sábado, 28 de abril de 2012

Não Percamos Tempo

Rossandro Klinjey
* Psicólogo Clínico, mestre em Saúde Coletiva, professor das FACISA, FCM e Faculdade Boa Viagem.
Não percamos tempo, precisamos de mais aulas

Não houve aula na manhã da quarta-feira (dia 25 de abril) no Campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em São Mateus, Norte do estado, em memória de cincos estudantes que morreram vítimas de um acidente automobilístico.

Os cinco jovens foram encontrados mortos dentro de um Fiat Punto, no Rio Mucuri, no Sul da Bahia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente pode ter sido motivado pela alta velocidade do veículo.

Com todo respeito à dor dos familiares e amigos das vítimas, acho um grande equívoco interromper as aulas em casos como esse (se excluem, obviamente, eventos como o massacre na escola de Realengo no Rio).

Tudo é motivo para se interromper aulas no Brasil (ou para dar recesso parlamentar). Tudo continua sem interrupções, menos as aulas. E é exatamente por isso que os jovens deixam de aprender várias coisas, inclusive a se comportar no trânsito e respeitar a própria vida.

Para uma juventude que se aniquila no álcool, nas drogas, no trânsito, enfim nos diversos comportamentos autodestrutivos, o que precisamos é de mais aulas, de mais educação.

É uma falta de bom senso fazer homenagens cancelando as aulas, pois se perde a oportunidade de refletir, no calor das emoções, a cerca desses fatos. Sobre eles podemos ponderar, em seu caráter didático-pedagógico, a cerca do preço que se paga pelo não cumprimento de uma simples regra, no caso em questão, o limite de velocidade.
Esses acontecimentos revelam o quanto necessitamos nos educar. Não só em conteúdos programáticos, mas nos comportamentos necessários para uma existência pautada no respeito à própria vida e na dos demais.

O cantor Bob Marley certa feita, sofreu um atentando e tinha um show que quiseram cancelar, mas ele não permitiu. Respondendo a quem insistia que ele não fosse ao show, disse: “- As pessoas que estão tentando fazer deste mundo pior não estão tirando um dia de folga. Como posso eu?”.

Para homenagear os alunos que morrem em eventos como esse o que precisamos urgentemente é não perder tempo. Devemos de forma iminente educar os demais, minimizando assim a repetição de tragédias como essa

domingo, 22 de abril de 2012

O Mundo Está se Acabando

Espiritismo e Ecologia
( Reynollds Augusto)


















Quem se deu a oportunidade de estar presente no Centro Espírita Jesus de Nazareth, da cidade de Itaporanga, nesse sábado dia 21 de abril, ficou informado da importância de que todos nós, seres humanos, espíritos imortais, precisamos dar ao meio ambiente, seja natural, seja artificial. A conscientização para saber  se relacionar com a nossa Casa Mãe é imprescindível. para que possamos em um futuro, não muito distante, viver com equilíbrio ou , de outra sorte, sofrer para caramba. A Terra geme e nós somos os “vírus” que, sob o pretexto de sempre produzir mais, criamos desnecessidades e assim vamos matando aquela que foi projetada para nos dar uma vida em abundância.

Alberlando Araujo, presidente da instituição, trouxe informações precisas e evidentes, do quanto às gerações futuras irão sofrer se nós não adquirirmos consciência desses conhecimentos, que a todo tempo os ambientalistas estão trazendo. Será um caos na convivência, sem água. E muitos desses que estarão aqui, serão nós mesmos, em outra etapa da vida, pela reencarnação. É bom apenas não saber e sim e imprescindível agir. O planeta Terra, apesar de ser, na verdade, o Planeta Água, só possui um por cento de água doce e nós estamos transformando ela em esgoto. O consumo exagerado e o lixo que produzimos assustam e precisamos mudar de direção enquanto há tempo. Senão!...

As pesquisas cientificas informam que o nosso planeta Terra, surgiu em um sistema planetário que nós apelidamos de Via - Láctea há pelos menos uns cinco bilhões de anos. No universo há um infindável número de galáxias. O nosso lindo planeta possui aproximadamente 510.934.000 Km² de área e um quinto dessa extensão são ocupados por terra. Ou seja, temos mais água do que Terra e isso é assim para que haja o equilíbrio da vida, só que dessa imensidão de água, só um por cento é água doce. Tudo foi programado detalhe, por detalhe, por Deus, para que a vida pudesse ser estabelecida e a nossa morada permitisse a nossa vivência, nesse orbe.

