sábado, 20 de novembro de 2010

Primeiro Curso Superior de Espiritismo no Brasil

Primeiro Curso Superior de Espiritismo no País
( De Reynollds enviado por Ademar)



Começa a funcionar no ano que vem o primeiro curso superior de Teologia Espírita do Brasil. O estudo da doutrina dos

espíritos, codificada pelo educador e pesquisador francês Alan Kardec

(1804-1869) há um século e meio, não será mais exclusividade dos centros

espíritas espalhados pelo País. A partir do ano que vem os adeptos da

doutrina poderão estudá-la, com direito a diploma, beca e tudo o mais que

uma graduação universitária dá direito. Foi o que decidiu o Ministério da

Educação ao autorizar em setembro o funcionamento do primeiro curso de

bacharelado em Teologia Espírita do Brasil, que será ministrado na

Faculdade Dr. Leocádio José Correia, em Curitiba (PR).

“A idéia do curso é

formar não só bacharéis, mas também pesquisadores do espiritismo”, diz

Maury Rodrigues da Cruz, presidente da Sociedade Brasileira de Espiritismo

e idealizador do curso de quatro anos. As inscrições para o vestibular

estarão abertas até 13 de dezembro e os candidatos que disputarão as 100

vagas oferecidas terão de passar também por uma entrevista com

especialistas. “É uma forma de avaliarmos melhor os interessados,

assegurando o ingresso de pessoas realmente comprometidas com a pesquisa”,explicaCruz.



As bases da doutrina são a

crença num Deus Único, criador de todo o Universo, e na imortalidade do

espírito, que evolui sempre, por meio de várias encarnações. Um dos objetivos do curso é a

análise do espiritismo em suas linhas religiosa, filosófica e científica.

A existência da alma, sua sobrevivência ao transe da morte e os fenômenos

mediúnicos compõem um universo ainda pouco estudado nas rodas acadêmicas.

“É preciso dar massa crítica e

espírito investigativo à obra de Kardec”, analisa Cruz. Nicete Bruno,

espírita desde a juventude, aprova a criação da universidade. “No âmbito

coletivo, o estudo dos fundamentos espíritas contribuirá para

desmistificar muitos aspectos do espiritismo. E quem se habilitar a fazer

a faculdade com certeza ganhará muito em autoconhecimento”, afirma a

atriz.

O espiritismo surgiu na França no século XIX e tem no Brasil

hoje sua maior comunidade. Segundo o último censo do IBGE são 2,34 milhões de adeptos. Como estima-se que os espíritas assumidos em todo

o planeta não passem de 15 milhões, pode-se dizer que o Brasil é o país do

espiritismo. Foi também em solo brasileiro que viveu

Francisco Cândido Xavier (1910-2002), considerado o mais produtivo médium

espírita. Em sua longa vida, Chico Xavier, como era conhecido, psicografou

418 títulos sob inspiração do espírito Emmanuel. Seus livros

correram o mundo e chegaram ao volume de 25 milhões de exemplares

vendidos.

Não pensem os mais afoitos, no

entanto, que a escola é uma versão brasileira de Hogwarts, a escola de

formação de bruxos dos livros e filmes de Harry Potter, personagem criado

pela britânica J.K.Rowling. A essa turma, o criador do

curso Maury da Cruz manda um recado: “Não vamos formar bruxos, videntes ou médiuns, muito menos ensinar a ver fantasmas”, brinca

ele.





Se quiser saber mais, entre no site: www.falec.br

Cordão Azul

Cordão Azul

(Reynollds Augusto)



Essa semana precisei viajar a João Pessoa para resolver assuntos particulares e me ausentei da “vida em movimento” publicitada pelos sites de nossa terra. Ao voltar recebi a incumbência de dar publicidade a festa da nossa querida padroeira “Nossa Senhora da Conceição” que é realizada todo fim de ano, fechando o nosso calendário.

Uma amiga da família, católica fervorosa, me pediu para escrever algo que colocasse em evidência o “Cordão Azul”, que com o “cordão vermelho”, se empenham em carrear recursos para a paróquia. As luzes no fim de ano se apagam em Itaporanga com a festa da padroeira, no início do ano, apesar da passagem universal só se dá mesmo no final do ano, com as velhas promessas que são intenções de impulso à mudança pessoal. E tem cada uma!

É hábito de nossos irmãos católicos se movimentarem com veemência para adquirir recursos na mantença dos seus projetos religiosos. O nosso Cristo Rei, sonho do saudoso Padre Zé, teve uma grande parte financiada por essa festa tradicional e hoje ele abraça a nossa terra amada com os seus longos braços de aconchego. É um monumento turístico que precisa ser cada vez mais evidenciado. É um monumento religioso que, para os católicos, representa o orgulho do grupo e relembra a memória do educador Padre Zé, que muito fez por nossa Terra.

