domingo, 28 de dezembro de 2008

A VIDA E TREJEITO

Molhada pela chuva forte que caia,
a roupa justa em seu corpo colava,
esta imagem meu coração acendia,
na calçada ela passava, eu olhava...

Corpo esguio a sua silhueta eu via,
e a fria garoa um calafrio provocava,
como há de provocar, pois eu tremia,
coração batia quando você passava.

E então você toda molhada lá se ia,
dengosa sabendo que eu observava,
mais e mais trejeitos ao andar fazia.

Meu pobre amor como chuva desfazia,
eu petrificado por esta visão ali ficava,
imaginando mil coisas que não devia...
ermindo gomes rocio

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


O POETA E A CRIANÇA

(Merlânio Maia)

Era uma vez um poeta

No seu constante pensar

Querendo das leis da vida

O mistério desvendar

Anda na beira da praia

Molhando seus pés no mar
Quando avista lá na frente

Uma cena de estranhar


Uma criança tão bela

Que deixara de brincar

Para jogar no oceano

As estrelinhas do mar.

No verão as ondas vinham

Trazendo estrelas do mar

E as atiravam na praia

Era quase um bailar


De calor todas morriam

Sem ter como agüentar
E aquele sol escaldante

Logo as iria matar

Ia pensando o poeta

Na natureza e no mar

Quando viu naquela praia

Essa criança sem par


Em trabalho cansativo

Quase sem poder parar

Socorrendo as estrelinhas

E as devolvendo ao mar

Era um esforço tão grande

Que dava dó de olhar.


E o poeta se aproxim

E diz querendo ajudar

- que diferença farás

Diante da força do mar

Pois milhões irão morrer

Sem que as possa salvar.


E a criança suada

Sem vontade de parar

Fala com sabedoria

De quem já sabia amar

- Prá essa eu fiz diferença!

E joga aquela no mar.

E o poeta surpreso

Volta pra casa a pensar

Na omissão que há no mundo

Frente a parte de cada um

Ninguém pode compensar


E no outro dia bem cedo

Na praia daquele mar

Quem passou observou

Um homem a trabalhar

Era o velho poetaJ

ogando estrelas no mar.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Tecnologia de Sementes-UFpel


Por Cassyo de Araujo Rufino em 11/11/2008

Caro editor do Jornal Folha do Vale, queria dar a noticia que acabo de ser designado para fazer o mestrado no Rio Grande do Sul no Programa de Pos Graduação em Ciências e Tecnologia de Sementes na UFpel, como esse pleito é muito importante para mim queria saber se vcs poderiam divulgar por meio impresso no jornal.

Cassyo de Araújo Rufino é filho de Celina Jacinta Sabino de Araujo. O mesmo começou seus estudos no colégio de sua vô (Dona Loura) no Instituto Educacional Santa Mônica até a 4ª série, dai em diante foi estudar no Colégio Diocesano Dom João da Mata as series 5a serie ao 3º ano cientifico, o que lhe proporcionou o ingresso pelo vestibular, na UFPB, onde fez o curso de Graduação em Ciências Agrérias no campus III de Bananeiras. Após muito esforço e dedicação com os estudos e pesquisa, conseguiu ser selecionado para cursar o mestrado no Programa de Ciência e Tecnologia de Sementes da UFpel no Rio Grande do Sul, na cidade de Pelotas. Cassyo está se preparando para março de 2009 realizar viagem e fazer seu mestrado.

Agradeço a todas as pessoas que pasaram por toda minha vida, me incentivando para os estudos e principalmente ás minhas raizes, minha mãe querida, minhas tias e a vovó Laura.

At,

Cassyo de Araujo Rufino

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Uma história viva do comércio de Itaporanga


A história de uma cidade pode ser contada pelo que ela consome. E ninguém melhor do que um homem que está há quase meio século no comércio para revelar essa história.

Em 1961, quando José Pereira Alves, que se popularizou como Zé de Amâncio, em razão do nome do pai, montou sua bodega na Rua Argemiro de Figueiredo, onde funciona até hoje, os produtos que mais saíam era querosene, lenha, carvão, açúcar, sal e café cru.

O querosene, a lenha e o carvão explicam bem a Itaporanga de 50 anos atrás: a cidade ainda não tinha luz elétrica, e apenas o centro era iluminado durante algumas poucas horas da noite graças a um gerador. A maior parte das residências locais tinha que se valer do candeeiro.

Fogão à gás também era um privilégio de poucos: a maioria dositaporanguenses da época tinha que cozinhar à lenha ou a carvão.

Sem muita opção alimentícia no comércio da época, toda alimentação do itaporanguense era feita em casa: do café da manhã ao jantar. Por isso, o açúcar e o sal eram fundamentais e muito requisitados, assim também como o café, a bebida mais consumida em um tempo em que o suco e o refrigerante ainda não faziam parte da mesa do cidadão local.

Entre os cosméticos, o leite de rosas e as colônias Parisienses e Gellus eram os mais procurados. Com o avanço da tecnologia, a cidade recebe a energia elétrica, surgem os eletrodomésticos e os hábitos de consumo do itaporanguense começam a mudar. Mudanças que José de Amâncio ajudou a construir, abrindo as portas do seu comércio para cada novidade que aparecia, mas nas suas prateleiras o novo e o velho encontravam-se: um sortimento completo como ainda é hoje. “Eu vendia de tudo”, diz.

E assim Zé de Amâncio tornou-se um comerciante bemsucedido, mas, em princípio, poucos acreditaram que o agricultor daria certo como comerciante, a começar pelos seus próprios pais. “Quando eu disse que ia para a cidade montar um comércio, meu pai achou que não dava certo, mas eu estava decidido e resolvi enfrentar”, conta ele, que já tinha a experiência de uma pequena venda no sítio Jenipapo, onde residia, mas o que determinou seu êxodo foi a pouca rentabilidade da agricultura.

Recém-casado e consciente de que dificilmente conseguiria sustentar a família trabalhando na roça, devido ao fracasso da agricultura de subsistência por causa das secas constantes e do avanço da criação de gado bovino. “O que me deixou mais desiludido com a agricultura foi porque os proprietários de terra da época só se preocupavam com sua criação de gado, havia ano que a gente perdia o tempo da planta porque os animais demoravam a ser retirados da roça, e nem bem a gente fazia a colheita e o gado era solto dentro do roçado para pastar”, explica.

O local que Zé de Amâncio alugou para montar o seu comércio era bem próximo do maior comerciante da região na época, mas ele não se preocupou em concorrer com Chico Pinto, e quando abriu as portas de sua bodega no final do primeiro ano da década de 60, não parou mais de vender, e sua clientela foi crescendo a cada dia. O negócio foi tão virtuoso que em pouco tempo seu comércio tornou-se um dos mais movimentados de Itaporanga.

O homem que começou sem dinheiro suficiente para surtir o pequeno comércio e na incerteza de que o apurado daria, pelo menos, para pagar o aluguel, em menos de seis anos já era dono do prédio que locara para abrigar seu estabelecimento comercial. E no comércio, Zé de Amâncio popularizou-se, criou os sete filhos, um dos quais adotivos, e ganhou notabilidade social pela sua honestidade e boa relação com seus clientes e fornecedores, um dos quais o próprio Chico Pinto, que, de concorrente, tornou-se um dos seus grandes parceiros.

