sábado, 12 de junho de 2010

Para Evitar Surpresas




Para evitar surpresas




( Richar Simonetti)






Preocupada com a possibilidade de ser enterrada viva, perguntava-me a jovem:– Se acordar na sepultura, o que acontecerá comigo?– Vai morrer, minha filha. – Meu Deus! Por quê?– Encerrada no caixão, dentro da sepultura, em breves minutos faltará oxigênio. Não se preocupe. Você irá desta para melhor sem necessidade de atestado de óbito, velório, rezas… Tudo providenciado por antecipação.



***



Se você, leitor amigo, apavora-se ante essa perspectiva, é simples resolver.Peça que coloquem um telefone celular no caixão.Se acordar, ligue para casa.Apenas tenha cuidado ao comunicar-se com o familiar. – Alô.– Socorro! – Quem fala?– Sou eu!– Eu, quem?– Seu marido.– Ooooh!…– Chamem a ambulância! Mamãe sofreu uma síncope!



***



A tafofobia, o medo de ser enterrado vivo, costuma ser relacionada com narrativas de horror, envolvendo cadáveres exumados, que se apresentam arranhados ou virados no caixão, sugerindo que acordaram na sepultura.Talvez, no passado, até acontecesse, principalmente por ocasião de batalhas ou epidemias. Havia tanta gente para enterrar, que nem sempre os coveiros improvisados percebiam que o suposto defunto estava vivo.Em circunstâncias normais não há a mínima possibilidade.Nenhum morto acorda na sepultura. Há, sim, o transe letárgico, que imita a morte.O coração assume ritmo indolente, perto de dezoito batimentos por minuto; o fluxo sanguíneo torna-se lento, o indivíduo fica com aparência de morto, podendo até entrar em rigidez. Mas continua vivo, organismo funcionando, como numa hibernação.Qualquer médico constatará isso, ao examiná-lo.O que ocorre é que pessoas muito apegadas à vida física têm dificuldade para se desligar. Permanecem no cemitério por vários dias. Pior – acompanham a decomposição dos despojos carnais e o banquete dos vermes. É um fenômeno assustador! Produz, não raro, traumas violentos. Após o desligamento, o desencarnado sofre alucinações envolvendo aquela situação. Tenho visto, em reuniões mediúnicas, entidades apavoradas com um cadáver em decomposição que as persegue. Não raro, estão tão impregnadas daquelas impressões, que o médium sente forte cheiro de carne em decomposição.Um horror! Muitos vivenciaram experiências dessa natureza, em existências passadas. Nem todos superaram o trauma. Daí o medo.O problema é o despreparo para a grande transição.Prendemo-nos demasiadamente à vida física, envolvemo-nos com negócios, ambições, vícios e paixões de forma intensa, sem considerar que um dia teremos de deixar isso tudo.Como se sentiria, leitor amigo, se de repente você fosse colocado nu em um avião e transportado para remota região da África, aqui deixando seus pertences, seus familiares, sua profissão, seu emprego, suas roupas, sua casa?Que transtorno!É o que acontece com pessoas alheias à realidade espiritual, quando são seqüestradas pela morte.



***



Bem, há algumas providências que podemos tomar, evitando desagradáveis surpresas no Alé



• Preparar a bagagem permitida:Virtudes e conhecimentos.



• Colher informações:Estudar a Doutrina Espírita.



• Provisionar moedas do Além:Praticar boas ações.



• Cuidar da saúde da Alma:Superar vícios e paixões.



• Conquistar amigos do outro lado:Socorrer seus familiares deste lado.






Assim, não haverá o que temer. A partida será tranqüila, sem traumas, com amparo espiritual, acolhimento festivo, sentimento de inefável felicidade, sustentado pela consciência do dever cumprido.






