quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Provas da Reencarnação

Provas da Reencarnação
                     ( do Portal do Espírito)

 
Em princípio, o esquecimento das existências anteriores é uma das conseqüências da reencarnação. Todavia, esse esquecimento não é absoluto. Entre muitas pessoas, o passado se encontra sob a forma de impressões, senão de lembranças precisas. Essas impressões influenciam por vezes os nossos atos que não provêem nem da educação, nem do meio, nem da hereditariedade. Nesse número podemos classificar as simpatias e as antipatias súbitas, as intuições rápidas, as idéias inatas. Basta nos interiorizarmos, estudarmo-nos com atenção, para reencontrarmos em nossos gostos, nossas tendências, nos traços de nosso caráter, numerosos vestígios desse passado. Infelizmente, poucos entre nós, se entregam a esse exame de uma maneira metódica e atenta.

Há mais. Pode-se citar, em todas as épocas da história, um certo número de homens que, graças a disposições excepcionais de seu organismo psíquico, conservaram lembranças de suas vidas passadas. Para eles, a pluralidade das existências não é uma teoria; é um fato diretamente percebido.

É um fato bem conhecido que Pitágoras lembrava-se de pelo menos três de suas existências e dos nomes que tinha em cada uma delas: ele declarava haver sido Hermotine, Euphorbe e um dos Argonautas. Júlio, dito o Apóstata, tão caluniado pelos cristãos, mas que foi, em realidade, uma das grandes figuras da história romana, se recordava de haver sido Alexandre da Macedônia. Empédocles afirmava que, quanto a ele, "se lembrava de haver sido sucessivamente rapaz e moça.

Na Idade Média, encontramos esta faculdade em Jérôme Cardan.

Entre os modernos, Lamartine declarou, em sua Viagem ao Oriente, haver tido reminiscências bastante nítidas de um passado distante.

Às reminiscências de homens, ilustres nas maior parte, é preciso acrescentar aquelas de um grande número de crianças.

Aqui, o fenômeno se explica facilmente. A adaptação dos sentidos psíquicos ao organismo material, a partir do nascimento, se opera lenta e gradualmente. Ela não está completa senão aos sete anos; mais tarde ainda em certos indivíduos.

Até essa época, o espírito da criança, vive ainda, em certa medida, a vida do espaço. Ele desfruta de percepções, visões que impressionam por vezes o cérebro físico com clarões fugidios. É assim que pudemos recolher de certas bocas juvenis alusões às vidas anteriores, descrições de cenas e de personagens que não tinham nenhuma relação com a vida atual desses jovens seres.

Essas visões, essas reminiscências se esvanecem geralmente com a idade adulta, quando a alma da criança entra em plena posse de seus órgãos terrestres. Então, é em vão que se interroga sobre essas lembranças fugazes. Toda transmissão das vibrações perspirituais cessaram; a consciência profunda se tornou muda.

Entretanto, a despeito das dificuldades materiais, vê-se produzir em certos seres, desde idades bem tenras, faculdades de tal modo superiores e sem nenhuma relação com as de seus ascendentes, que não se pode, malgrado todas as sutilezas da casuística materialista, relacioná-las a alguma causa imediata e conhecida.

Freqüentemente temos citado o caso de Mozart, executando uma sonata ao piano com quatro anos e, aos oito, compondo uma ópera. Paganini e Teresa Milanollo, ambos crianças, tocavam violino de maneira maravilhosa. Liszt, Beethoven e Rubinstein foram aplaudidos aos dez anos. Miguel Ângelo e Salvador Rosa revelaram, repentinamente, terem talentos improvisados. Pascal, aos doze anos, descobriu a geometria plana, e Rembrandt, antes de saber ler, desenhava como um grande mestre.

Henri de Heinecken, nascido em Lübeck em 1721, fala quase ao nascer. Aos dois anos, sabia três línguas. Aprendeu a escrever em poucos dias e logo se exercita para pronunciar pequenos discursos. Aos dois anos e meio, se submeteu a um exame de geografia e história, antiga e moderna. Vivia apenas do leite de sua ama de leite; tentou-se desmamá-lo, ele se depauperou e faleceu em Lübeck no dia 27 de junho de 1725, no curso de seus cinco anos, afirmando suas esperanças na outra vida. "Ele estava, dizem as Memórias de Trevoux, delicado, enfermo, freqüentemente doente." Este jovem fenômeno teve a plena consciência de seu fim próximo. Falava com uma serenidade pelo menos tão admirável quanto a sua ciência prematura, e queria consolar seus pais dirigindo-lhes encorajamentos retirados de suas crenças comuns.

O professor Ian Stevenson, diretor do departamento de psicologia da Universidade de Charlotesville (Estado de Virgínia) levantou mais de 1600 casos de regressão a vidas anteriores. Os vinte mais flagrantes entre eles foram reportados em sua obra : 20 casos sugerindo o fenômeno da Reencarnação.

A possibilidade de trazer à consciência de um indivíduo em transe as lembranças anteriores ao nascimento foi assinalada pela primeira vez no Congresso Espírita de Paris, em 1900. O coronel de engenharia A. de Rochas, antigo administrador da Escola Politécnica, se ocupou bastante desse gênero de experimentação; ver em seu livro: As Vidas Sucessivas.

