Sales Lima entrou com representação na Justiça para que as
possíveis arbitrariedades sejam sanadas, e quer que o Ministério Público
(MP) faça uma análise profunda sobre o caso
Por Sousa Neto/Folha do Vale
Pouco mais de 6 mil candidatos inscreveram-se para o concurso público
da Prefeitura de Conceição, que está oferecendo 429 vagas para diversos
cargos e funções. Grande parte dos inscritos é do próprio município, e
as provas serão aplicadas no dia 26 de fevereiro, mas o estranho,
conforme o vereador Sales Lima (foto), é que a empresa responsável pelo
certamente, a Metta Concursos, decidiu aplicar parte das provas fora da
cidade, ou seja, em localidades distantes e diferentes, o que vai
sacrificar financeiramente muitos candidatos, que pagaram caro pela
inscrição e terão novas despesas para realizar o certame, segundo o
parlamentar mirim durante contato com a Folha (www.folhadovali.com.br).
De acordo com Sales, é lamentável que o cidadão local sacrifique-se para pagar caro a taxa de um concurso da Prefeitura do seu próprio município, e tenha que se deslocar a outra cidade para fazer as provas, sendo obrigado a gastar mais dinheiro, especialmente com transporte e alimentação. “Muitas pessoas que se inscreverem aqui não tinham nem o dinheiro da taxa, e precisaram tomar emprestado, e agora precisarão arrumar mais dinheiro para se deslocar a Itaporanga ou Diamante, enquanto que a empresa arrecadou mais de 300 mil reais com as inscrições”, lamentou o parlamentar mirim, ao acrescentar que é falsa a justificativa da empresa de que Conceição não tem espaço para acomodar todos os candidatos. “Esse argumento não procede porque nós temos aqui na cidade seis escolas grandes, além do prédio do Peti e duas escolas particulares: temos espaço suficiente para a realização do concurso sem precisar de outras cidades”.
Sales também está preocupado com boatos que tomam conta das ruas indicando que o concurso será um jogo de cartas marcadas. “Há gente por aí dizendo que já está com o emprego garantido, e é preciso que isso seja apurado”, comentou o vereador. No entanto, o que mais o revolta é outra suposta irregularidade por já ter sido consumada, segundo ele: é que a prefeita Vani Braga, acatando emenda da maioria dos vereadores, retirou do projeto inicial do concurso as vagas abertas para garis.
“A prefeita disse que não iria fazer concurso para garis porque eles são analfabetos, e aí eu pergunto: e o concurso só é dirigido aos analfabetos? E as demais pessoas que queriam concorrer ao serviço vão ficar com o seu direito prejudicado”, questionou Sales Lima, informando que a Prefeitura pretende terceirizar a limpeza pública, o que, conforme ele, é outra irregularidade, em virtude da terceirização onerar exorbitantemente os cofres público e oportunizar a contratação de garis por critérios políticos: “E é exatamente isso que a prefeita quer, por isso que retirou as vagas destinadas ao setor”.
O vereador entrou com uma ação popular na Justiça na tentativa de sanar as irregularidades que acredita existirem no projeto que instituiu o certame, mas enfatiza que não é contra o concurso. “Eu sou contra é a forma como ele está sendo feito, mas se o Ministério Público e a Justiça entenderem que está tudo certo, eu aceito, mas, do contrário, as irregularidades terão que ser reparadas”, comentou Sales.
Ele acredita que antes da realização do concurso a Justiça deverá se pronunciar. “Para isso só está faltando o parecer do Ministério Público, e eu chamo atenção da Promotoria para fazer uma análise profunda sobre a questão, até porque se trata de um assunto sério e que diz respeito à sobrevivência e o destino de muita gente”, argumentou.
De acordo com Sales, é lamentável que o cidadão local sacrifique-se para pagar caro a taxa de um concurso da Prefeitura do seu próprio município, e tenha que se deslocar a outra cidade para fazer as provas, sendo obrigado a gastar mais dinheiro, especialmente com transporte e alimentação. “Muitas pessoas que se inscreverem aqui não tinham nem o dinheiro da taxa, e precisaram tomar emprestado, e agora precisarão arrumar mais dinheiro para se deslocar a Itaporanga ou Diamante, enquanto que a empresa arrecadou mais de 300 mil reais com as inscrições”, lamentou o parlamentar mirim, ao acrescentar que é falsa a justificativa da empresa de que Conceição não tem espaço para acomodar todos os candidatos. “Esse argumento não procede porque nós temos aqui na cidade seis escolas grandes, além do prédio do Peti e duas escolas particulares: temos espaço suficiente para a realização do concurso sem precisar de outras cidades”.
Sales também está preocupado com boatos que tomam conta das ruas indicando que o concurso será um jogo de cartas marcadas. “Há gente por aí dizendo que já está com o emprego garantido, e é preciso que isso seja apurado”, comentou o vereador. No entanto, o que mais o revolta é outra suposta irregularidade por já ter sido consumada, segundo ele: é que a prefeita Vani Braga, acatando emenda da maioria dos vereadores, retirou do projeto inicial do concurso as vagas abertas para garis.
“A prefeita disse que não iria fazer concurso para garis porque eles são analfabetos, e aí eu pergunto: e o concurso só é dirigido aos analfabetos? E as demais pessoas que queriam concorrer ao serviço vão ficar com o seu direito prejudicado”, questionou Sales Lima, informando que a Prefeitura pretende terceirizar a limpeza pública, o que, conforme ele, é outra irregularidade, em virtude da terceirização onerar exorbitantemente os cofres público e oportunizar a contratação de garis por critérios políticos: “E é exatamente isso que a prefeita quer, por isso que retirou as vagas destinadas ao setor”.
O vereador entrou com uma ação popular na Justiça na tentativa de sanar as irregularidades que acredita existirem no projeto que instituiu o certame, mas enfatiza que não é contra o concurso. “Eu sou contra é a forma como ele está sendo feito, mas se o Ministério Público e a Justiça entenderem que está tudo certo, eu aceito, mas, do contrário, as irregularidades terão que ser reparadas”, comentou Sales.
Ele acredita que antes da realização do concurso a Justiça deverá se pronunciar. “Para isso só está faltando o parecer do Ministério Público, e eu chamo atenção da Promotoria para fazer uma análise profunda sobre a questão, até porque se trata de um assunto sério e que diz respeito à sobrevivência e o destino de muita gente”, argumentou.











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