Livro Abaixo a Depressão

quinta-feira, 10 de junho de 2010

RETRATOS DE UMA INFÂNCIA


Chico Guimarães Velho de Guerra
( Reynollds Augusto)

Estava comentando com um amigo de infância que a paisagem humana da cidade de Itaporanga está se modificando rapidamente. A vida física é tão rápida que até parece que tudo não passou (passa) de um sonho, daí a importância de aproveitarmos com mais galhardia a presença dos nossos enquanto estamos a caminho com eles. O tempo é uma convenção e ele passa ligeirinho, ligeirinho, não se engane. O tempo é uma fantasia que ilude.

Parece que foi ontem, em que todas as tarde, quando vinha da do Colégio Adalgisa Teódulo, divisava lá à frente, sentado em sua cadeira de balanços, a apreciar o movimento da rua Pedro Américo, aquele senhor rústico, mas sábio por natureza, o velho Chico Guimarães de Guerra. Chico vez por outra dava aqueles conselhos generosos à molecada da Rua Pedro Américo: Juavianez, Laércio, Valmir, Tonho, Dielson, Marco de Chico Naro, Nelsinho, Ladim... e tantos outros, que ficavam refletindo sobre as suas dicas. É certo que as orientações eram verdadeiros puxões de orelhas, pois a molecada da época dava trabalho demais. Que o diga os poucos moradores daquela época que ainda sobrevivem ao tempo. São momentos que estão gravados no éter e na consciência profunda. Tais momentos são, vez por outra, resgatados quando por um instante damos aquela viagem súbita aos porões da mente. Um cheiro, uma música, um momento, nos faz realizar aquela viagem no tempo. Não conseguimos fugir de nós mesmos.

Estava se aproximando a noite de sexta feira e alguns da tropa estavam sorrateiramente acercando-se da residência do velho Chico de Guerra. Ao longe estava ele com a mangueira a lavar o seu magnífico chevet 79, que “Mião” dava aquele trato que fazia inveja a muita gente, para que nos finais de semana saíssemos por aí á procura das “prendas”.

- Êh, Êh... To gostando dessa turma vindo prá cá não....

Chico sentia de longe quando a molecada estava á procura de “Miaozinho” para tomar aquela cachaçada e ficava furioso quando Damião pegava o Chevet emprestado. Mas apesar de tudo, como Damião era filho único, sempre permitia que nos conduzissem para as festanças, sob seus sábios conselhos que nem sempre eram apreciados. Mas no final, tudo dava certo. Voltávamos alegres e felizes com a noitada ingênua, mas satisfatória.


Naquela época não se falava nessa drogas pesadas que massacra a vida da juventude de hoje. Lembro-me que certa feita resolvi, por curiosidade de jovem, dar uma cheiradinha em um tal de perfume que se chamava Loló e que diziam entorpecer mais que o álcool, confesso a vocês que não vi nada naquilo. O Chico, sabedor do caso por “Miaozinho”, que cheirou mais do que eu, contou ao meu Pai. Quando ele soube, "levei" a maior surra da minha vida e desde então só passei a cheirar os “sovacos das meninas”, como diz o Pinto do Acordeom. Papai usou o psicólogo que todo pai zeloso possuía, que era um chibatinha de fios de cadeira, que realizava aquela verdadeira terapia de equilíbrio moral. Depois do seu uso, duvido quem se atreveria a repetir a experiência equivocada. Hoje a legislação proibiu o seu uso e talvez por isso os nossos jovens cheiram tudo que não pode e deixam um ar podre em suas vidas que em muitos casos não se pode livrar.


Uma das muitas lembranças bonitas do inesquecível Chico Guimarães era que em cada ocasião comemorativa ele deixava rolar em sua surrada vitrola uma música condizente com a ocasião e nas alturas. No mês de junho as eternas canções do imortal Luiz Gonzaga, Marinez, Sivuca e outros; no carnaval às marchinhas que ninguém esquece e que a geração atual desconhece; Natal, as musicas apropriadas que nos encantavam o coração de criança. Para cada ocasião uma música de então. Chico era assim, espirituoso e bom Pai de Família. Dona Toinha que partiu ao seu encontro sempre me fazia relembrava das suas, quando esteve entre nós encarnado. Confidenciou-me que de vez em quando sentia a sua presença no lar. É que a morte do corpo físico não nos separa daqueles a quem estamos ligados pelo coração e como sentem saudades, vez por outra se faz presentes.