Em um tempo em que a renda do algodão garantia ao sertanejo do Vale um bom poder aquisitivo, Zé de Amâncio foi um dos líderes em vendas por mais de 30 anos, até o começo da década 90, quando começam a surgir os mercadinhos, e, apesar da concorrência, continuou vendendo bem. Mesmo nos períodos de seca, seu comércio nunca sofreu grandes abalos graças ao dinheiro das Frentes de Trabalho, criadas pelo poder público para socorrer as vítimas da estiagem.

Há seis anos, Zé de Amâncio aposentou-se, transferiu o comércio para os cuidados de uma filha, mas não deixou de freqüentar a venda que foi transformada em um mercadinho, e continua em atividade, embora limitadamente em função da idade: nesses últimos 47 anos, nunca deixou de estar em seu comércio um único dia.

Lá é onde eu posso reencontrar meus conhecidos, conversar com os amigos e me distrair”, comenta seu Zé de Amâncio, que já há algum tempo é viúvo e fará 78 anos no dia 25 de março de 2009.
jornal Folha do Vale - ed 140

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Cumprindo a tradição

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Com a presença do comandante da 3ª Cia de Policía Militar, o capitão João Henrique Plutarco; a gerente da 7ª Regional de Ensino, Sonia Carvalho e a secretária municipal de Educação, pastora Selma; alunos da rede estadula e municipal de ensino e algumas escolas particulares; a abertura da Semana da Pátria aconteceu em frente a prefeitura municpal de Itaporanga.

Além, do hasteamento das bandeiras do município, do estado e do Brasil, com o acompanhamento da filarmônica Cônego Manoel Firmino, os alunos presentes cantaram o hino nacional brasileiro.

Poucas pessoas, principalmente autoridades e políticos (já que é véspera de eleição), prestigiaram o evento.

Eles, os políticos, deveriam ter comparecido para assistir esta aula de civismo, dada principalmente pelas crianças.

PROGRAMAÇÂO

domingo, 20 de julho de 2008

A Folha do Vale Nº 135

Por Lucas em 19/7/2008

Até que enfim consegui baixar a Folha de número 135! Ufa! Mas valeu a pena mais este esforço. Recheado de fotos da convenção, nosso jornal fez-me voltar à infância, aos tempos em que Laura Araújo, ou Laura de Adauto, ou Laura de “Seu” Né, ou ainda, para nós seus alunos, Dona Laura, lia aquelas páginas da história do Brasil, entre elas, as que tratavam da Inconfidência Mineira. Em casa, eu possuía um livro ilustrado com fatos e fotos de figuras históricas do nosso Brasil. Um grande retrato de Tiradentes, com uma corda ao pescoço, caminhando estoicamente em direção ao patíbulo, parecendo-se mais com Jesus Cristo do que, mesmo, com a figura do alferes, ali estava. Todavia uma foto do nosso Tablóide, justamente esta, deu-me a passagem de volta ao passado, pois havia naquele meu livro um retrato aonde aparecia Alvarenga Peixoto discursando aos inconfidentes enquanto Joaquim Silvério dos Reis o aplaudia com um largo sorriso no rosto. Que beleza! Como é bom recordar a história de nosso Brasil, principalmente quando ela faz questão de se repetir, inclusive, até nas imagens! Entretanto, na Folha não só havia fotos recordativas, havia, também, fatos curiosos, crônicas bem elaboradas, como a de Sousa Neto, retratando o dia a dia de nosso irmão sertanejo, na maioria das vezes, iludido pelo sonho da Meca brasileira. Parabéns, pois, ao nosso cronista.

Que coragem, que altivez do nosso guerreiro de Mujiqui, mostrar sem susto, narrar-nos com humildade, mas dentro de uma grandeza sem par, um instante de fraqueza de que foi possuído. Grande Paulo Conserva! Você está intimado a superar as pequenas tentações! Quero entrar no rol desses chatos que desejam ver você dar a volta por cima! Momentos de fraqueza são passíveis do Gênero Humano. “Spiritus promptus est, caro autem infirma” – O espírito é forte, mas, a carne é fraca! Foi assim que me ensinaram quando estudava no seminário dos Padres Salesianos de Barbacena. Até o maior de todos nós, quando encarnado, como pessoa humana, teve seus momentos de fraqueza e quase que cedia às tentações do demônio, que lhe sugeria a transformação de pedras em pão, para saciar sua fome, mostrando assim seu Poder para suprir uma sua necessidade. Na Cruz, teve outro momento de fraqueza: “ Heli! Heli! Lama sabactâni! – Pai! Oh Pai! Porque me abandonastes?”.

Outro dia, li nos Bastidores, uma crítica em forma de advertência, de Isaias Teixeira, sobre o abandono a que estava relegado o Relógio da Matriz, o guia de toda Itaporanga há muitos anos. Agora, ele nos brinda com outra advertência: a morte de nossas tradições. Realmente, do jeito que a coisa anda, com os baianos atropelando, pelo Brasil afora, tudo que é tradição, poderá acontecer como festejo de dia de Finados, um Itaporangal, com trios elétricos e muitas outras bandas ou senão, como diz nosso repórter, em seus Bastidores, um carnaval em pleno São Pedro, ou fogueiras nas noites "momescas". Costumes e Tradições de um Povo não podem e não devem ser destruídos a bel prazer, a toque de caixa, satisfazendo a gula fiduciária de muita gente!

É meu caro Saulo! Você precisa ler esta última edição da folha! Tem muita coisa boa, como já frisei, aí por cima. Tem também algumas “Pérolas Políticas”, senão veja: “O ex-prefeito Will Rodrigues disse que a união dele com Djaci Brasileiro é café com leite, em resposta aos que disseram que ele e Djaci eram água e óleo. Will enfatizou que eles vão trabalhar para o progresso de Itaporanga”. Que beleza! Eu acredito piamente, e mais, que eles vão trabalhar pelo progresso de nossa cidade, tanto quanto eles são “café com leite”, resta saber se é café ou "jojoba" e se o leite produz nata. Será que alguém queria tal mistura no café da manhã?

Quer mais “Pérola”? Então veja esta outra! - “Ao contrário do que ventilaram, a família de Will Rodrigues está unida mais do que nunca e não teve racha na escolha do membro da família para ser vice de Djaci.”. O ventilador de nosso amigo colunista trabalha sem hélice! Quem foi que falou em racha? Rachadura acontece, somente, aonde há coisas unidas, aonde há solidez! O que se comentou, e posteriormente me confirmaram, é que na escolha (leia-se, partilha do quinhão) para o vice a prefeito, a briga foi feia, cada qual querendo o quinhão, tanto que o casal André-Wilza Vilarim escandalizado, e educados por índole, afastou-se da contenda até que fosse resolvida a pendenga. O chefão, vendo que a disputa poderia descambar para outros rumos, tratou de apaziguar os ânimos, ou com muita autoridade ou com muita promessa, retornando Wilza à disputa, o que, segundo meu informante, não foi uma boa coisa para Ela, pois, em se tratando de uma pessoa finíssima, juntamente com seu esposo, foi colocada num meio que lhe é estranho. Dirimidas as arestas, claro que agora, aparentemente, todos navegam num mar de rosas, sabendo, entretanto, que as pétalas poderão murchar.

