segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Relembrando o Parque Lima e a rádio de Crispim

Mercado Público Muunicipal demolido na adm. de Sinval Pinto
Quem hoje cinquentão não lembras do serviço de som do Parque Lima, que a minha época era montado ao lado mercado público de Itaporanga, na av. Pedro Américo, atualmente a av. Soares Madruga.

O saudoso Crispim Pessoa, um dos pioneiros na radiodifusão em nossa ciodade, gosta e tocava muito esta música na rádio Cruzeiro do Sul, quem não lembra?

domingo, 30 de outubro de 2011

DIA DE FINADOS. QUE FINADOS?

O DIA DE FINADOS. QUE FINADOS?
( Reynollds Augusto)


Há um erro evidente na comemoração do Dia de Finados. Em verdade o termo não expressa a pura verdade. Finados, tem relação com fim, com término e definitivamente a individualidade pensante, que sente e pensa,  não se finda com o corpo.
Sabemos , como disse o pensador, que  “nada na natureza se perde  e tudo se transforma”. Deus é um reciclador e é justo que devolvamos à Terra  os elementos químicos que constituem o nosso corpo físico, que foram evidentemente retirados , como empréstimo, à  sua formação. Usamos o corpo físico como  instrumento para o aperfeiçoamento do espírito e os espíritos somos todos nós.
"Morre" é mudar de lugar e os nossos parentes e amigos estão tão vivos como antes. Ou melhor, mais vivos,  pois eles têm a real dimensão do que é realmente a vida . Eles vêem do alto da montanha e quem está no alto divisa melhor a paisagem. Há um texto interessante que retrata essa questão da existência , do CD Momento Espírita, que trata desse tema. Vou democratizar para todos vocês. Vamos lá:...

PARTIDA E CHEGADA
Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.
O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.
Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: Já se foi.
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós.
Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.
O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.
E talvez, no exato instante em que alguém diz: Já se foi, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: Lá vem o veleiro.
Assim é a morte.
Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: Já se foi.
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.
Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.
E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: Já se foi, no mais Além, outro alguém dirá feliz: Já está chegando.
Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.
Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.
A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.
Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da Imortalidade que somos todos nós.
*   *   *
Victor Hugo, poeta e romancista francês, que viveu no Século XIX, falou da vida e da morte dizendo:
A cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante.
Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou.
Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: Meu dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: minha vida acabou.
Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte.
O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente.
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA E NÃO SE ESQUEÇA