Lembro-me muito bem que quando Damião Guimarães, o seu filho querido, passou no vestibular para cursar Geografia na cidade de Patos, a “radiola” do velho Chico quase quebrava:

-“...Papai, Mamãe, que alegria nem é bom falar. Quá, quá, quá, quá, qua, passei no vestibular...”

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA.

terça-feira, 8 de junho de 2010

EJEAS 2010 - VIVER BEM É FAZER BOAS ESCOLHAS


EJEAS - Viver bem e Fazer Boas Escolhas


( Reynollds Augusto)



Todos nós somos espíritos em franco processo de evolução rumo ao aperfeiçoamento e a nossa temporada na Terra por mais longa que seja não representa nada, diante da imortalidade. Os Espíritos dizem que todos nós somos imortais, pois tivemos um começo e não teremos fim, já Deus é eterno, porque não teve começo e não terá fim. É a causa causal de tudo. Nossa mentalidade ainda capenga não consegue logicar sobre esses conceitos, mas um dia chegaremos lá.


Mas a grande verdade é que a nossa individualidade é a soma das inúmeras personalidades que vivenciamos aqui e que são recobradas no mundo espiritual quando retornamos para lá por ocasião do desencarne ou da morte do corpo físico. Eu não sou em essência esse ser, com esse RG, com esse CPF e etc. Essa personalidade atual apenas é uma faceta do que eu sou realmente. Da minha individualidade, que é a soma das inúmeras personalidades que experimentei quando encarnado. Geralmente ao volver à pátria espiritual nós observamos tudo com mais profundidade e ficamos sabedores do por que nascemos aqui, por que nos submetemos a certas provações e por que tais espíritos vieram como nossos pais, irmãos e etc.


O esquecimento é mais uma benção de Deus para o recomeço, mas tudo está gravado no imo profundo e no tempo certo conseguiremos recobrar esses registros. Há um amigo meu que diz não crer na reencarnação sob a alegação de que não consegue se lembrar de outras vidas. Fundamentação medíocre essa, pois aqui mesmo onde estamos vivenciando “esta vida”, não conseguimos nos lembrar de muita coisa, imagine de outras vidas (a vida é uma só, com diversas experiências corporais). Desafio ao leitor a me dizer com detalhes o que estava fazendo nesse exato momento em 08 de junho de 2009. Se a data não representou algo especial, você não se lembrará e imagine tentar lembrar-se de outra existência, vivenciada em um corpo diferente, com situações diferentes, muitas vezes há centena e centenas de anos e como condição natural, a vida “esconde” os registros para que perturbe a sua ascensão. Existe nas escrituras um episódio que retrata a volta do profeta Elias que retornou como João Batista: “Jesus, tendo vindo às cercanias de Cesárea de Filipe, interrogou assim seus discípulos: Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou? - Eles lhe responderam: Dizem uns que és João Batista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas."- Perguntou-lhes Jesus: "E vós, quem dizeis que eu sou?" - Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. - Replicou-lhe Jesus: "Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus." (S. Mateus, cap. XVI, vv. 13 a 17; S. Marcos, cap. VIII, vv. 27 a 30.)


2. Nesse ínterim, Herodes, o Tetrarca, ouvira falar de tudo o que fazia Jesus e seu espírito se achava em suspenso - porque uns diziam que João Batista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecera Elias; e outros que uns dos antigos profetas ressuscitara. - Disse então Herodes: "Mandei cortar a cabeça a João Batista; quem é então esse de quem ouço dizer tão grandes coisas?" E ardia por vê-lo. (S. Marcos, cap. VI, vv. 14 a 16; S. Lucas, cap. IX, vv. 7 a 9.)