Mas, desde que o homem surgiu, os impactos sobre o meio ambiente vem crescendo assustadoramente, pois acreditamos que os recursos naturais são infindáveis e sabemos, hoje, que não é bem assim. As indústrias estão produzindo sem planejamento e causando horrores ao Planeta. O fogo, por exemplo, foi o primeiro elemento a trazer desequilíbrio, só que em pequena monta, pois os nossos antepassados não dispunha de tecnologia para agravar ainda mais essa situação.

Há conferências e mais conferências sobre o tema alertando para uma problemática que está próxima de nós. Para você ter uma idéia ,  Alberlando, exibiu um vídeo, de ficção;  mas a ficção sempre profetiza a realidade, com uma carta do futuro enviada ao presente por  um senhor de quarenta anos, que aparentava ter oitenta, mostrando o sofrimento que é viver nessa época, sem água, sem qualidade de vida, onde o consumo de água era monitorado e os poucos mananciais que sobraram, eram protegidos pelo exército, para que o homem não pudesse ter acesso e macular o líquido precioso. Uma situação assustadora.

Eu me lembro que, certa vez,  o nosso amigo Campos , deu um palestra no Centro Espírita sobre o Efeito Borboleta, que mostrava que tudo está ligado a tudo. E era uma tese importante para informar que todos nós somos responsáveis, pois o meio ambiente tem relação com o universo e o mal que cometemos ao nosso Planeta Terra, repercute no cosmo, do qual fazemos parte. As guerras que os países empreenderam  contra outros países, por exemplo;  usando bombas e mais bombas, queimando petróleo, causam um impacto tão danoso que o planeta leva dezenas de anos para ajustar e promover o equilíbrio novamente. Alberlando nos trouxe a estória  de um rato, cuja simples ratoeira, provocou a morte de muitos, mostrando que não adianta se esconder, dizendo que não é comigo, pois todos nós fazemos parte desse contexto e temos a obrigação de mudar a nossa postura na vida, para que não soframos por conta de nossa incúria.

O leitor sabia que há uma estimativa que cada indivíduo produz 0,6 quilos de lixo por dia. Uma família brasileira, com quatro pessoas, gera 867 quilos de lixo por ano.  Com uma população de mais de seis bilhões de pessoas, produziremos  tanto lixo que daqui a pouco não teremos nem onde colocar e será um caos.

Aqui em Itaporanga, que pode servir de modelo, as autoridades não sabem o que fazer com um lixão que polui o riacho que atravessas o sítio Santo Antônio; há um esgoto a céu aberto que conduz os detritos humanos, praticamente dentro da rua. E agora os moradores, inconscientes, estão obstruindo o “riacho de esgoto”, aumentando as suas residências até atingi-lo. É mais uma vez o chamado “jeitinho brasileiro” dando as suas caras. E todos os detritos são conduzidos pasmem, para o Rio Piancó, com a expectação inerte das autoridades, pois faz anos e anos que isso acontece e nada muda. Tudo isso é comprometimento que custa caro e tempo, para que se possa resolver, e tudo por falta de planejamento.

 A grande verdade é que tudo depende de tudo e se todos não nos unirmos  para mudar esse estado de coisas, tudo vai se acabar, pois Deus não resolverá um problema gerado por nossa irresponsabilidade e colheremos o plantio de nossa ganância: Dor e sofrimento.

O professor Kardec,  no título que trata da Lei de Conservação e Destruição, de O LIVRO DOS ESPÍRITOS ,  perguntou aos imortais , na questão 705,  o seguinte:
- 705 Por que nem sempre a terra produz o suficiente para fornecer o necessário ao homem?
Resposta:  O homem a negligencia por ingratidão e, no entanto, a terra continua sendo uma excelente mãe. Além disso, ele ainda acusa a natureza por sua própria imperícia ou imprevidência. A terra produziria sempre o necessário se o homem soubesse se contentar. Se o que produz não é bastante para todas as necessidades, é porque emprega no supérfluo o que deveria utilizar no necessário. Observai o árabe no deserto: encontra sempre com o que viver, porque não cria necessidades artificiais. Porém, quando a metade da produção é desperdiçada para satisfazer fantasias, deve o homem se espantar de não encontrar nada em seguida? E terá razão de se queixar por estar desprovido quando chega a época da escassez? Na verdade, não é a natureza que é imprevidente, é o homem que não sabe regrar sua vida.

Tenhamos consciência de vida, deixemos de consumir bobagens. Saiamos da teoria e realizemos  o melhor de nós para que a vida permaneça, senão haverá “choro e ranger dos dentes”.



Faça a sua parte.
Parabéns Alberlando.
Vamos gerar cada vez mais Vida e não morte e impedir que 2070 vire realidade, como mostra o filme.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.