíbrio, tratando com os seus, sentindo, amando, dizendo"sensibilidades" é a melhor joia, pois a nossa companheira morte “anda nos rondando” e nós não sabemos o dia que ela vai nos convidar à dimensão espiritual. Saber disso é importante para que possamos viver com mais qualidade e não perder tempo com bobagens.

Esse negócio de dizer que o “salário do pecado é a morte” é balela. É preciso não ler, apenas, as letras bíblicas e extrair o significado real da assertiva. Realmente o pecado, o erro, as irresponsabilidades, matam os sonhos, os projetos. Mas a morte do corpo físico , faz parte da vida e ela liberta o espírito, imortal, para viver para sempre, sem morte alguma, pois o que morre, de verdade, são os corpos, que Deus nos empresta para que possamos dar passos, rumo à felicidade.

Para ver o reino de Deus, ou seja, para sentir a felicidade real é preciso aperfeiçoamento, esforço, aprendizado, comportamento. Nada de “graça”, a maior graça – e única- Deus já nos deu e é a vida. O resto é por nossa conta.

E essa partida chega tão rápido que parece até que vivemos um sonho. Alguns vivem pesadelos, pois optam pelas ilusões do caminho, até que possam retornar, novamente, para apreender a lição e “passar de ano”, para o ano seguinte, que será mais equilibrado ou não. E quando passarmos por “todas as séries”, que a nossa escola Planeta Terra permite, vamos para outras escolas, mais experimentadas, moradas de” alunos” conscientes, em outros mundos, mais felizes, com aprendizados mais bem elaborados, em que a felicidade é o salário do esforço, da consciência, da paz, da harmonia.

Há mundos em que o maior de nossos sábios seria, praticamente, um “analfabeto”. O que sei é que nada sei, disse um mestre da antiguidade.

É a profusão da vida, do universo material, sem falar no universo espiritual, a nossa verdadeira morada.

Passe de ano, meu amigo.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.