3. (Após a transfiguração.) Seus discípulos então o interrogam desta forma: "Por que dizem os escribas ser preciso que antes volte Elias?" - Jesus lhes respondeu: "É verdade que Elias há de vir e restabelecer todas as coisas: - mas, eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve. É assim que farão sofrer o Filho do Homem." - Então, seus discípulos compreenderam que fora de João Batista que ele falara. (S. Mateus, cap. XVII, vv. 10 a 13; - S. Marcos, cap. IX, vv. 11 a 13.)


Mas por falar em lembrança estou me recordando no EJEAS 2010 da cidade de Cajazeira e da fala do psicólogo Rossandro que nos marcou muito. Ele ensinou à juventude bonita que viver bem e feliz é só para aqueles que souberam fazer boas escolhas e que temos uma grande missão comum nesta vida, que é servir. Os grandes homens realizaram esse intento. É preciso observar a vida com o olhar dos grandes. Chico Xavier, Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, Dom Helder Câmara, Zilda Arns, Divaldo Pereira Franco, todos foram e são servidores. Esse é o nosso objetivo comum.


Nós reencarnamos para servir. Servir em casa, ao próximo, ao vizinho, no trabalho, como médicos, advogados, funcionários públicos... Servir sempre. Você reencarna com uma missão comum que é exercitar a fraternidade e onde quer que estejas podes fazer o melhor rumo ao equilíbrio...


PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

FAROFINO

.
Por Lucas

Meu prezado Saulo, amigo Zebedeu!

Se os Vereadores de Itaporanga pensam que fizeram coisa inédita ao efetuarem uma Sessão em plena Rua, estão enganados! Isto é costume antigo, só que naquela época, os idealizadores, homens cultos por excelência, não tinham a petulância de querer arrombar portas outras para fazer, na marra, uma Reunião Pública, muito mais para mostrar aos cidadãos comuns que são poderosos e que quem manda no pedaço são Eles. Queria eu ter a inteligência para exprimir aqui o som onomatopaico de um gesto que se faz quando se quer exprimir preocupação ou, também, quando se demonstra ironia. Primeiro prendendo a ponta da língua entre os dentes, puxando-a em seguida para dentro da boca, emitindo um som mais ou menos assim “TSAN”.

Parece que eu estava vendo, quando li a notícia, o gesto de presunção seguido daquele som na fisionomia de algum daqueles vereadores, quem sabe até, genética familiar.

Na Grécia antiga, todas as cidades tinham uma praça principal, conhecida como ÁGORA (vejam que coloquei um acento agudo no primeiro A). Era um espaço livre onde não se podia fazer qualquer edificação, destinado aos homens cultos da cidade, em suas discussões sobre o bem da Comuna, principalmente políticas. Os gregos faziam ali, também seus tribunais populares, os nossos Júris atuais, em outras palavras, era um espaço para se praticar a cidadania. Então, como podemos notar, o ÀGORA era a representação máxima da Democracia.

Por outro lado, já houve também, outro tipo de sessão feita na Rua, como nos conta nosso grande fabulista Monteiro Lobato:

Uma assembléia foi feita, certa vez, e tinha uma grande finalidade. Um gato de nome Farofino estava dizimando tudo que era rato, para desespero de toda comunidade, assim conta o Historiador. Foi feita, então, uma reunião denominada de assembléia dos ratos. Lá se discutia um meio de acabar com Farofino. Um jovem muito inteligente, considerado por todos uma sumidade, porém com experiência na razão inversa de seu saber, sugeriu que fosse colocado no pescoço do bichano um guiso que denunciaria a proximidade do felino, facilitando assim a fuga, em tempo, de qualquer rato. Foi bastante aclamado, diz a história, por brilhante idéia.