Vale anotar:

Pode-se citar como provas da reencarnação : as reminiscências e as lembranças, as reconstituições das vidas anteriores sob hipnose e as faculdades incríveis dos pequenos « gênios ».

Para saber mais:

La Réincarnation de Gabriel Delanne (ch. XIII, Vue d’ensembles des arguments qui militent en faveur de la Réincarnation)

O Problema do Ser e do destino Léon Denis (2ª parte, cap. XIV, As Vidas sucessivas. Provas experimentais. Renovação da memória)

O Problema do Ser e do destino Léon Denis (2ª parte, cap. XV, As Vidas sucessivas. As crianças prodígios e hereditariedade)

Spiritualisme vers la lumière de Louis Serré (Vivons-nous plus d’une vie ?, page 106)

Les Cathares et la Réincarnation du Dr Guirdham

20 cas suggérant le phénomène de la réincarnation de Ian Stevenson

Les vies successives de A. de Rochas

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Um Artista Passou em Itaporanga

Um Artista Passou em Itaporanga
(Reynollds Augusto Cabral)


Todos nós somos espíritos em evolução e no caminhar da vida vamos adquirindo experiências e somando conquistas à nossa individualidade, que o resultado da soma das personalidades que experimentamos ao longo dos milênios. E nesse caminhar contínuo vamos aprendendo, evoluindo, se aperfeiçoando. Vamos adquirindo valores e conquistando virtudes até nos tornamos espíritos puros. Isso leva tempo, que na verdade não existe.

Um fato interessante de ser analisado são os nossos “dons”, que no fundo não são dons, porque se assim fosse seria uma preterição divina em que o Pai daria a uns seus poucos filhos o que não dera a outros. Deus é justo e não aparelha um seu filho com algo a mais que o outro, pois fomos criados “simples e ignorantes” e o resto é por nossa conta e inclusive foi assim com o próprio Jesus, que chegou aonde chegou por esforço próprio. A teologia tradicional foi quem inventou essa estória de que ele seria “Pai, Filho e Espírito Santo”. Uma trindade. Isso é muito confuso. Deus na verdade é Pai, mas poderia ser mãe, pois espírito não tem sexo. Ele é filho, como nós também somos filhos e é espírito santo, como um dia todos nós o seremos no processo de evolução contínuo, então Jesus era filho e espírito santo devido ter conquistado esse valor e nós somos filhos e um dia seremos espíritos santos, pois estamos progredindo dia a dia.

Mas, conheci um homem em Itaporanga que detinha muitas conquistas ao longo se sua jornada evolutiva e principalmente na área das artes. Estou me referindo a FERNÃO DIAS DE SÁ. Um pintor inato, pois sem nunca ter feito escola de artes pintava quadros que dava inveja a qualquer Picasso. Os detalhes, as formas, a beleza das expressões nos dava a sensação de que as suas pinturas estavam vivas. Quantas vezes solicitamos seus desenhos para que pudéssemos ministrar aulas dos precursores do espiritismo, como Sócrates, por exemplo, e os desenhos eram apresentados com uma fidelidade incrível. Fernão também era “engenheiro” e projetava construções que deixava qualquer um estupefacto e nunca entrou em qualquer academia, simplesmente trazia esse “dom” consigo resultado de um longo processo evolutivo. Fernão era astrônomo e tinha um observatório em sua casa, precisamente em uma laje vizinho ao seu dormitório. Já fui alguma vezes a seu convite observar as estrelas. Era um show!

Eu gosto de pessoas que vêem as estrelas, que se ensimesmam com o espetáculo da criação, cantando as graças de Deus. A maioria de nós somos autômatos sociais e vivemos impulsionados pela rotina social que afasta o homem de filosofar sobre a vida e procurar repostas básicas para perguntas profundas como: quem sou eu, de onde vim, o que estou fazendo aqui, para onde vou depois da morte do corpo físico. Isso sim faz a diferença e permitiria que nós, eu e você, vivêssemos com mais qualidade de vida.

Mas depois da passagem de Fernão eu fico aqui refletindo sobre o que será que a família irá fazer com tantas obras de artes belas. Existem desenhos da Itaporanga velha de guerra, em que eu ainda eu nem tinha nascido, como a rua da gaveta, a velha casa amarela de Luiz Leite Guimarães no alto das neves e etc. Expressões faciais impressionantes. Paisagens, casas, monumentos. São retratos de um tempo.

É uma pena que a nossa Itaporanga nova, não disponha de alguma galeria pública de arte, em que tais preciosidades pudessem ser admiradas por todos e preservada pelo Estado. É uma pena que não podemos, aqui em nossa Terra, dar um fim útil a produção de vida de Fernão. O mago da arte. Resta-nos a esperança de que a família seja inspirada para que possa preservar toda essa beleza de gênio e quem sabe criar até uma fundação com o seu nome para permitir que outros artistas desenvolvam esse “dom” que é um conquista do espírito imortal.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA.