quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A FUGA DO QUE NÃO SE PODE FUGIR

A FUGA DO QUE NÃO SE PODE FUGIR

(Reynollds Augusto)





Infelizmente as religiões não têm informado aos seus profitentes de que ninguém consegue fugir da vida e que a saída súbita do corpo, por meio do suicídio, ou autocídio é um equívoco que traz sofrimentos atrozes e profundamente morais. No Vale do Piancó, vez por outra alguém decide sair por essa via transversa e, mais recentemente, os noticiosos se referem ao jovem padre de Santa Luzia, Jerônimo Leopoldino de Medeiros Neto, de 33 anos, que teria cometido suicídio, depois de dias sem que se soubesse do seu paradeiro. Segundo a Polícia Civil, os parentes informaram, em depoimento, que o padre estava afastado de suas funções porque vivia em fase de depressão. (G1-Paraiba)

A depressão é uma “dor danada de doer”, consumindo o interior e nos impelindo a não racionalizar sobre a vida. O fenômeno pode acontecer com qualquer um e foi por isso que Jesus, o mestre dos mestres, nos deu uma dica interessante, para que vigiemos os nossos pensamentos, que nem sempre são só nossos e sim nos são sugeridos: “Orai e vigiai para não cairdes em tentação”.

O professor Allan Kardec, certa feita, fez uma pergunta peculiar aos espíritos responsáveis pela formação da Codificação espírita: Os espíritos influenciam em nosso pensamento? R. Influenciam de tal forma, que por vezes são eles que vos dirigem.

Dessa forma é preciso estar monitorando o que pensamos e fazendo juízo de valor sobre o que vem à mente, para que não deixemos levar pelos impulsos tristes que nos tragam dor. Se há uma triste poluição de gazes que faz sofrer o nosso planeta, a poluição mental é maior ainda e os psiquismos dos encarnados e desencarnados podem sintonizar com os nossos pensamentos, principalmente quando estamos escolhendo os caminhões equivocados, com base em nosso sentimento de orgulho e egoísmo.

O bom desse fenômeno é que , quando estamos sintonizados com o bom e o belo, no dizer do filósofo grego Sócrates, também somos influenciados positivamente por mentes iluminadas. Daí aquela velha assertiva bem válida: “me digas o que pensas, que te direi que tipo de espíritos anda contigo”. O Espírito Emmanuel já disse algo bem interessante, por meio de Chico Xavier: ““nossas emoções, pensamentos e atos são elementos dinâmicos de indução.”

A depressão é um sentimento íntimo de impotência e ele sempre esteve presente na sociedade humana,pois somos um planeta atrasado espiritualmente e a maioria dos seres que aqui habitam, são espíritos comprometidos com as leis de Deus e que têm mais uma chance dada pela Divindade para a reabilitação dos erros cometidos, para que haja a depuração, fim de todos nós, pois “nenhuma só das ovelhas do meu Pai se perderá”. O danado é que quando volvermos à matéria somos levados pelas ilusões e o mundo dita normas e valores absurdos, que os incautos não conseguem processar.

Segundo a veneranda Joana de Angelis, a nossa cultura contemporânea, utilitaristas, consumista, leva o ser humano a perder a sua identidade. Não sabemos o que somos e pensamos que o nosso valor é dado pelo que possuímos e como a busca do ter e sempre mais ter, não satisfaz o âmago, vez por outra optamos por fugir da vida e nos deparamos com a vida que segue sempre, agora com mais comprometimento, pois seremos responsabilizados pelo uso errado do livre arbítrio “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”. Outros vão á procura de uma fuga em vida, que não mata imediatamente, mas que mata aos poucos. São os que optaram pelo uso da droga, outra fuga equivocada.

Há uma solução para tudo isso. Se preparar para não deixar que esse sentimento, natural no ser humano, e que vez por outra surge em nossas vidas, se prolongue e dessa forma possa se transformar em uma patologia. Tudo passa, até a própria vida e não adianta apressar. Um meio para se proteger desses altos e baixos é seguir a proposta de Jesus, sem pieguice e procurar a alegria de viver , que é o resultado da saúde espiritual conquistada. A Doutrina Espírita, como poucas filosofias, é uma saída. Uma estratégia simples é colocar, em letras garrafais, na porta do quarto, aquela eterna mensagem de Maria de Nazaré a Chico Xavier, quando estava sofrendo nas provações da vida:

“Isso também passara”.



PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO