segunda-feira, 16 de julho de 2012

SERTÃO JOVEM ESPÍRITA VII ( I)

SERTÃO JOVEM ESPÍRITA VII (I)

( Reynollds Augusto)



Todos nós sabemos que o mal não existe e ele, em verdade, chama-se ignorância. Não apenas no sentido do individuo ser brabo ou violento, mas sim no sentido de desconhecimento das leis que regem a vida, que são as leis de Deus. São os adormecidos do caminho, que precisam ser sacolejados para os objetivos maiores da existência.


Há uma jurisdição anterior à estatal que rege os nossos passos e que apesar de silenciosa é justa, implacável e chega junto de cada qual no tempo certo. O bem que fazemos e produzimos gera o bem em nossas vidas, isso se chama lei de compensação; o mal, por sua vez, gera o desequilíbrio, isso se chama causa e efeito. Tudo com base na lei de ação e reação.


“Não sairás daí, (da Terra) enquanto não pagares o último centavo”.


Esse final de semana em Itaporanga, produzimos muito bem. “ Primeiro começou com a movimentação de bastidores em que uma equipe é comandada por três “comandantes”: Vicente, Alberlando e Herculano; e cada um em sua área específica, roteirizam os trabalhos e convocam os "soldados”, que são muitos, para produzir esse bem que invade as nossas almas. Muitos trabalhadores do Cristo unidos para produzir o bem, e tudo tem início com o esse bem, em cada trabalhador que, voluntariamente, se doa para promover uma festa de conscientização, de muita alegria, de entusiasmo pela vida.E o interessante é que depois de tudo realizado, não há cansaço e sim satisfação de todos, com a certeza de que a missão foi cumprida, afinal a satisfação, a felicidade não está, apenas, na realização final e sim no esforço, com disse o grande Mahatma Gandhi.


Foi a festa da alegria e todos ficaram felizes com o encontro. Duas televisões Web transmitiram o evento para o mundo: a Tevê Cei: www.tvcei.come a www.fepb.tv, da federação espírita paraibana. A primeira a cargo de Jardel, Gilson e Vicente e a segunda , a cargo do Neto Batista, um dos fieis “escudeiro” do Cristo. Todos estão de parabéns , por terem levado ao mundo um evento tão importante, que veio para ficar. Muitos internautas participaram em tempo real, fazendo perguntas aos palestrantes, Rossandro e José Otávio, da cidade de Campina Grande, os dois professores da UFCG. De parabéns, também, a apresentadora da Federação Espírita Paraibana, que fez bonito e movimentando os jovens naquela arena, incitando o debate geral


E por falar em música, é necessário registrar o desempenho eficiente da Banda Canto e Luz da cidade de João Pessoa. Vozes perfeitas e um som dos “céus”. Logo após a ARENA e antes de todos se recolherem, a juventude fez um show à parte catando e dançado músicas dos anos oitentas e foi aquela viajada no tempo, relembrando os sucessos do Renato Russo e os Rocks que ninguém se esquece. Uma bela concentração juvenil, ante do repouso, ao som da BANDA CANTO E LUZ, que já tem dois CDs gravados.


Não poderia deixar e agradecer, nesse primeiro momento, a todos que foram voluntários da cozinha. O Cardápio desse SERTÃO JOVEM deu o que falar. Parabéns a todos. Queria nominar cada um, mas não me lembro do nome de todos, pois eram muitos voluntários e o faço na pessoa de HERCULANO PEREIRA, o responsável por esse espaço.
 

A lanchonete, sempre a cargo da família Freitas, e com a ajuda de Jackson, deliciaram o encontro com suas tortas, bolos, sucos, sanduiches e tudo mais. Eu quebrei o meu regime, mas foi por uma boa causa. Não poderia deixar de registrar os desempenhos firmes de Karmem e Lívia, que trabalharam com muito entusiasmo para que esse encontro pudesse se realizar, com tanta perfeição.
 

Quero agradecer a todos que participaram da formatação do evento, como a juventude do Jeita e todos que, de uma forma ou de outra, nos ajudaram com esse evento. Sintam-se todos agradecidos, dos "soldados" aos "comandantes".


Só nos resta esperar o VIII SERTÃO JOVEM ESPÍRITA DE 2013, que parece estar longe, mas é mentira; é “amanha”, pois o TEMPO É UMA ILUSÃO e não podemos nos permitir viver sempre na ilusão.



O CRISTO ESPERA POR NÓS.


PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA.






domingo, 15 de julho de 2012

O PLEITO ELEITORAL DE OUTRORA e o vil metal


Por TITICO PEDRO 

O Governo Militar implantado no Brasil após a deflagração da revolução de 31 de março de 1964, começou com a extinção do pluripartidarismo, impondo apenas dois partidos, um a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) era o partido de sustentação do Governo Revolucionário e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) era o partido que lhe fazia oposição.

As regras e costumes aconteceram até o pleito municipal de 1968. De lá pra cá começaram as modificações na legislação eleitoral, ao bel prazer do governo revolucionário militar.

Uma prática usual Brasil afora era a distribuição de almoço no dia da eleição. Itaporanga por não ser diferente também fazia a mesma coisa. Os pontos de distribuição eram bastante conhecidos, entre outros, o casarão do Dr. Balduino, localizado na praça de igual nome, a casa de dona Salomé Pedroza, a casa do Dr. Pitanga, ambas na Praça João Pessoa e outras mais em menor escala. Por volta das 11 horas da manhã em diante só se via forte aglomerado de pessoas em busca da farta alimentação. Havia pessoas tão gulosas que visitavam todas as casas que distribuíam o almoço. Pense numa farra que culminava com fortes desarranjos estomacais. Era o dia em que os desafortunados comiam aqueles pratos recheados de carnes as mais gordurosas possíveis. Ainda bem que não existia o tal diabetes, colesterol, triglicérides, etc. Não, naquela época não existiam os famigerados laboratórios de análises clínicas.

O já mencionado Governo de exceção que havia extinguido os partidos políticos, criando apenas 02, se viu na obrigação de instituir sublegendas aos mesmos, acrescentando, assim, à ARENA, ARENA-1, e ao MDB o MDB-1, a vigorarem já nas eleições de 1972. A ARENA por ser o partido do Governo era o que mais apresentava problemas na acomodação debaixo do seu guarda chuva, tamanha era a diversidade de interesses conflitantes. Essa prática ainda hoje acontece com os partidos que estão no poder, a exceção de alguns municípios como é o caso em Itaporanga, PT da Presidente Dilma e PSB do Governador Ricardo Coutinho, nenhum deles sem participar da chapa majoritária de tão enfraquecidos que são.

No pleito de 1972 dois candidatos da ARENA disputaram o pleito em Itaporanga. Pela ARENA-1, SINVAL PINTO BRANDÃO se lançou candidato a Prefeito e do outro lado o saudoso Dr. JOÃO FRANCO DA COSTA pela ARENA-2.

Eu penso que a partir desse pleito começou a surgir à famigerada compra de consciências, o eleitor começou a se vender, em troca de um valor correspondente a um almoço. O motivo dessa prática abusiva deveu-se a proibição da tradicional comilança do gorduroso boi que era abatido em grande escala.

Foi a partir daquela eleição que o candidato Sinval Pinto começou a distribuir cédulas de CR$100,00 (cem cruzeiros) equivalente hoje a R$ 20,00. Na mesma proporção o outro candidato da ARENA-2 também fazia, em menor escala. Essa maneira de angariar a simpatia do eleitor ainda hoje, lamentavelmente, acontece e como acontece. É um verdadeiro leilão, é o famoso quem der mais que prevalece nos dias atuais.

A campanha foi bastante acirrada. O slogan da campanha do Dr. João Franco, ARENA-2, era “Ferre o boi e vote em mim”, do outro lado me recordo da marchinha parodiada pelo Dr. Anchieta Ribeiro: ‘Sinval é homem que não gosta de conversa/ Não faz promessa e nem também come capim/ . . . Enquanto que o adversário não conversa com o vigário e é abençoado por ..im”.

O candidato escolhido para companheiro de chapa de Sinval foi o agropecuarista e sanfoneiro de primeira linha, Severino Soares de Araújo, o Biu de Dedé que fora impedido de continuar na chapa por ser filiado ao MDB e não ter se desligado na época certa, e assim fora escolhido de última hora em sua substituição o ex-prefeito José Barros Sobrinho, Tabelião Público do 1º ofício cartorial, o pai do Dr. Marleno, e do Ven.’. Mestre Alberto Barros.

A época o único meio de comunicação em Itaporanga era a difusora do saudoso Ademar Augusto. A liberdade era tanta que todas as noites Ademar Augusto, geralmente as 21 horas, ligava sua difusora com a música “O pinto piou . . .” não me recordo o autor e em caráter de notícia extraordinária anunciava adesões conquistadas para o candidato da ARENA-1, Sinval Pinto.