Às vezes, meu prezado Saulo, eu tenho a impressão de que Itaporanga não fica no Brasil! Se pelo menos a República do valoroso Coronel Zuza Lacerda tivesse vigorado no início do século XX, eu poderia supor que Itaporanga fosse parte daquela República da Estrela. Pois bem! Não é que vão inaugurar um Cassino na Rainha do Vale, mais precisamente, em plena Avenida Getúlio Vargas, segundo a Folha, em frente à padaria de Mane do Bolo? Quem diria? Será que o Prefeito já ouviu falar em Eurico Gaspar Dutra? É claro que sim! Um homem letrado, grande engenheiro, não deverá ignorar este vulto da história política brasileira! Pois foi, justamente, o General Eurico Gaspar Dutra, então Presidente do Brasil, que, através do Decreto Lei nº 9.215 de 1946, proibiu o jogo em cassino no País. A luta para permissão deste jogo de azar, aqui, na “Terra de Santa Cruz”, vem sendo travada, desde então. E para culminar e acabar com a teima, no dia 28 de fevereiro, próximo passado, o ministro Lewandowki determinou o arquivamento do pedido de exploração e funcionamento de Cassino, em todo território brasileiro, baseado no Decreto-Lei 3.688/41 que nada mais é senão a Lei de Contravenções Penais. Só isso! Então, seria de bom alvitre, que as autoridades de nossa terra assistissem mais as TVs Câmaras, Senado, Justiça, para se inteirarem mais do que se passa na Nação, pelo menos, em termo de Leis. Só a título de ilustração! Um dos maiores defensores dos Cassinos no Brasil é o Senhor Paulo Salim Maluf, deputado federal por São Paulo! Apenas para refletir!

Todavia, o que mais nos entristece dentro da senda política itaporanguense não é o desconhecimento de Leis ou, mesmo, a ousadia de querer burlá-las! A coisa que nos intriga é saber que grande parte do povo de nossa Comuna, fugindo aos anseios de liberdade individual que se faz presente em todos os cidadãos desta Nação, envereda-se pela trilha do marasmo, do atraso, do cabresto, das oportunidades que lhe oferecem os ladinos. A Ideologia própria, a Consciência de cada um destes indivíduos que, mesquinhamente, deixam-se seduzir pelas aparentes coisas fáceis, praticamente, não existe! A troca de favores por um VOTO, prática danosa para toda Região aonde ela é praticada, ainda acontece em grande escala em nossa terra. É obrigação crucial de todo e qualquer Governante de uma Nação, de um Estado, de um Município, levar ao cidadão o bem estar social, a educação, a segurança tendo como base, principalmente, a criação de empregos. Se um Prefeito ao longo de seu mandato age com tal prática, criando empregos e os distribuindo a pessoas aptas ao serviço, ele não estará fazendo favor nenhum a quem quer que seja, pois é uma de suas obrigações. Como querer-se, então, que aqueles que foram agraciados com tais empregos tenham obrigação de sufragar o seu nome ou, o que é mais imundo, seguir sua orientação política? O Voto é sagrado! O Voto é sublime! É um dever de consciência de cada Ser de Caráter formado. Ele pode, muitas vezes, determinar a Personalidade do indivíduo. É triste, é vergonhoso, é asqueroso, pensar que determinada pessoa não tenha consciência pelo simples fato de querer expressar sua vontade política votando contrário a um governante que criou empregos dos quais ela foi beneficiada. O político que tente convencê-la, mostrando que fez uma boa administração, que foi um bom administrador, etc, nunca, porem, exigindo-lhe o VOTO por ter-lhe, indiretamente, arranjado o Trabalho.

Meu prezado Saulo, foram muito bem escritas, por João Dehon, as palavras em relação ao teu trabalho sobre as Marias! Faço minhas aquelas palavras! Sabes, fiquei com uma pontinha de ciúmes por minha mãe não se chamar Maria! Ela se chamava Amélia, mas pouca gente em Itaporanga sabia este seu verdadeiro nome. Ela era mais conhecida por um apelido caseiro que, por questões óbvias, declino-me em não o dizer. Eu já estava a deduzir quem seria a Maria de quem falavas em Itaporanga, mas tu me fizeste deixar minha dedução à parte, pois não tenho conhecimento daqueles nove filhos, como dissestes, a que conheço tem no máximo seis ou sete filhos dos quais eu conheço quatro, todos meus amigos, pelo menos enquanto eu morava em Itaporanga, mas eu continuo sendo seus amigos, pois o que foi forjado com sinceridade dificilmente se acaba.

Um abraço!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Zé do Agreste: presença no São Pedro e um novo CD na praça

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O cantor e compositor itaporanguense Zé do Agreste, cantor-personagem interpretado pelo músico Onildo Mendonça, vai realizar, em breve, o lançamento de seu novo CD, uma regravação com qualidade profissional.

Depois de 31 anos de estrada, onze dos quais como intérprete, Zé diz estar mais amadurecido e promete levar ao público um trabalho com conteúdo e qualidade. Um dos motivos para tanta euforia do cantor está no fato de ele ter feito aulas de canto, o que melhorou ainda mais sua capacidade de interpretação musical.

Sobre sua obra, Zé do Agreste afirma que “É um registro que deixarei no mundo, algumas das criações que fiz nas horas de solidão, entre elas Na vorta da fome, Outra mulhé como ela e O tatu da vizinha”, comenta o artista popular, que foi uma das atrações locais do São Pedro de Itaporanga.

Aulas de canto e as novas tecnologias de gravação dão modernidade e qualidade ao CD de Zé do Agreste, um artista popular de Itaporanga

terça-feira, 1 de julho de 2008

Paulo Soares: Medicina Premiada

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Repercute nos principais ambientes de João Pessoa a conquista do troféu Heitor Falcão pelo reconhecido pediatra da capital, Paulo Soares. O prêmio é uma consagração por toda a contribuição do homenageado à história da Medicina na Paraíba.

Paulo Soares chegou a ser secretário municipal de Saúde, no período de 1978 a 1982, e se orgulha de ser antigos pacientes exercendo altos postos e com vida e carreira consolidadas.

Formado em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba, Paulo Soares fez residência em Neonatalogia pela Universidade de Ribeirão Preto, e pós-graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Com um excelente humor, o pediatra cercou-se de admiradores durante toda a sua vida, devido ao trato gentil que dedica aos seus pacientes e amigos.
Astrid Bakke

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Entrevista com o além ( Com espírito Cornélio Pires)



AFONSO MOREIRA JR.



Alceu Costa Filho (1944-2004), responsável pela psicografia dos livros “O tempo de cada um”, “Ao entardecer de uma existência” e “Histórias divertidas do Vô Simplício” de autoria do Espírito Cornélio Pires, foi o intermediário desta original entrevista, realizada no ano de 2002.


Psicografada em sessão realizada no Cenáculo Espírita Fraternidade, em Belo Horizonte, Minas Gerais, nela Cornélio Pires (1884-1958) manifestou-se com o mesmo bom humor dos tempos de encarnado. Reconhecido pelo seu talento, respeitado pelos críticos da época – entre eles Sylvio Romero – Cornélio identificou-se com a Doutrina Espírita quando sentiu de perto a autenticidade das manifestações mediúnicas, durante suas viagens pelo interior do estado de São Paulo.