No meio, pois, da euforia que as palavras do brilhante roedor causaram, ouviu-se uma voz rouca que pediu silêncio. Era um rato de oitão, com os pêlos em descamação, já quase desdentado, uma figura ridícula, assim pensavam os demais. Porém, por via das dúvidas, ouviram-no - Parabéns ao ilustre jovem irmão, disse o velho rato, pela elucubração de suas palavras, pelo brilhante pensamento, mas eu pergunto: quem porá o guiso no pescoço de Farofino? Todos baixaram a cabeça, e se foram, esvaziando, assim, a tal assembléia.

Que aconteceu a Farofino? Certamente continuou dizimando a rataria e deve ter morrido de velho ou quem sabe, anda perambulando pelos becos de alguma avenida procurando algum Rato no lixo espalhado por ali. Se você notar algum bichano vagando pela Avenida Getúlio Vargas, não o maltrate, talvez seja Farofino procurando lhe auxiliar.

EJEAS V - EJEEA, EJEAS E A CANOA FURADA

EJEEA, EJEAS E A CANOA FURADA
(Reynollds Augusto)

Na minha adolescência querida, que não faz muito tempo, eu sempre me esforçava para me fazer presente aos Encontros Espíritas para Jovens, realizados pela comunidade espírita da Paraíba. Esse diferencial sempre contribuiu para forjar a minha personalidade em torno dos valores essenciais da vida, colocando-me na estrada certa. Quando não temos um norte apropriado para divisar essa estrada, nos deixamos levar pelas ilusões do caminho e vamos à busca do ouro de tolo e o jovem, por despreparo, gasta mal a energia da juventude se enveredando por caminhos que em vez de lhes dá sustentação e equilíbrio, ocasiona dor e sofrimento.

Já notou que em Itaporanga uma categoria crescente de comércio vem se dando bem demais. Não sabe qual é não? É a turma do Bar, que vende as chamadas drogas lícitas e que é a vergonha de qualquer nação. Tem bar em Itaporanga de todas as formas e de todos os jeitos e para todas as categorias e me admiro o quanto crescem se espalham a se instalarem nos lugares mais inusitados. E haja croatividade! O poder público ainda não despertou para estimular essa juventude a gastar suas energias com arte, música, cultura e etc. e deixa o espaço aberto para que esses jovens, nas horas de folga, irem à busca da ilusão e vemos aí famílias sofrendo com isso. Se ele não tem uma educação com base em princípios, o coitado entra nessa canoa furada e a maioria afunda com ela perdendo a oportunidade de encontrar um lugar ao sol e quando alguns despertam para o equívoco, já não tem mais tempo para recomeçar. Eu e muitos amigos de infância entramos nessa canoa furada. Alguns identificaram o buraco cedo, como eu, e saíram dela antes que afundasse e outros, infelizmente, continuam sem percebê-lo .

Mas, a nossa juventude que participa todas as quartas pelas 20h00min h do EJEEA (Estudo de Jovens Espíritas para Estudo e Arte) do Centro Espírita Jesus de Nazareth, foi ao EJEAS-Encontro de Jovens Espíritas do Alto Sertão em Cajazeiras e aprendemos muito. Encontrei por lá o meu amigo NACO, professor de educação física e que atualmente dirige o Dij da Federação Espírita Paraibana, ele foi um daqueles que estiveram nos encontros de um mil novecentos e alguma coisa. Concluímos o quanto foi importante tais eventos para as nossas vidas e o quanto aprendemos a não mais perder tempo.