Passada a refrega do pleito, apurada a votação deu como resultado a vitória de Sinval Pinto Brandão que administrou Itaporanga entre os idos de janeiro/73 a janeiro/77.

A administração Sinval Pinto enfrentou uma forte oposição do candidato derrotado Dr. João Franco da Costa.

Me recordo que no governo Sinval Pinto foi lançado o 1º FESTIVAL DA MÚSICA POPULAR e o nosso Newton Mendes foi o vitorioso com a música ROTINA DIFÍCIL. Foi nesse governo que a primeira dama, saudosa Quesa Pinto, organizou uma exposição de utensílios e fotografias dos nossos antepassados.

Muito bonito o museu exposto, pena ter tido uma única apresentação. Naquela semana de cultura foram homenageados na praça João Pessoa o itaporanguense nato, o Dr. Praxedes Pitanga e o naturalizado, nascido ao acaso, jornalista José Souto, de saudosa memória que vem a ser o pai do procurador do Estado, Dr. Paulo Souto responsável pela entrega do título de domínio do terreno doado ao IFPB para construção do Campus em Itaporanga.

O Prefeito Sinval Pinto praticou um ato insano na sua administração que foi a demolição do mercado público construído por Dr. Pitanga. Ainda hoje o prédio demolido estaria servindo ao comércio local sem a necessidade de nenhuma venda na sua parte externa. Há quem diga que Sinval copiou com esse ato a loucura do então Prefeito de João Pessoa, o ex-governador Dorgival Terceiro Neto que quase derrubou o Mercado Central que ainda hoje serve a nossa Capital.

Pois bem, a partir do pleito de 1972 o vil metal passou a funcionar e a cada eleição ganha maior proporção para tristeza da democracia.

Lavagem de Honra



Assis revirou o baú do quarto antigo e dele tirou a 45 que ali dormia enrolada num pano velho. Fazia tempo que não a avistava, desde quando foi guardada, ainda com o cano quente, num distante tempo de mocidade. Agora precisava dela para lavar sua honra, honra de macho traído, enganado, trocado por outro pela mulher que lhe jurara amor e fidelidade.

Escondeu-a na cintura, botou o chapéu de abas curtas, ajeitou os óculos e partiu com a incerteza da volta guardada na alma. Andava agora pelas ruas da Torre, descendo para a Lagoa, e via-se nas ruas de Princesa, 40 anos atrás, menino imberbe, portando a mesma 45, buscando a mesma lavagem de honra de agora. Fazia tempo, o tempo agora voltava, as lembranças batiam nas batidas do coração. O clube, o povo dançando, Mirô sentado na mesa da frente, ele entrando, puxando a arma e disparando cinco vezes no peito de Mirô, Mirô caindo, ele fugindo pelas serras de Carnaíba, a cidade ficando perto apenas nas suas lembranças, tudo isso voltava com a nitidez do presente quando se preparava para repetir tudo, em nome de uma honra que jamais o abandonara.
 
Neto de cangaceiro tinha que agir assim mesmo, dizia-se. O avo, cabra de Zé Pereira, jamais levou um desaforo para casa. Assis não trairia seu ancestral, principalmente nesse momento de ocaso da vida, quando os cabelos brancos substituiam os antigos cachos da mocidade.

A Lagoa do Parque Solon de Lucena lhe pareceu mais bela do que antes. Nunca tinha reparado nas suas águas mansas, na grama verde, nos bancos de pedra ao seu redor, nos casais em namoros amantes inspirados pela brisa que dali soprava. A cidade estava linda e ele ali vivia há anos sem notar tanta beleza.

Desceu a rua da Areia, rumando para o banco, seu destino. Desta vez não escutou a rapariga a lhe convidar para desmerréis de amor. Tinha uma missão a cumprir e não podia se dar ao desfrute de desvios no percurso, mesmo sendo desvios de chamegos.

Entrou resoluto, dirigiu-se à mesa do gerente e, sem dar bom dia, intimou:
-Quero uma conversa em particular com o senhor". O homem ficou branco, tremendo, sabendo que algo de grave estava acontecendo. Levantou-se, chamou o interlocutor para uma sala ao lado e suando de bica, preparou-se para o pior. Assis, sem perder a calma, olhou-o nos olhos e lançou a pergunta:
-O senhor é o marido de dona Francisca? O pobre homem apenas balançou com a cabeça. Diante da resposta, Assis completou:
-Eu sou amante dela e venho lhe comunicar que ela está me traindo com o doutor Geraldo. É uma vagabunda que lhe trai e me trai. O senhor viu quando ela chegou em casa, ontem, com os braços roxos?
-Vi, ela disse que tinha caído.
-Caiu nada. Foi uma surra que lhe dei para ela aprender a respeitar homem. Venho lhe contar porque o senhor, como marido, é quem deve tomar providência. Agora, se o senhor está achando ruim, diga, porque a gente resolve agora.
O homem, aliviado e agradecido, disse que não achou ruim. E ainda prometeu:
-Vou largar aquela puta, pode acreditar.
E Assis:
-Largue, mas largue logo, ouviu!

Planalto favorece governistas na liberação das emendas e oposicionistas ‘obstruem’ votações


Com a providencial ajuda de legendas situadas na periferia do condomínio governista, a oposição deu um nó no governo. Embora minoritários, PSDB, DEM e PPS bloqueiam as votações na Câmara há dois dias. A paralisia retarda três votações que o Planalto considera estratégicas.
Estão represadas duas medidas provisórias editadas por Dilma Rousseff para instituir o Programa Brasil Maior, de estímulo à indústria. O dique reteve, de resto, o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que traz as bases do Orçamento da União para o exercício de 2014.
Deve-se a encrenca a uma barbeiragem atribuída à ministra Ideli Salvatti. Gestora do balcão, a coordenadora política de Dilma privilegiou os congressitas aliados no rateio das chamadas emendas de parlamentares. As emendas, como se sabe, são usadas por deputados e senadores para enviar verbas às suas bases eleitorais.
Normalmente, os parlamentares da oposição recebem fatias menores do bolo. O problema é que Ideli esqueceu de maneirar. Numa conta feita pelo PSDB, os oposicionistas receberam apenas 1,88% das verbas orçamentárias empenhadas ou liberadas pelo Planalto.
Na semana passada, os antagonistas do governo deram o grito. Avisaram que, mantida a discriminação, parariam o plenário. Antevendo o curto-circuito, Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder de Dilma na Câmara, intermediou um acordo. Autorizado por Ideli, informou que desceriam ao balcão R$ 2,5 milhões por parlamentar, mais alguns caraminguás da rubrica de “restos a pagar” (dinheiro do Orçamento do ano passado que ainda não foi gasto). Ficara entendido que a verba sairia nesta semana. Ficou no gogó.
Iniciado na terça (10), o bloqueio às votações sobreviveu à quarta-feira (11). Para tentar desatar o nó, Ideli passou metade do dia na Câmara. Em conversas com líderes da oposição, informou que as liberaçõe$ já foram autorizadas. Os interlocutores da ministra dedilharam suas senhas no Siafi, o sistema de dados que registra o vaivém das verbas oficiais. Verificaram que o lero-lero não se traduzira em cifrões.
Ideli argumentou que, entre o OK do Planalto e o empenho das emendas, é preciso cumprir uma burocracia nos ministérios. A oposição deu de ombros. Sem uma lista de nomes, seguida das respectivas cifras, nada feito. Acionado, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), interveio.
Sugeriu o seguinte: a oposição abriria uma brecha na obstrução para aprovar, na noite passada, a LDO. As MPs do Brasil Maior ficariam para o comecinho de agosto. Como Maia hipotecou sua palavra no resgate das emendas, PSDB e PPS balançaram. Mas o DEM bateu o pé. E o dia terminou sem que nada fosse votado.
As negociações consumiram mais de 12 horas. E nada. Nesta quinta (12), dia em que o Congresso começa a esvaziar, o Planalto tentará dissolver o impasse para obter, pelo menos, a aprovação da LDO. Precisa ser votada na Comissão de Orçamento e, depois, no plenário do Congresso.
Sozinha, a oposição pode gritar e espernear. Mas não dispõe de infantaria bastante para bloquear o front. Estica a obstrução por 48 horas graças à adesão de parlamentares governistas. Tratados como quase-oposicionistas, os deputados do PR e do PSC levaram o pé (de cabra) à porta (do cofre). Desatendido num ajuste à LDO, o PDT fez corpo mole.
Um detalhe conspira a favor do governo. Na terça-feira (18) da semana que vem, começa o recesso parlamentar do meio do ano. Pela lei, o Congresso não pode sair em férias sem votar a LDO. Quer dizer: mantida a obstrução, a turma teria de trabalhar no recesso. Como o vacábulo trabalho não rima com Parlamento, tudo leva a crer que algum tipo de acordo está próximo.