Como foi sua passagem para o mundo espiritual?

Nasci como Cornélio “Pires”

Buscando ser um homem de fato

Voltei para a pátria de origem

Sem poder assinar Cornélio “Prato”.


Quem encontrou do lado de lá?

Encontrei muitos amigos

Preferencialmente os credores

Todos esperando sua vez

De beneficiar-se de meus favores.


Em que local da espiritualidade se encontra hoje?

Neste grande universo de Deus

Não tenho endereço confirmado

Mas garanto aos amigos

Bem escutar quando sou chamado.


Gostaríamos de ouvi-lo sobre seu trabalho no cinema.

Cinema, como sonho de muitos

Deste “Brasil Pitoresco de Norte a Sul”

Não era meu maior compromisso

Nas terras do Cruzeiro do Sul


Nem “O Sacy” foi tão bom assim“

Conversa firme” e “Retratos da vida

”“Coisas deste mundo” e “Baú de casos”

Tiveram melhor sucesso,

sem exigir tanta lida.


Qual o segredo do seu grande sucesso como humorista?

Não existe segredo algum

Com as contas a pagar

Aquele que muitos fez sofrer

Só lhe resta uma saída, alegrar.


O Teatro Ambulante Gratuito Cornélio Pires percorreu o Brasil. Como foi possível mantê-lo sem cobrar ingressos?

O Brasil não é assim tão pequeno

Que pudéssemos todo percorrê-lo

Quem, com fé, tenta construir um sonho

Sempre encontra meios de fazê-lo.


Seu humor foi sempre considerado sadio, sem apelações para a vulgaridade. Qual é sua opinião sobre o humorismo de hoje?

Se meu humor foi considerado sadio

Sem apelos a vulgaridade

É porque não o fazia só por prazer

Mas muito mais pela necessidade.


Jornalismo, literatura, poesia e humorismo. Onde viveu sua maior alegria?

Jornalismo, literatura, poesia e humorismo

Foram ferramentas que Deus me ofereceu

Para me beneficiar da alegria de servir

Alegrando adultos, crianças, rico e plebeu.


E sua maior tristeza, sua grande decepção?

A minha maior tristeza

É não ter levado mais amorA

os muitos corações tristes

Em aprendizado pela dor


A minha grande decepção

Foi quando constatei

Ao findar minha existência

O quão pouco realizei.


Sente saudade dos palcos, das apresentações e dos aplausos?

O amigo me perdoe a franqueza

Mas saudades não tenho não

Pois me lembra Jesus Cristo:

Junto ao tesouro, está o coração


Minha profissão, como as demais

Foi uma oportunidade de redenção

Se me satisfizesse com os aplausos

Já teria recebido meu quinhão.


E saudade das redações dos jornais? O Estado de S. Paulo progrediu muito... Já esteve lá nos últimos tempos?

Dar a César o que é de César

A Deus o que é de Deus

Todos têm seus problemas

Eu também tenho os meus.


No mundo espiritual existem também as confrarias dos poetas, dos jornalistas e dos humoristas?Confrarias de todos os afins

Atraídos pelo que sente o coração

Alguns sintonizados pelo amor

Outros pela ausência do perdão.


Como foi seu encontro espiritual com o médium Alceu Costa Filho?

Levei um susto bem grande

Quando descobri no passado

Que junto ao médium de hoje

Eu estava tão compromissado.


Seu trabalho literário com o médium Alceu vai continuar?

Muita coisa ainda a ser feita

Para minhas contas resgatar

Se Deus assim o permitir

Espero muito ainda realizar.


Sua atividade como editor foi gratificante?

Todo e qualquer trabalho

Realizado com amor

É retorno gratificante

Para o seu executor.


Sua vivência entre nós alcançou duas grandes guerras. Qual é a sua impressão sobre o momento que estamos passando na Terra?

A impressão ainda é das melhores

Afinal, já estamos em dois mil e dois

Como sempre, todos fazendo sua parte

Conscientes ou não, do que vem depois.


No mundo espiritual qual é a importância do humorismo?

Tanto aqui como na Terra

Fala-se o que vai no coração

Temos humoristas frente à dor

Como no exercício do perdão.


Nosso querido Chico Xavier retornou ao mundo espiritual. Os espíritos que se comunicavam por seu intermédio continuarão se manifestando?

Existem compromissos e compromissos

Aquele que deve, compromissado deve estar

Quem sou eu, esse pequeno Cornélio

Para neste assunto atrever opinar.


É possível adiantar alguma informação sobre a presença de Chico Xavier no mundo espiritual? Já esteve com ele?

Chegar aqui ele chegou

Posso lhe garantir a informação

O universo é muito grande

E todos têm muita obrigação


É certo que a oportunidade virá logo

Para este amigo poder abraçar

Hoje, deve estar ele muito ocupado

Com novas tarefas a programar.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A lição de Júlio Charles

Carlos Aranha

Não vou externar aqui o sentimento em relação à morte de Júlio Charles, de quem tive o prazer de ser amigo desde os inesquecíveis dias e noites do Limousine 58. Já o fiz desde sábado - pelo Orkut e na lista Essas Coisas On Line - e em matéria publicada ontem na capa deste caderno.

O espaço desta quarta-feira é para dizer o quanto de produtiva foi a lição que Júlio Charles deu a quem faz (ou pretende fazer) produção musical na Paraíba. Não foi por mera semelhança e coincidência que o Limousine 58 levou mais de 15 mil pessoas a um de seus shows, na Praça do Povo do Espaço Cultural, nem fez com que emissoras de rádio na Paraíba toda, e em Estados vizinhos, tocassem músicas como “Colorido recente”, “Marcou geral” e a belíssima canção “Mistério” (na marcante interpretação de Ricardo Fabião).

Foi resultado de persistência do criador do Limousine 58. Como escreveu Ricardo Fabião: “Júlio era a coragem, era quem dava os passos, quem içava as velas, quem checava os nossos motores. Estava sempre à frente, conferindo o tempo, as cores, as coisas, sinalizando o devir”.

Entenda-se que Júlio Charles não era somente compositor. Ele sabia que não adiantava apenas ter qualidade, fazer pose de independente para os “culturalmente corretos”. Júlio sabia que havia um mercado a enfrentar. Ou melhor: um entrar no mercado. Nisso, foi pioneiro, no gênero pop-rock, em todo o Nordeste. Se o grupo não tivesse acabado, por desentendimentos internos e não por falta de sucesso, com mais um disco teria explodido nacionalmente. Seria inevitável. Mas, há desígnios que a mente humana não alcança.

nnnnnnnnnn

Assim aconteceu. O Limousine 58 foi grupo de um disco só, mas que “marcou geral”. Júlio Charles seguiu rigorosamente a regra de que assim como “cinema também é diversão”, música também é mercado. Foi isso que criou uma “Geração Limousine 58”. São pessoas que hoje têm entre 35 e 50 anos de idades, conservam o LP, conseguiram o remasterizado, baixam músicas na Internet (mostrando-as aos filhos), sorriem quando escutam “ah, essa cor de paixão” e agora choram com a letra de “Mistério”.

O Limousine 58 foi a Blitz paraibana, nossa irreverência e alegria dos anos 80. A reação do público, da juventude, era espontânea, mas até chegar ali teve que existir um grande produtor para o grupo. Esse foi o enorme papel de Júlio Charles. Foi a maior lição que deixou Infelizmente, os que hoje improvisam produção esquecem que sem mercado não há platéia. Show não é apenas colocar os músicos sobre o palco. É muito mais. Não é, Júlio?

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O Aparente Ingênuo - O Real Lobo Político

Por Lucas em 27/6/2008

Pois é! Eu estou feliz, radiante, até! Alguém aí, numa mensagem mais para baixo, escreveu que eu era Saulo. Que bom! Não é todo dia que uma pessoa é confundida com outra, portadora de alta inteligência, de alta formação e, sobretudo, dotada de imensa cultura. Não sou eu que a está julgando assim, são suas mensagens aqui expostas a falarem mais alto. Obrigado, senhor escriba! Tenho esperança que suas comparações sejam sempre inteligentes e que você tenha sempre lucidez, como teve agora, principalmente, em suas análises políticas, afinal de contas, somos filhos da mesma Eva!

Enquanto isso, aqui da Terra dos Marechais, aguardando a vez de uma consulta médica, tenho em mãos um jornal da semana passada noticiando que a briosa Polícia Federal, na Operação Taturana, indiciou o presidente da Câmera de Vereadores, um tal de Arnaldo Fontan, do DEM, por peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, etc, etc. As divagações,então, começaram a surgir em minha mente e, de Maceió, voei para a Paraíba um tanto quanto intrigado com o que acontece por lá.

Um Governador caçado por corrupção, mas que continua no mandato pelas brechas existentes na Lei, ditando normas e exigindo quem deve ser o prefeito de cidade A ou B e afirmo baseado no que li semanas atrás em um dos Blogs ou Site daí de nossa cidade, onde um cacique ao ser inquirido como seria a composição da chapa que ele apoiaria, respondera não poder afirmar no momento, pois estava esperando a palavra do governador. Então eu fico imaginando: o que será de um Município que poderá ser administrado pela escolha de um governante indiciado por crime de corrupção, sustentado no Poder pelo esforço hercúleo de seus advogados que criam mecanismos para ir protelando seu julgamento no Supremo, ao mesmo tempo em que tentam protocolar o Processo.

A mais recente investida ao Supremo é a de que o Mandato pertence ao Partido. Ora, ora! Que seja! Que o mandato pertença ao PSDB, mas, o seu ocupante teria que ser jogado fora e que assumisse alguém indicado pelo Partido, já que o Vice foi eleito com os votos do titular. Mas, este casuísmo, criado agora pelos advogados do governador, estaria ferindo os Princípios Constitucionais que não explicitam ser o mandato de exclusividade de um Partido, mesmo porque tal prática fere também os Princípios Democráticos, pois, ao invés do Eleito, uma Junta Partidária era quem iria ou poderia governar, após a escolha eleitoral, pelo Povo. Tudo isto, então, não passa de uma manobra para ir adiando o julgamento. Não estou atrás de quem irá assumir, no caso, da concretização do julgamento. Desejo, sim, o cumprimento legal das Normas Constitucionais Vigentes.

Contudo, como se nada estivesse a ocorrer e no eterno julgamento íntimo de que ainda é possível ludibriar o Povo, o Governante da Paraíba utiliza-se de um de seus Deveres, atinentes a qualquer mandatário eleito, para, sutilmente, fazer a campanha política de seus pupilos. Assim, em sua agenda, no dia 4 de julho (que data, ein, meu caro Saulo – independência dos Estados Unidos?) será instalada, em Itaporanga, um tal Programa Ciranda de Serviços aonde são oferecidos 27 tipos de serviços sociais, tais como: dermatológicos, oftalmológicos, mastológicos, vacinação, exames de sangue, etc, etc. Interessante! È necessário, o eleitor saber que tudo isto sempre deve estar à disposição do cidadão através das Secretarias do Estado em convênio permanente com as Prefeituras. O mais interessante é que tal Programa só vem à baila em tempo de eleição.

Estão fazendo dois aninhos, que este Programa rondou ou rodou pelas ”praias” itaporanguenses e de outras comunas do Estado. Se o Senhor Cássio fosse médico, sua prevenção contra males seria estupenda: “prezado cliente, faça exames médicos, no mínimo de dois em dois anos!”. No referido Programa estão inclusos, também, retirada de carteira profissional, de identidade, registro de nascimento. Eu pergunto: também de título eleitoral?

Será que Itaporanga vá voltar aos tempos de Misericórdia?
Como as famosas “casas de comida” de outrora, assim como os fretes de transporte são proibidos pela STE em todo Território Nacional, o Programa Ciranda de Serviços, e o nome está a calhar, substitui formalmente aquelas ações de engodo eleitoreiro. Permita-me, caro leitor, contar-lhe uma estoriazinha interessante para mostrar-lhe como já havia pessoas de visão, naqueles tempos que nem sonhavam com os meios de comunicação atuais que lhes emprestam oportunidade de você desenvolver sua inteligência e não se deixar enganar, facilmente.

Esaú Guimarães era um cidadão misericordiense que residia no distrito de Timbaúba, hoje, Serra Grande, aonde era tido e respeitado por todos daquela localidade, como o Mestre, pois ministrava as primeiras letras àquela gente, gratuitamente, sem remuneração alguma, apenas com o intuito de passar aos outros o pouco que aprendera. Grande Mestre Esaú Guimarães! Será que na Serra Grande tenha algum logradouro com seu nome? Nosso Amigo João Dehon que, pelo visto, gosta de andar pelas Comunas do Vale, deve saber, ainda mais porque, como li na sua última matéria, é da família Guimarães, não sei se tem algum parentesco com o Mestre! Pois bem! Aqueles idos, era a década de 50! Pertinho onde eu morava havia uma daquelas “Casas de Comida”, aonde o eleitor, coitado, era trazido por um determinado Cabo eleitoreiro, aqueles que lhes falei em outra matéria, para almoçar e, como boi, puxado por um cabresto moral, levado para votar em quem o desonesto que lhe conduzia o indicasse.

Eu e meus vizinhos de rua, Edvando e Otoniel Padre, bem como sua bonita irmã, Neriza, nos seus oito anos , gostávamos de espionar aquelas casas de comida, no seu vai-e-vem infernal de gente faminta. Argemiro de Figueiredo era candidato a Governador pela famigerada UDN (depois Arena, PFL e DEM). As eleições aconteceram! No outro dia, começaram as apurações! Quando se apuravam as urnas de Timbaúba, numa delas, dentro de um voto havia um bilhete com os dizeres em forma de verso:

“Aprendi com Esaú
Qualifiquei com o Mestre,
Comi o boi de Argemiro
E votei contra o peste”.

Seria salutar para, não só Itaporanga, mas para as demais cidades do Estado que vocês, inteligentes eleitores, fizessem como o nosso personagem, criador da estrofe, acima, dessem uma lição de sapiência àqueles que ainda não acreditam que você progrediu, que você se modernizou, que você tem inteligência e já sabe utilizá-la sem necessidade de “cabresto”, pois suas idéias são propriedades sua, exclusivamente, e ninguém mais tem o direito de violá-las. Obrigações e Deveres do Estado não podem e não devem ser utilizados como as outrora “Casas de Comida”, refúgios de muito engodo, de muita enganação.

Certa feita, quando me achava em João Pessoa, eu batia um papo gostoso com um dos irmãos Fonseca, Dr. Antônio que residia (não sei se ainda mora) em São Paulo. A conversa acontecia num restaurante situado numa Rua, cujo nome não me vem à memória, no momento, paralela a beira mar, que liga as avenidas Epitácio Pessoa e Beira Rio. Naquela ocasião, tenho lembrança que ele dizia: “Não existe ninguém “burro”, existem pessoas que não sabem usar a inteligência”. Aqui, no nosso Site, há determinadas pessoas que, ao fazerem suas análises políticas se esquecem da máxima escolar: “todo extremo é burro”. Para elas o meio termo é inexistente. Com efeito, se alguém não gosta de comida quente é porque a aprecia gelada, ou seja, a terceira opção, comida morna, deixa de existir. Ao se exporem as verdades sobre determinado grupo, como já foi feito por aqui, implica, nesta lógica absurda, ser adepto da outra facção.

O que estamos querendo, e já deixamos bem claro em nossas mensagens, e eu diria, mais filosóficas e menos proféticas, é, apenas, iluminar alguma área escura na senda política itaporanguense. Posemos, pois, nossa nave mental num passado que não vai distante. Will confrontava-se, politicamente, com o Clã Ivete Fonseca. A disputa era acirrada e tudo indicava que esta, após o pleito, seria a vitoriosa. De repente, os nimbos se formaram e se precipitaram sobre a seara contrária, criados por um deus pequenino alcunhado de Antônio Porcino. A campanha de Will ganharia fôlego sob a égide do novo personagem advindo da terra dos bandeirantes que queria mostrar ao seu povo que se tornara, também , um bandeirante. Aos olhos dos salvados, o salvador tinha, até, olhos azuis, cabelos dourados, e merecia muito respeito.

A pecúnia é pecaminosa à proporção que ela enche os olhos dos ladinos em espasmos de hipocrisia! Como não poderia deixar de ser, a ala de Will foi a vitoriosa. Mas o tempo, incansável, girou sua roda e quatro anos mais tarde, o deus pequenino e salvador de outrora voltou a ter os olhos negros, os cabelos crespos, passando a ser alvo de racismo, crime, aliás, inafiançável na Constituição Brasileira, por muito dos salvados do passado. Agora, a fusão era outra, já que, há pouco tempo atrás, contrariando a química, um sal com uma base dera um ácido. Porcino e Silvino, eleitos pela “vontade” do povo, seriam o progresso prometido a nossa enganada Itaporanga.

Há poucos meses, li a coluna Bastidores, deste promissor e brilhante Jornalista Itaporanguense, Isaias Teixeira, aliás, coisa que costumeiramente faço ou nos Sites ou na Folha do Vale. Ali em sua coluna me deparei com uma mensagem, não só bem escrita, mas cheia de humor, com ironia refinada, sem, no entanto, procurar ferir quem quer que seja. Matéria digna, mesmo, de quem sabe escrever, de quem sabe o que diz, de quem pensa independente. Lá, ele falava refinadamente, da promessa que Porcino fizera a Deus, no auge da empolgação, própria dos recém eleitos: “Prefiro que Deus me tire com um infarto se for pra levar um centavo de Itaporanga que não seja meu”. Coincidentemente, Porcino sofreu um enfarto, recentemente.

Mas superstições à parte, não posso afirmar se o Prefeito levou algum centavo da Prefeitura, sei dizer tão somente, segundo Isaias, que naquela posse estavam presentes muita gente boa, como o Presidente da Câmara, Lula da Farmácia, os “barões” de ambas as facções em litígio, na época e, talvez, uma gama de bajuladores (esta suposição é minha). Conclusão: quem incluiu Antônio Porcino nos bastidores da política de nossa Cidade? Quem ratificou seu ingresso neste cenário? É necessário responder?

O que acontece, é que pessoas possuídas somente por suas ambições, fazem desta mesquinhez seu reino encantado, enclausura-se neste castelo e não procura saber o que acontece além de suas fronteiras. Antônio Porcino é presidente de um Sindicato situado numa das maiores áreas sindicais da América Latina, ligado ao conglomerado de Centrais mais desenvolvidas do Mundo, em todos os aspectos, tais como CUT, CGT, etc. No caso, seu Sindicato é ligado a CUT. Para quem acha ou não tem noção ou procura ignorar que isto é brincadeirinha de menino “buchudo”, eu informo: para se chegar ao Comando de um destes Sindicatos é necessário profundo conhecimento político e, sobretudo, ser dotado de grande espírito de liderança.

Eu sei o que é uma política sindical, eu conheço os seus meandros, pois já estive por lá. Ali é uma Faculdade de se fazer política. Não é a toa que o Congresso está repleto de ex sindicalistas, não é por acaso que o Cargo Máximo da Nação esta sob a batuta inteligente de um ex aluno dos Sindicatos. Então, Antônio Porcino, com sua áurea de ingênuo é um hábil político, um grande Líder. Foi isto que os enclausurados da soberba não puderam ver e achando que poderiam colocar uma rédea no aparente ingênuo, deram com os burros n’água. Aqui vou abrir um parêntese, para dizer que não sou adepto da política de Porcino, mesmo porque estando longe, não tenho subsídio para tal, mas, ao contrário estou abrindo os olhos daqueles que o julgam, no mínimo um trouxa e ratifico, trata-se de um “lobo matriculado” na política. Em todo caso, prefiro acreditar no que Isaias nos diz em sua coluna, razão de sua escrita “UM AVISO DOS CEUS”.

Outrossim, não estou denegrindo a imagem de quem quer que seja, faço apenas uma exposição do que já ocorreu, sem nutrir idéias exacerbadas por A ou por B, como ocorre com determinada gente, que apesar de trazer um enorme potencial jornalístico, tende a se imiscuir por trilhas de paixões que não levam a lugar algum. Já conheci “coqueiros” frondosos que ruíram e desapareceram vítimas de vendavais aos quais eles se julgavam imune. Os Villaboas Correias da vida, que o digam.

Originalmente publicado no Mural do Itaporanga.net

O Limousine Partiu!

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Homenagem do Correio da Paraíba ao músico Júlio Charles

Na edição desta terça-feira, 24 de junho, o jornal Correio da Paraíba dedicou uma página inteira em homenagem ao músico itaporanguense Júlio Charles. A matéria sobre Julinho foi publicada na capa do Caderno 2 do jornal de maior circulação no estado.

Adeus ao criador do Limousine 58

CARLOS ARANHA

Poucas pessoas foram tão ousadas na música paraibana quanto Júlio Charles Alvarenga Cirilo, que morreu sábado passado, pela manhã, em acidente automobilístico, próximo a São Mamede, na Paraíba

Júlio Charles conseguiu organizar, lançar, produzir e gravar um dos grupos de pop-rock de maior sucesso no Nordeste, em 1985: o Limousine 58. Júlio, Ricardo Fabião, Robério Jacinto e as vocalistas balizadas como Ratas Mecânicas, levaram à Praça do Povo do Espaço Cultural cerca de 15 mil pessoas. Eu vi.


Disco-solo e o sonho de reagrupar a banda

Julio Charles e o arranjador Poty Lucena

Júlio Charles nasceu em Pombal, em 9 de julho de 1963, mas seus pais foram morar em Itaporanga quando ele era guri. Chegou aos 44 anos, sempre dizendo que era "itaporanguense de paixão".

Compositor, cantor e produtor musical, teve o grande mérito de na metade da década de 80 organizar o Mixto Quente, que passaria a se chamar Limousine 58, lançando o LP "Marcou geral", que chegou a ser bem executado nas rádios de várias capitais brasileiras. O maior sucesso foi a canção "Mistério", com uma interpretação insuperável de Ricardo Fabião.

Mas, o disco, com influências maiores da Blitz, do Barão Vermelho e do melhor pop-rock dos anos 80, tinha outras faixas de alta qualidade no género: "Cara pálida", "Amortecedor", "Colorido recente", "Ivete Chiclete", "Viva-ce" e "Marcou geral". Eram dez faixas. Sempre gostei de todas. No disco-solo que lançou neste ano, "No teu olhar", Júlio Charles regravou "Colorido recente" e "Cara pálida". Entre as inéditas, "Animais irracionais", com a participação de Paulo Vinícius.

A última conversa que tive com Júlio foi na redação do "Correio da Paraíba", quando me revelou o sonho de reagrupar o Limousine 58.

Quando o grupo acabou, com apenas um disco gravado, não foi em clima dos melhores. Acho até que os então três jovens Júlio, Ricardo e Robério não estavam preparados psicologicamente para o grande sucesso que tiveram. Mas, os três voltaram a conviver bem nos últimos anos, tanto que o CD-solo de Júlio foi gravado no estúdio O Beco, que é de propriedade de Robério Jacinto.


"Grande família"

Juntamente com o publicitário e jornalista Armando Formiga, também me senti integrante da "grande, família Limousine 58" como assim foi definida pela "backing vocal" Wanini Emery. Convivemos muito em mesas de bares em noites maravilhosas desta cidade que aprendemos a amar.

O Limousine 58 deixou alguns herdeiros. Ontem, o compositor Gustavo Magno me contou que quando tinha 16 anos cursava eletrônica na antiga ETFPB (hoje, Cefet) e estava aprendendo violão. "Em meu repertório, tinha músicas do Limousine 58. Eu e meus amigos da época ouvíamos o disco do Limousine várias vezes. Era o melhor da música paraibana e o que desejávamos seguir".

O teatrólogo Makários Maia disse que foi da "geração Limousine": "Acompanhei os meninos nos primeiros shows e cantei muito com eles num boteco numa esquina do Cabo Branco".

Fã do grupo, Adalberto Peixoto preparou material especial na Internet. Vi e recomendo. O endereço é http://www.ofaneseusidolos.gigafoto.com.br/.


Intérprete de "Mistério", Ricardo Fabião diz o que sente

"Poucos amam a música como Júlio amava. Poucos são os que como ele conseguem dedicar tanto tempo e paixão a ela. Devo muito a ele - apesar dos meus silêncios, de tantos desvios em nossa estrada. Júlio tinha qualidades singulares. Nasceu voltado para o mundo do espetáculo. Era um grande produtor. Do amigo, falo adiante. Agora, quero aproximá-lo de sua grande paixão:

a música. Ele não comia outra coisa, ele não bebia outra coisa, ele não respirava outra coisa. Era comum vê-lo cegar diante de sua arte, desconhecendo fronteiras, invadindo jornais e rádios. Mal raiava o dia, e lá se punha em marcha, cruzando o campo minado da vida artística; alçando voos por céus cinzentos, decolando em dias chuvosos, aterrissando em terrenos perigosos; não consultava os instrumentos indicadores de falhas e mazelas humanas. Às vezes era ingénuo. Não atentava para certos olhares, e, sem querer, revelava o "X" do mapa.

De suas técnicas acerca de como ser e acontecer músico não me esquecerei jamais. Por esta razão devo parte do que conquistei como artista a ele. No Limousine 58, Júlio era a coragem, era quem dava os passos, quem içava as velas, quem checava os nossos motores, estava sempre à frente, conferindo o tempo, as cores, as coisas, sinalizando o devir.

Como amigo, recordo um sorriso, um bom papo em noites incansáveis de violão batido; de uma composição aqui e outra para logo mais. Ele, Robério, eu -jovens apostadores - tínhamos força para vencer as esquinas de várias gerações. Aquele abraço que os amigos não sabem dar, saía através de uma canção, de um vocal que batia no ponto certo da harmonia, implodia naquele trecho em que música suprime palavras. Viajamos juntos, buscando fama, gastando nossa energia de rapazes pelo Brasil pós-ditadura. Brindamos meses de sucesso, amargamos semanas de portas fechadas.

Nada quebrava o encanto das noites de cerveja nos copos, o brilho dos olhos, os sonhos plantados. Tudo estava semeado, que viesse a colheita. Não deu muito... e deu: colhemos o suficiente para nossa vida pessoense. Você, Júlio, queria mais, sempre quis mais. A limousine quebrou-se, enferrujou, virou carro-fantasma. Eu desci na curva seguinte... Talvez Robério tenha perdido um pouco do sonho também. Guardei as asas depois da primeira queda. Custou, mas passei a amar e conferir outras grandezas além da música. Você permaneceu limousine. Largou um bom pedaço de sua vida, de sua terra firme, para aventurar-se obstinadamente música adiante".


Já foi criada no Orkut uma página para a comunidade ETERNAMENTE...JULIO CHARLES...

Será nesta sexta-feira, 27/06, às 17h00, na igreja Santa Júlia, no bairro da Torre, em João Pessoa, a Missa de Sétimo Dia de JÚlio Charles Alvarenga Cirilo. A família convida os parentes e amigos.

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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Homenagem do Folha do Vale a um grande itaporanguense

Morre o criador da Sorvedrinks, da Senzala e do Nove de Janeiro

Na década de 70 o ponto de encontro de grande parte da juventude urbana de Itaporanga era a Sorvedrinks, um misto de sorveteria, bar e boate criado pelo comerciante Válter Inácio de Araújo, falecido na madrugada da quarta-feira, 7 de maio, no hospital da Fap (Fundação Assistencial da Paraíba), de Campina Grande, vítima de complicações cardíacas.

O local funcionava onde hoje é a agência do Banco do Brasil e entre suas paredes e sobre seus balcões muitos amores nasceram ou se desfizeram. A Sorvedrinks, cujo nome nasceu de um concurso popular, fechou suas portas no final dos anos 70, e deixou um grande vazio nas noites de Itaporanga, mas continua bem viva na memória de dezenas de homens e mulheres que saborearam sua juventude no ponto de Válter Inácio, que em 21 de setembro faria 77 anos. Mas antes do badalado local, Válter já fazia sucesso com o bar Meu Cantinho, também localizado na Getúlio Vargas.

Considerado um bom cozinheiro, os tira-gostos de Válter eram atrativos e irrecusáveis, mesmo quando o cardápio era recheado pelo exótico. Rãs, pebas e rolinhas dividiam a mesa com o tradicional: a galinha de capoeira, a buchada de bode, o mocotó de boi, a carne de gado e de porco e outras ao gosto do freguês. Se a Sorvedrinks era o lugar da elite, depois dela Válter montou um ambiente de todas as classes: a Senzala foi instalada no Alto das Neves. Era uma área de lazer completa – comida, bebida, dança - e o prato principal da casa: a paixão súbita, que durava apenas algumas horas ou a vida inteira.

Depois de deixar a Senzala, o itaporanguense passou mais de meia década residindo em João Pessoa, mas regressou a Itaporanga e continuou no ramo de bebidas, seu último empreendimento foi um pequeno e bem movimentado bar vizinho ao Banco do Brasil. O local ganhou mais notoriedade pela polêmica do que pelo que servia. Dar ao seu estabelecimento o nome de Bar de Ladrão de Cadeira foi um dos meios que Válter encontrou para protestar contra a acusação infundada, fruto de um mal entendido, de que teria furtado uma cadeira de um vizinho. A outra forma de protesto foi deixar a barba crescer, promessa somente quebrada poucos meses antes do falecimento a pedido do amigo de quatro décadas Agápio Sertão.

Seu envolvimento no ramo de bares começou quando ele regressou de São Paulo, para onde migrou em busca de melhores dias. Conseguiu trabalho em uma empresa de fundição paulistana e depois de ganhar uma boa quantia, retornou a terra e montou seu comércio de bebida e comida.

Considerado um homem de uma personalidade forte, mas extremamente humano e caridoso, Válter nunca casou, mas deixou um filho, com quem vivia em uma casa do Alto das Neves. Uma outra criação sua foi um time de futebol: o 9 de Janeiro disputou vários campeonatos da cidade e marcou época no futebol local.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Marlene Alves é reeleita com 87% dos votos na UEPB


A itaporanguense Marlene Alves foi reeleita com 87% dos votos válidos Ampliar imagem Marlene Alves foi reeleita com 87% dos votos válidos A professora Marlene Alves Sousa Luna teve seu nome confirmado para o segundo mandato à frente da Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba, em eleição realizada na quarta-feira, 28, entre professores, estudantes e funcionários de todos os campi da Instituição.

Candidata pela chapa "Novos Desafios", a professora Marlene Alves obteve 6.283 votos, o que equivale a 87,43% dos votos válidos. Foram registrados 436 votos brancos (6,07%) e 467 votos nulos (6,50%). A eleição transcorreu normalmente durante todo o dia, sendo utilizadas, pela primeira vez na história da Universidade, urnas eletrônicas para votação, cedidas pelo TRE.

Segundo a professora Marlene Alves, o resultado do pleito que culminou com a sua reeleição comprova que todo o trabalho realizado nos primeiros três anos e sete meses à frente da Administração Central da UEPB foi bem sucedido e aprovado por todos os que fazem a Universidade.

Além disso, na opinião da reitora, o segundo mandato se transformou em uma realidade porque professores, estudantes e funcionários deram, novamente, votos de confiança à sua gestão, o que fortalece o desejo de continuar trabalhando, continuamente, por melhorias para a Universidade Estadual.
Fonte e foto: Wscom


quarta-feira, 28 de maio de 2008

Eleições da UEPB

A itaporanguense Marlene Alves, reitora da UEPB, concore hoje como candidata única a reeleição. Assista ao vídeo.

sábado, 26 de abril de 2008

Chora o Choro Brasileiro: Morreu o Canhoto do Brasil!

Nessa minha curta vida de consumidor de arte, mais por aqui que por lugares outros pelos quais andei, tenho me deparado com a Santa Ignorância e, mais assiduamente, a Santa Hipocrisia. Hoje não foi diferente. Com a morte do bom violonista Francisco Soares de Araújo, o Canhoto, se a Santa Ignorância ficou em casa, mandou a Hipocrisia responder por ela.

Fico agora a imaginar os mil elogios, mais aqui que em Paulista, cidade pernambucana que ele escolheu para se guardar com a sua música, que serão proferidos no seu velório e no caminho de volta para casa. E que bela manchete não daria: “Canhoto teve o direito de tocar pelo avesso!”; ou “Por Direito, o Melhor dos Violões Canhotos!”.

Um dia o meu irmão, morando há 30 anos em Rondônia, chamou a Parahyba de madrasta. Sei não. Mas acho que esse princesence (é assim mesmo, Tião Lucena ?) que tocou de forma errada o violão mais direito deste Verde e Amarelo, concordaria com ele. Sei que serão muitos os elogios. Porém, não posso deixar de lembrar que Canhoto morreu quase mendigando - embora nunca pedisse - uma ajudazinha dos colegas artistas e, por aqui, uma pensãozinha de nada que pouco ou de nada serviu para atenuar-lhe o sofrimento.

É impossível não lembrar ainda da pensão vitalícia com que os nossos parlamentares super mirins queriam presentear a viúva daquele secretário que estourou os miolos, pelos “relevantes serviços” prestados - os miolos não, o suicidado secretário - à capital parahybana. Nessa mesma época, Canhoto já agonizava com o ACV que o impederia, dali em diante, de afinar o seu violão no mesmo tom do cansado coração.

Triste foi saber que filha que o acompanhou até o dia de ele ir morar n’outra cidade, está a implorar que o show que colegas iriam fazer em seu favor, mesmo com a sua morte, seja realizado. A família precisa, disse ela. Mas, quem sabe em Pernambuco, agora morto, ele não receba as justas homenagens que lhe negaram, quando vivo na Parahyba estava. Não duvido.

Santa Hipocrisia! Os seus discos ? “Vamos tombá-los! Canhoto da Paraíba - Violão Tocado Pelo Avesso, Único Amor, Com Mais de Mil e Pisando em Brasa. Se Canhoto não tivesse existindo para fazê-los, teria que ser inventado!”. Pausa. Faço uma aposta: se uma entre cem pessoas não consumidoras de arte ouviu uma só de suas composições, mudo o meu nome para 1 Berto!

O bom Canhoto, assim como outros ilustres parahybanos, morreu longe da “madrasta”, que, por mais que uns queiram negar, também madrasta foi de Pedro Américo, que Morreu em Florença; Augusto dos Anjos, que morreu em Leopoldina, Zé Lins e Paulo Pontes que morreram no Rio de Janeiro. E, por fim, o cômico, se o momento não fosse tão trágico: Canhoto recebeu o título de Patrimônio Vivo de... Pernambuco!

1berto de almeida (transcrito do portal www.ancomarcio.com)

sábado, 29 de março de 2008

Conterrâneos de fora se encontram em Itaporanga

Comemorando a passagem do sábado de páscoa no hotel Rainha do Vale, conterrâneos se encontram na seresta oferecida por Marcone e Dilma. O superintendente do DENIT, na Paraíba, Expedito Leite, e o prof. José Ferreira Irmão, da UFPE, curtem e cantam juntos músicas saudosas do passado sertanejo. Convidados ilustres, como o jornalista Antônio Malvino Neto, e Expedito Filho se juntam às comemorações (fotos).

Abraços do seu amigo:
Prof. José Ferreira Irmão
Ph. d. em economia,
London University, England/UK.

Recebido por email