Você Pai e você mãe tenha a consciência de permitir que seu filho se engaje em algum movimento de ordem religiosa que o faça realmente dizer aquelas palavras do pedagogo por excelência Jesus de Nazateh: “SIM, SIM, NÃO, NÃO. É preciso que os nossos filhos tenham maturidade para escolher e se posicionar.
NADA DE CANOA FURADA

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA.

domingo, 6 de junho de 2010

O Novo Servidor Público

O Novo Servidor Público
(Reynollds Augusto)

A qualificação é algo importante em nossas vidas, pois é com ela que vamos aprimorar os nossos conhecimentos e intensificar o nosso aperfeiçoamento, com vista a um fim imprescindível: a maturação. É a busca da verdade tão apregoada pelo cristo. O Cristão qualificado não apenas sabe da mensagem de Jesus e tem consciência de que não basta conhecer pois é preciso fazer acontecer. O cristão qualificado é aquele que realiza todos os dias a sua reforma intima e vai melhorando, pouco a pouco, e se aproximando paulatinamente daquela mensagem imorredoura ensinada pelo Mestre dos mestres.

Um bom cristão é o cristão bom; qualificado. Chico Xavier era um cristão qualificado, Madre Tereza de Calcutá, também. Houveram muitos cristãos que despertaram para a qualificação humana na vida. O sentimento de humanidade deve estar presente em nossas vidas e quem vive sem esse norte, se torna um cego da existência, como disse Jesus “... olham, mas não vêem...”. A qualificação depende de ação, depende do querer. “Podereis fazer tudo isso que eu faço e muito mais, se o quiserdes”.

Hoje ( 05.06.10)nós participamos de uma aula de Direito Administrativo de suma importância para todos aqueles que lidam com o público. Nada mais a nada menos de que o professor Robson Antão, ministrou a aula. O professor Robson, apesar de ser possuidor de inúmeros títulos acadêmicos, nos ensinou com aquela simplicidade dos grandes, enfocando que é preciso despertar para a concepção de servidor público que deve estar associado ao compromisso de bem servir ao seu patrão, que é povo. Quando o servidor tiver a real compreensão de que ele faz parte de um sistema que visa estender uma parcela do bem comum, terá como se conduzir melhor dentro dessa engrenagem que é a administração.

Vemos que no Brasil, depois da Constituição de 1988, o acesso ao serviço público denota mais justiça, apesar de algumas falhas localizadas, por meio do concurso público. Nada de apradinhados políticos ou “premiações por parentesco” e atualmente se constatam que pessoas preparadas e selecionadas, com a justiça devida, é que estão adentrando no serviço público e não poderia ser de outra forma. O ranço do passado deve ficar lá atrás, pois a nova ordem social, que se aprimora cada vez mais, prima pela justiça em todos os setores e isso se dá à medida que o senso político toma conta da população. A vanguarda de um novo tempo pouco a pouco vai permeando o nosso Estado que está saindo do anacronismo centenário. O povo já não mais agüenta servidores corruptos e que não querem produzir e o atual contexto mostra essa renovação que vai paulatinamente filtrando tais servidores através da boa seleção e capacidade. Com isso temos a oportunidade de “eliminar a imagem do servidor mal educado e preguiçoso, do cabide de emprego e do bico, para se criar espécie de elite moral e de competência técnica”. (William Douglas)

O fato é que tudo evolui como o tempo e podemos até pensar que não; mas existe uma ordem divida que encaminha toda a humanidade ao ajuste com as leis morais. Sabemos que o progresso moral também decorre do progresso intelectual e é bem verdade que nem sempre o acompanha, mas decorre dele, e quando esse dois tipos de progressos estiverem em paridade, o mundo será bem melhor. Também é verdade que existem os recalcitrantes que insistem em não "andar para frente", mas a evolução do tempo e o ordenamento aperfeiçoado, irão empurrá-los pra o destino final de todos nós, afinal “nenhuma só das ovelhas do meu Pai se perdera”.

Por enquanto fiquemos atentos quanto às nossas responsabilidades sendo verdadeiros servidores no sentido de dar o melhor de nós para que a engrenagem pública funcione e lembremos-nos de Jesus: Quem quer ser o maior no reino de Deus, que seja o servidor de todos”.

O resto é orgulho e conjuntura que passa.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA.