quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ninguém Consegue Aplacar as Arremetidas do Tempo




Ninguém Consegue Aplacar as Arremetidas do Tempo
                                     (Reynollds Augusto)

Tempo, tempo... Ê tempo! 

Certa feita eu li uma frase rica de verdade, e de um autor desconhecido que disse:

“Há quatro coisas que não voltam mais para trás: A pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado”. 

Que verdade, em palavras tão simples! 

São poucas as pessoas que escrevem com simplicidade os temas profundos da vida. Eu aprendi que é fácil escrever difícil e que o difícil mesmo é escrever fácil. Esta é outra grande frase, de outro autor desconhecido.

Sobre a pedra atirada, essa é a arma dos fracos, que não argumentam e ferem com o verbo da insensatez e a letra da maldade. Faz parte, ainda, da ordem menor desse planeta em que vivemos que como dizem os imortais, se trata de um planeta de provas e expiações, ou prova se expiação. Por conta dessa condição, o orgulho e o egoísmo ainda são os combustíveis da maior parte dos seres humanos. É mais fácil atirar pedras do que argumentar ou até perdoar. O perdão é um das forças vivas da alma e foi por isso que Jesus nos ensinou outra grande frase: “Perdoai setenta vezes sete vezes”.

A palavra quando dita também pode ferir fundo ou mesmo enganar os desavisados. Quantas palavras vazias, mal elaboradas e quase sempre recheadas de insensatez, de mentira, de enganação. São poucos os que usam o verbo para edificar, ensinar, produzir ações. Talvez tenha disso por isso que o nosso mestre tenha dito, que no trato com a vida é preciso dizer: sim, sim; não, não. Quantas vezes dizemos SIM para o que é NÃO e NÃO para o que é SIM. 

Ocasião perdida também não volta mais, nessa que é uma vida em profundo movimento. A maioria de nós   perdemos a oportunidade de ser feliz, por perder a ocasião de amar e ser amado. Nós corremos tanto que nos esquecemos de viver, no sentido exato do termo. Nós só existimos para comer, respirar, ganhar dinheiro, se alimentar, dormir, fazer sexo e começar tudo de novo no outro dia, mas definitivamente não aprendemos a viver.

O tempo passado também não volta. Nem passado, que passou; nem, futuro, que ainda virá. O presente objetivo é o momento da semeadura. O passado serviu de experiência para não cometermos as mesmas bobagens de sempre e o futuro está reservado para a colheita da semeadura de hoje.

Hoje eu senti, nas entrelinhas do texto de Titico Pedro, sobre o IFPB, que mais uma vez o nosso sonho de ter em Itaporanga uma instituição federal que valha a pena, foi adiado. Tudo isso tem a ver com o passado, que àquela época era presente e não havendo a devida semeadura, se refletiu na falta de colheita de hoje. Muitas pedras foram atiradas, não havendo união; muitas palavras ditas, mentirosas, sem compromisso, que não produziram, pois estavam eivadas de enganação. Perdemos um tempo precioso, que não volta mais e o reflexo é evidente.

Mas houve uma semeadura, pequena, mas houve. O grito do povo deixou a ideia em evidência, por muito tempo e chamamos a atenção. A lacuna permanece, mas precisamos nos soerguer das cinzas. Os gestores devem uma explicação ao povo, o reitor também. 

Não só faltava a escritura do terreno para que o dinheiro, que estaria em caixa, pudesse ser usado para a construção do campus? 

Pelo menos era o que diziam. 

Terreno legalmente em mãos, o que falta agora? 

Eram palavras? 

Mas como diz Titico, não podemos perder a fé. 

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

terça-feira, 10 de julho de 2012

MISERICÓRDIA DE ONTEM, ITAPORANGA DE HOJE: " ITAPORANGA SE PERDENDO NA HISTÓRIA"


ITAPORANGA se perdendo na história.
                    (Titico Pedro – 09.07.12)

Desde minha tenra idade conheci o saudoso José Figueiredo da Silva, Zé de Nedez, numa grande bodega e padaria ali, no cruzamento das ruas Getúlio Vargas com a outrora Osvaldo Cruz. Sentido contrário, na outra esquina, onde hoje é a lanchonete dos Garapas, existia a bodega do nosso inesquecível José Olinto Filho, “Arizim Olinto”, ambas as raízes da tradicional família Jenipapo, de um legado histórico que faz parte de Misericórdia, principalmente.
 Cresci vendo na terrinha um prédio de 1º Andar, naquela esquina, construído por Zé Figueiredo ainda na década de 50 que perdurou até meados dos anos 60 quando o saudoso Emídio Alves construiu um ‘edifício’ de 02 andares intitulado de Edifício Cachoeira, localizado na Getúlio Vargas onde abriga a AMVAP (Associação dos Municípios do Vale do Piancó), câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e outras utilidades mais.

Ainda me recordo do mestre João, responsável pela obra, campinense que veio à Itaporanga construir o Clube de Dr. Pitanga, onde está instalado hoje o Itaporanga Esporte Clube e aqui ficou. Itaporanga, aos poucos, está perdendo a sua história de glória e isso não é bom, visto que pela memória da comunidade é que o passado se incorpora à vida presente.  Recordo-me, por exemplo, da casa residencial do nosso parente Zé Figueiredo, estrategicamente localizada no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas, com a antiga Rua Floriano Peixoto, hoje Ananias Conserva. Uma senhora casa onde já serviu de birô (comitê) para os udenistas de outrora.

Ainda tenho recordação de um belo discurso proferido pelo Procurador de Justiça aposentado, Dr. José Benjamin (Zelito) sobrinho, do então candidato a Prefeito, Dr. Praxedes Pitanga, na memorável campanha de 1963, tendo como palanque o terraço daquela casa, dada a sua privilegiada localização.

Ontem ao passar pelo local me deu uma verdadeira comoção. Derrubaram a casa de Zé Figueiredo. Que emoção me dominou! Ao procurar saber o que estava acontecendo tive a grata satisfação de saber que o Dr. Figueiredo, filho caçula de Zé Nedez, assim procedera para edificar no local um edifício de 07 andares. Isso é bom. Itaporanga já cresce verticalmente e é prova do seu crescente desenvolvimento.
Já temos prédios de 10 andares (02) em fase de conclusão. Outro já está em construção avançada de 08 andares e de 01, 02, 03 são muitos. Imagine quando for construído o campus do IFP? Aí é que outros edifícios serão construídos dada a natural superlotação de professores, funcionários públicos, estudantes.

Tomara que o Edifício que virá no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas, com a Ananias Conserva, outrora Floriano Peixoto, tenha como homenageado José Figueiredo da Silva, ex-presidente da Câmara de Vereadores de Itaporanga, ou quem sabe dona Chiquinha de Zé Figueiredo, como mais popularmente era conhecida Francisca Lopes da Silva.

Parabéns Dr. Figueiredo, que o seu gesto seja seguido de tantos outros Engenheiros itaporanguense que podendo ainda não esboçaram essa tão briosa compreensão.

É A MISERICÓDIA DE ONTEM SE TRANSMUTANDO NA ITAPORANGA DE HOJE

domingo, 8 de julho de 2012

MISERICÓRDIA DE ONTEM,ITAPORANGA DE HOJE: BOSCO DE GASPAR PARTIU PRIMEIRO


BOSCO DE GASPAR PARTIU PRIMEIRO . . . 
Por TITICO PEDRO. . .  em
 07-07-2012 
FONTE: ITAPORANGA.NET

Hoje eu li e reli o lúcido e equilibrado relato do conterrâneo João Dehon acerca da prematura partida ao oriente eterno do nosso conterrâneo JOÃO BOSCO GASPAR. Nunca vi tamanha precisão nos detalhes relatados. Também pudera, o Dr. Dehon conviveu muito próximo do nosso irmão, que partiu primeiro.

Na verdade o nosso Bosco de Gaspar foi à luz que por muito tempo iluminou o jornalismo paraibano, com destaque ao CORREIO DA PARAÍBA, que de certo atravessou uma série de dificuldades, na sua fase primeira, contanto sempre com o talento do nosso Bosco, já descrito pelo escriba Dehon. Pensei em me silenciar acerca da honrosa passagem do menino de Gaspar por Itaporanga e a Paraíba como um todo. Se computarmos o período de permanência de Bosco Gaspar entre nós, sem dúvidas, a maior parte do tempo fora vivido pelo conterrâneo na capital pessoense, onde constituiu equilibrada família.

Confesso desconhecer a origem do pai do nosso saudoso Bosco. Em conversa, ao telefone, com o nosso Dr. Anchieta de Olegário Cascavel, apenas achamos que Gaspar era um pernambucano que ao acaso chegou a Itaporanga nos idos da década de 40, do século passado. Cumprindo a lei de causa e efeito instituída pela divindade, inscrita na nossa consciência, suas criaturas.

O nosso Gaspar contraiu núpcias com NEQUINHA de João Firmino, de cuja união nascera Bosco, Tarcísio e suas irmãs, uma das quais médica residente em Salvador-Ba.
Nequinha, nossa conhecida, era filha do conterrâneo João Firmino, o homem de pulso equilibrado, já de idade bastante avançada subia no telhado da Igreja Matriz e pisoteava como que pisasse em superfície plana, coisa que os jovens, na sua maioria não conseguem fazer.

Dona Aninha era sua consorte irmã de dona Lina de Antonio de Zêba, avó do companheiro Zé Pereira, Pedro Benedito, pai do nosso companheiro Doba e talvez outros mais. João Firmino e dona Aninha além de Nequinha tinha outros filhos quais sejam, Gena (Eugênia), uma das enfermeiras mais antigas de Itaporanga, além do ex-vereador Assis Firmino e o alfaiate de outrora Afonso.

Na qualidade de conterrâneo de Bosco Gaspar, reconhecendo nele um filho ilustre da terrinha, que se projetou no cenário do jornalismo nacional, elevando com isso a imagem de Itaporanga Brasil afora, venho através desta prestar a minha solidariedade a família enlutada e reafirmar a certeza que tenho na imortalidade da alma, na evolução imposta a todos nós, no ir e vir, única maneira de progredir sempre, tudo à luz da doutrina espírita codificada pelo mestre lionês, que serviu de elo à espiritualidade benfeitora para fazer cumprir os ensinos do Cristo, Jesus.