sexta-feira, 6 de abril de 2012

Uma Só Coisa é Necessária


Uma Só Coisa é Necessária
(Reynollds Augusto)

Todas as quintas-feiras nós realizamos um encontro de amigos, no Centro Espírita Jesus de Nazaré, de Itaporanga,  para tratar de temas que nos interessam, de verdade.

É interessante se interessar pelo que realmente interessa. Desculpem o trocadilho.

Geralmente nós vivemos consumindo bobagens, falando bobagens, e escolhendo a pior parte em meio ao universo de conhecimentos que nos circunda. Tornamos-nos seres medíocres, pequenos. Ficamos longe da proposta que edifica, esclarece e traz a felicidade, nosso maior fim. A felicidade é uma questão de ótica e de percepção. A vida se torna grave porque não entendemos a sua dinâmica e o que ela quer de nós.

Ser ou não ser feliz? Eis a questão.

Nós nos contentamos em ser o que aparentemente deveríamos ser.  Isso é hipocrisia e falta de compromisso. Esse fenômeno acontece principalmente no seio de muitas religiões que não compreenderam o seu papel que é o de ajudar o indivíduo a tornar-se “um homem de bem”. Tem uns chefes religiosos que vedem facilidades, prometem o impossível e “escravizam” Deus às suas pretensões egoicas. E ainda dizem que quando você não atinge o desejado é porque a sua fé é frágil. Sustentam que a posse do “ouro” é um reflexo da bênção de Deus em sua vida e que a escassez, indica que sua fé está capenga.

Se assim fosse, a fé de Jesus era uma das mais capengas, pois passava por dificuldades tremendas e mal tinha dinheiro para pagar o imposto a Cesar.

Certa vez os soldados romanos estavam pressionando para que recolhesse o imposto devido a Roma e por “sorte” dele, conseguiu fisgar um peixe, com uma moeda na barriga, livrando-se da prisão.

Outra vez, e essa é uma passagem emblemática. Jesus estava envolto de uma grande multidão e orientou para que a turma passasse para a outra margem. Um escriba aproximou-se dele e disse:
- Mestre, aonde quer que fores eu te seguirei
E disse Jesus:
- As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.

E aí! Mesmo assim, queres segui-lo?

Será que a fé de Jesus era frágil? O homem não tinha nem onde dormir direito. Ou ele era mentiroso? Claro que não! Isso está em Mateus 8,12. 2º. Espie.

Nós somos espíritos atrasados e frágeis e se não nos dermos à oportunidade de abastecer a alma com o pensamento cristão que e elucida; e com base na mensagem espírita, que retira o véu das letras, vamos comprando essas ilusões e nos dando mal, pois estamos na contagem regressiva para o retorno, que chega ligeirinho, tendo em vista o tempo ser uma ilusão, como asseverou o grande Einstein.

A sociedade produz equívocos, que são frutos do egoísmo e do orgulho; a Doutrina Espírita, como poucas, produz razão e discernimento com o primado da fé racional.

É preciso ser fiel às nossas escolhas e não parecer que é, o que deveria ser. Jesus combateu muito isso e bradava:

- Hipócritas, até quando estarei convosco.

Vamos escolher a melhor parte, que é o que importa, e assim nos preparar para bem viver, sem ilusões.

Tudo isso me fez lembrar aquele episódio quando Jesus foi visitar Marta e Maria e em lá estando a “coitada” de Marta perdeu a oportunidade de ouvir os esclarecimentos de Jesus e escolheu arrumar a casa. Maria, que não era besta, ficou a aprender para bem viver. Marta reclamou que Maria estava se esquivando e ela sozinha a fazer a “luta” da casa. Jesus aproveitou o momento para mais uma vez ensinar:

-“Acalme-se, você está agitada com tanta coisa, mas uma só é necessária. Maria escolheu uma boa parte e não vou tirar isso dela.

 Não se esqueça das coisas que realmente interessam.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA.  




ESPIE: http://www.reynollds.blogspot.com.br/
                                 www.poesiasdoalto.blogspot.com

quarta-feira, 4 de abril de 2012

SEMANA SANTA- VISÃO ESPÍRITA



SEMANA SANTA - VISÃO ESPÍRITA
(Marco Aurélio Rocha)

Todo ano, a cena se repete. Chega a época dos feriados católicos da chamada "Semana Santa" e surgem as questões:

1. Como o Espiritismo encara a Páscoa;Sexta-feira Santa"?;

2. Qual o procedimento do espírita no chamado "Sábado de aleluia" e "Domingo de Páscoa"?;

3. Como fica a questão do "Senhor Morto"?

Sabe que chego a surpreender-me com as perguntas. Não quando surgem de novatos na Doutrina, mas quando surgem de velhos espíritas, condicionados ao hábito católico, que aliás, respeitamos muito. É importante destacar isso: o respeito que devemos às práticas católicas nesta época, desde à chamada época, por nossos irmãos denominada de quaresma, até às lembranças históricas, na maioria das cidades revividas, do sacrifício e ressurgimento de Jesus. Só que embora o respeito devido, nada temos com isso no sentido das práticas relacionadas com a data.

São práticas religiosas merecedoras de apreço e respeito, mas distantes da prática espírita. É claro que há todo o contexto histórico da questão, os hábitos milenares enraizados na mente popular, o condicionamento com datas e lembranças e a obrigação católica de adesão a tais práticas.

Para a Doutrina Espírita, não há a chamada "Semana Santa", nem tão pouco o "Sábado de aleluia" ou o "Domingo de Páscoa" (embora nossas crianças não consigam ficar sem o chocolate, pela forte influência da mídia no consumismo aproveitador da data) ou o "Senhor Morto". Trata-se de feriado e prática católica e portanto, não existem razões para adesão de qualquer tipo ou argumento a tais práticas. É absolutamente incoerente com a prática espírita o desejar de "Feliz Páscoa!", a comemoração de Páscoa em Centros Espíritas ou mesmo alteração da programação espírita nos Centros, em virtude de tais feriados católicos. E vejo a preocupação de expositores ou articulistas em abordar a questão, por força da data... Não há porque fazer-se programas de rádio específicos sobre o assunto, palestras sobre o tema ou publicar artigos em jornais só porque estamos na referida data. É óbvio que ao longo do ano, vez por outra, abordaremos a questão para esclarecimento ou estudo, mas sem prender-se à pressão e força da data.

Há uma influência católica muito intensa sobre a mente popular, com hábitos enraizados, a ponto de termos somente feriados católicos no Brasil, advindos de uma época de dominação católica sobre o país, realidade bem diferente da que se vive hoje. E os espíritas, afinados com outra proposta, a do Cristo Vivo, não têm porque apegar-se ou preocupar-se com tais questões.

Respeitemos nossos irmãos católicos, mas deixemo-los agir como queiram, sem o stress de esgotar explicações. Nossa Doutrina é livre e deve ser praticada livremente, sem qualquer tipo de vinculação com outras práticas. Com isso, ninguém está a desrespeitar o sacrifício do Mestre em prol da Humanidade. Preferimos sim ficar com seus exemplos, inclusive o da imortalidade, do que ficar a reviver a tragédia a que foi levado pela precipitação humana.

Inclusive temos o dever de transmitir às novas gerações a violência da malhação do Judas, prática destoante do perdão recomendado pelo Mestre, verdadeiro absurdo mantido por mera tradição, também incoerente com a prática espírita.

A mesma situação ocorre quando na chamada quaresma de nossos irmãos católicos, espíritas ficam preocupados em comer ou não comer carne, ou preocupados se isto pode ou não. Ora, ou somos espíritas ou não somos! Compara-se isso a indagar se no Carnaval os Centros devem ou não abrir as portas, em virtude do pesado clima que se forma???!!!... A Doutrina Espírita nada tem a ver com isso. São práticas de outras religiões, que repetimos respeitamos muito, mas não adotamos, sendo absolutamente incoerente com o espírita e prática dos Centros Espíritas, qualquer influência que modifique sua programação ou proposta de vida.

Esta abordagem está direcionada aos espíritas. Se algum irmão católico nos ler, esperamos nos compreenda o objetivo de argumentação da questão, internamente, para os próprios espíritas. Nada a opor ou qualquer atitude de crítica a práticas que julgamos extremamente importantes no entendimento católico e para as quais direcionamos nosso maior respeito e apreço.

Vemos com ternura a dedicação e a profunda fé católica que se mostram com toda sua força durante os feriados da chamada Semana Santa e é claro, nas demais atividades brasileiras que o Catolicismo desenvolve.

O objetivo da abordagem é direcionado aos espíritas que ainda guardam dúvidas sobre as três questões apresentadas no início do artigo. O Espiritismo encara a chamada Sexta-feira Santa como uma Sexta-feira normal, como todas as outras, embora reconhecendo a importância dela para os católicos. Também indica que não há procedimento algum para os dias desses feriados. E não há porque preocupar-se com o Senhor Morto, pois que Jesus vive e trabalha em prol da Humanidade.

E aqui, transcrevemos trecho do capítulo VIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, no subtítulo VERDADEIRA PUREZA, MÃOS NÃO LAVADAS (página 117 - 107ª edição IDE): "O objetivo da religião é conduzir o homem a Deus; ora, o homem não chega a Deus senão quando está perfeito; portanto, toda religião que não torna o homem melhor, não atinge seu objetivo; (...) A crença na eficácia dos sinais exteriores é nula se não impede que se cometam homicídios, adultérios, espoliações, calúnias e de fazer mal ao próximo em que quer que seja. Ela faz supersticiosos, hipócritas e fanáticos, mas não faz homens de bem. Não basta, pois, ter as aparências da pureza, é preciso antes de tudo ter a pureza de coração".

Não pensem os leitores que extraímos o trecho pensando nas práticas católicas em questão. Não! Pensamos em nós mesmos, os espíritas, que tantas vezes nos perdemos em ilusões, acreditando cegamente na assistência dos espíritos benfeitores, mas agindo com hipocrisia, fanatismo e pasmem, superstição .... quando não conhecemos devidamente os objetivos da Doutrina Espírita, que são, em última análise, a melhora moral do homem

PENSE ISSO! MAS PENSE AGORA.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Veja põe sudário na capa, mas quem sua sangue é a revista


O mundo da revista Veja caiu junto com o de Demóstenes, o Probo, Torres.

Investigação da PF na Operação Monte Carlo mostrou que foram mais de 200 ligações entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e Demóstenes. Mas também "mais de 200 telefonemas trocados entre ele [o contraventor Carlinhos Cachoeira] e o diretor da sucursal de Brasília da Veja Policarpo Jr".

E a revista esperneia, tateia e falseia como seu antigo ídolo. Demóstenes, inicialmente, disse estar tranquilo. O mesmo faz a Veja.

Mas a capa da revista mostra o oposto. Em vez de dar destaque ao caso, como seria o óbvio, pelo perfil da revista, Veja partiu para uma capa com o santo sudário. Mostrava assim o que ia em sua alma.

Escolheu uma, entre as 200 ligações, para defender seu diretor. Como fez no início Demóstenes, ao se apegar aos presentes de casamento.

Veja, como Demóstenes, sabe que está perdida. É questão de tempo até que apareçam as conversas entre Policarpo e o bicheiro, cuja quadrilha era formada por deputados, senadores, governadores, arapongas, jornalistas, policiais, empreiteiras (entre elas a Delta, a preferida do governador do Rio Sergio Cabral).

O Brito, do Tijolaço, fez uma excelente análise do caso.

A revelação do submundo de intrigas, grampos, chantagens, extorsões, matérias encomendadas ficou clara no diálogo em que o chefe da quadrilha, Carlinhos Cachoeira, fala de seu subordinado, Policarpo Jr., e da Veja:
- "[Estamos] Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos (furos de reportagem) já foram, rapaz? E tudo via Policarpo."


Talvez Cachoeira esteja certo e estejamos passando o Brasil a limpo - não pelas reportagens feitas por Policarpo, ele e Veja. Mas pela que será feita sobre essa parceria.

Cidadãos do Universo

Cidadãos do Universo
(Reynollds Augusto)


O conceito de cidadão é amplíssimo e sempre é considerado algo a mais do que apenas exercer os direitos políticos, como o de votar e ser votado e tudo mais, com esteira constitucional. 

Todos nós somos cidadãos do universo e o nosso papel, na existência, é de cumprir as leis naturais, cuja fonte é o criador. A academia chama isso de “Direito Natural”, que não pode ser modificado, pois representa a vontade suprema de Deus, que tudo cria com justiça e perfeição. Para determinada causa sempre irá gerar determinado efeito, sem mudanças. ”A cada um segundo suas obras”.

Os imortais já disseram ao professor Kardec que o homem é infeliz, quando se afasta das leis naturais e que tudo tem que ser restabelecido para que o “Céu e a Terra possam passar”. Ou seja, para que haja a promoção dos espíritos a um estado feliz é preciso que o homem se conscientize do seu papel de espírito imortal e viva a tese evangélica, que equilibra a vida, pois é a verdade, muitas vezes velada, mas perfeitamente bem entendida, com a vinda do Consolador Prometido por Jesus, que aportou no planeta no século XVIII. A Doutrina Espírita é esse Consolador que Jesus prometeu e que ficará conosco, até “o final dos tempos” que não existe, pois somos imortais.

O Direito social procura se aproximar do Direito Natural e essa aproximação se realiza quanto mais espirituais nos tornamos. É preciso entender que somos “um espírito, que tem um corpo e não um corpo que tem um espírito”. Isso é de fundamental importância para que façamos as melhores escolhas e não elejamos as ilusões como fim de vida.

Fixar o conceito de justiça na academia é complicado e o Direito tem que alcançar esse valor, para que realmente possa produzir leis justas com base no primado de Deus, tão bem explicado por grandes filósofos, mas profundamente detalhado por Jesus, o mestre da sabedoria. O Direito injusto é um pseudo-direito. Mas as leis privadas são frutos do nosso estado atual de consciência, que aprimora sempre e que atingirá o seu papel no momento certo.


“Não façais aos outros o que não quereríeis que vos fosse feito, mas fazei-lhe, ao contrário, todo o bem que está em vosso poder fazer-lhe.”( Allan Kardec)

Já é um bom começo.


PENSE NISSO! MAS PENSE DIREITO

domingo, 1 de abril de 2012

É Preocupante


Por Dom Henrique Soares, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju-SE

A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação.

Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente)fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.

Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende!

Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho… Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória…

Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família…

Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama… Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, te mos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social…

 E a telinha destruindo valores e criando ilusão…

E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas:
(1) assiste quem quer e quem gosta,
(2) a programação é espelho da vida real,
(3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial…

Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…

Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil! Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!

Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranqüilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado…

Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”

Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura!

Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa.

Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!

Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linhas de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.     
           
           
"Se você não for seletivo a mídia fará você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas e amar as pessoas que estão oprimindo"