O Cristo Rei está localizado no cume de uma das Serras do Cantinho e nos dá uma visão privilegiada de Itaporanga e de toda a região. É um cenário mágico e aconselho você a ir pelo menos uma vez por semana visitá-lo e receber um banho de natureza e ver o nascer ou o por do sol, ao som de grandes clássicos que poderá ser ouvido pelo Celular ou Mp3. É uma junção perfeita: beleza natural de Deus e acompanhamento clássico para musicar a nossa vida. A verdadeira música é terapia para alma. Lá as dificuldades se minimizam. De preferência vá caminhando pelo sítio do cantinho. São trilhas lindas. Nada de ir de carro, pois estará perdendo e muito.

Ernesta me forneceu a seguinte conta poupança para que os itaporanguense de todo o mundo possam ajudar: PASTORIL CORDÃO AZUL. CONTA POUPANÇA n°23.747-7, 01 OU 91, AG 2176-8, BANCO DO BRASIL. Você que está distante de nossa cidade (ou aqui mesmo) ajude aos irmãos católicos a financiar os seus projetos religiosos. Mesmo distante, esteja presente. O católico, podendo, não se pode furtar desse compromisso.

Mas eu sempre gostei da Festa da Padroeira desde meninote e naquela época, que está gravada no éter de nossa região e na consciência individual de cada um, nunca se apagará, mesmo quando a morte do corpo físico se apresenta, pois se vive momentos imorredouros que jamais se esquece. E o fenômeno acontece devido estarmos no período da adolescência em que Para todos, tudo é poesia. As gatas daquele tempo eram escolhidas para representar os dois cordões e confesso a vocês que a festa era bem mais animada. Figuras importantes, de então, estavam sempre presentes para dar o suporte financeiro ao evento. Hoje a maioria deles já se encontra na pátria espiritual, voltaram para a erraticidade, que é o lugar em que o espírito retorna, ao desencarnar, antes de reencarnar mais uma vez para cumprir o seu papel evolutivo em direção a Deus. Afinal, Jesus já dissera que “ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo”. Isso é reencarnação. Uma “vidinha” de uns míseros cem anos não dá para se purificar e muitos até agravam a sua situação buscando as ilusões da Terra. Foi por isso que Jesus afirmou que “nenhuma das ovelhas do meu Pai se perderá” e isso acontece porque não existe inferno ou castigos tenebrosos, pois ele nos deu a reencarnação para a corrigenda. Como também não existe o folclórico “coisa ruim”, esperando que você erre para depois virar tostadinho no inferno. É claro que quem é recalcitrante no erro volta com mais dificuldades, mas temos a imortalidade para a correção de atos e pensamentos e amando ou sofrendo aprenderemos a não errar mais.

A palavra Pastoril é própria de pastor, que diz respeito à vida de pastor e segundo o dicionário se trata de um folguedo popular que se representa, entre o Natal e a festa de Reis, em tablado ao ar livre, onde aparecem, além de uma personagem masculina jocosa, o Velho, algumas figuras femininas que dançam as pastoras ou pastorinhas. Aqui não me lembro da figura do velho, deve ser porque temos o hábito salutar de regionalizar tudo. Mas me lembro do saudoso Ademar Augusto e do também saudoso André “brigando” para saber quem chamava mais a atenção dos “ricassos” presentes, para comprar as galinhas assadas. Meu pai, Ademar, era um fiel defensor anual do Cordão Azul e deve der por isso que eu sempre me inclinei a torcer por essa cor, como agora. Os vozeirões de Ademar e André ainda podem ser ouvidos por todos nós, conclamando os presentes a arrematarem as galinhas.

- Quem dá mais...

A praça iluminada, o cheiro de juventude no ar, os famosos rolos de cana- de- açúcar que faziam a festa da meninada e as pipocas, a alegria da garotada.

Em certo momento atraído pela curiosidade de comer uma galinha assada, resolvemos reunir um grupo de 20 garotos, amigos de infância da Pedro Américo e juntar as miseras mesadas que os nossos pais nos forneciam para arrematar uma daquelas apetitosas fêmeas do galo. Mas nossa esperança ia sempre por água a baixo, com o próximo arrematante que nos humilhava vergonhosamente.

- A turma da Pedro Américo vai ficar calada?

E ficávamos.

Foi que de outra vez o meu amigo Veiza disse que iríamos ate o fim na próxima rodada.

- Mas não temos dinheiro!

- Mas ninguém sabe disso.

- Mas assim vamos presos.

- Vamos nada!

E a nova rodada começou e os preços cada vez mais altos e nós sempre cobrindo. E eu com medo escapulindo.

- Né “ome” não rapaz! Volta e senta aqui.

- (...)

A nossa sorte é que tinha um grupo de família que estava disposta a levar a galinha e sempre colocava dinheiro a mais e quando o preço estava muito alto e os locutores, já desconfiados da molecada e de Veiza, amarelamos. E não se deu mais nenhum lance. Fomos salvos pela a grande família: “vendido a Família aqui próximo ao palanque”. Mas pelos menos usamos do ardil para que a paróquia ganhasse mais dinheiro em uma só galinha.

Ajude o Cordão Azul: PASTORIL CORDÃO AZUL. CONTA POUPANÇA n°23.747-7, 01 OU 91, AG 2176-8, BANCO DO BRASIL.



PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.

domingo, 14 de novembro de 2010

DESCENDO À RUA PEDRO AMÉRICO

DESCENDO A PEDRO AMÉRICO

(Reynollds Augusto)



Nunca me acostumei em chamar a Avenida Pedro Américo de Soares Madruga. Nada de especial, é que o nome Pedro Américo está gravado no meu psiquismo da época de criança e adolescente e foi nesse tempo, que não existe mais, que a nomenclatura sempre foi usada. Era a melhor Rua de Itaporanga, dizia a molecada. E era mesmo. Por lá brincamos, brigamos, suamos e construímos amizades que perduram até hoje. Vez por outra, para que a tese prevalecesse, as tribos de ambos as ruas, Getúlio Vargas e Pedro Américo, se digladiavam para saber quem seria a melhor rua. Quem perdesse, dava o braço a torce e poucas vezes isso acontecia com a molecada da Pedro Américo. O ruim é que apesar de ter batido muito na molecada da Getúlio Vargas, provando a nossa tese, ainda de quebra, ao chegar a casa, levava uma surra da mãe, que com o psicólogo sempre pendurado por trás da porta, tentava nos mostrar que a nossa tese era fajuta. Coisa de criança. E haja peia dos dois lados.

Quantas vezes reuníamos toda molecada aos dias vinte de cada mês para participarmos das girandas de fogos de artifícios, comemorando o dia do “meu Padim Ciço Romão”. Era uma zoada danada. As comunidades dos sítios da redondeza vinham em caravana para a festa do padre e depois, que ninguém era de ferro, iam participar das festas mundanas. E haja forró, mas forró de verdade. A cidade nesse dia era movimentada e todo mundo ganhava: os religiosos e os comerciantes. A famosa banda de pífanos, que já chegava de manhazinha, não existe mais. Quantas vezes a molecada a acompanhava pelas ruas da cidade, ajudando os “instrumentistas” a ganhar um trocadozinho. Ao voltar para casa e dizer a mãe onde estava, era “peia” de novo. Fazer o que?

Hoje essa cultura está se dispersando e são poucas as pessoas que comemoram o dia do Padre Cícero. Quantas vezes em que a procissão estava no contorno da Pedro Américo próximo à casa de Letícia, os moleques faziam sua própria procissão e com velas nãos mãos acompanhavam a multidão cantando aqueles hinos inesquecíveis:

- “Minha santa beata mocinha, eu vim aqui visitar meu padrinho… meu padrinho fez uma viagem e deixou juazeiro Sozinho” (…) (e cantávamos quase gritando)

Depois de acompanhar a procissão, ao chegar em casa o psicólogo entrava em cena novamente.

- Menino eu já não disse para respeitar a fé nas pessoas. E haja peia. Mas tinha jeito não.

Mas hoje eu desci a Rua Pedro Américo em direção à casa de minha amada mãe para lhe dar um cheiro e eis que quem me chama, com a sua veneranda mãe Dona Branca, sentados, foi o escritor e amigo Paulo Conserva. Conversar com Paulo é ter aula de história política, de luta, de perseverança de visão consciente da realidade brasileira. Brincou dizendo que ia convidar Dona Branca para ser candidata a vereadora. Sorrimos…

Falamos dos grandes líderes da nossa História e ele fundamentou dizendo que na verdade, na verdade, Fidel foi injustiçado pela crítica capitalista. Ele que nasceu em família abastarda e foi devidamente educado, tornou-se revolucionário por convicção e não por necessidade social…

Falamos bastante.

Mas a Rua Pedro Américo teve e tem um papel importante em nossa cidade. De uns tempos para cá tenho notado que o comercio está sorrateiramente se instalando por lá. Como a cidade cresce economicamente, por obra da iniciativa privada, a cidade está mudando a sua feitura original, de outrora, e não há como deter a força do progresso. Ficaram as lembranças, os momentos, as alegrias que não se perdem. As novas gerações se preocupam com outras coisas e algumas sem graça e sem interatividade social, como brincar com o computador, com uma máquina. Talvez seja por isso que as amizades verdadeiras estão se perdendo no congelamento dos sentimentos. Amigo verdadeiro para se guardar no lado esquerdo do peito, como diz a música, está desaparecendo.



Viva Pedro Américo!

Viva Soares Madruga!



PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA.